domingo, 8 de setembro de 2013

Papai, o que é “aborto”?



Crianças são bem atentas e cheias de curiosidade. Enquanto os adultos conversam, muitas vezes elas estão tentando entender o que eles estão falando, aprendendo palavras novas, etc. Considere um garoto que ouve falar sobre “aborto” e resolve perguntar ao pai acerca do significado da palavra:

— Papai, o que é “aborto”?

O pai, um pouco surpreso, respondeu:

— Filho, o aborto acontece quando o bebê está na barriga da mamãe e ela não quer mais ele.

O garoto, achando isso muito estranho, questionou:

— Que mãe é essa, que não quer o filho? E o que ela faz com ele?

— Ela vai a um hospital ou clínica...

Interrompendo o pai, o garoto perguntou:

— A mulher “faz aborto” quando tá doente? 

— Não, filho, geralmente ela não está doente. Eu vou explicar melhor: Lembra que eu disse que toda criança passa nove meses na barriga da mamãe antes de nascer e chorar pela primeira vez?

— Lembro.

— Nesse tempo que ele passa na barriga da mamãe, ele pode ir crescendo e se desenvolvendo enquanto está bem protegido. Quando a mulher comete um aborto, ela não deixa ele se desenvolver o tempo necessário, e tira ele da barriga, antes de conseguir chorar pela primeira vez.

— O médico tira ele?

— Sim, filho.

— E pra onde ele leva a criancinha?

— Na verdade, filho, ela não sai mais do hospital.

O garoto, sem entender muito, continuou:

— Ela não sai do hospital? Mas no hospital nem pode gritar! Como é que ela vai brincar? Ainda bem que a mamãe não “fez aborto”, senão eu não ia poder ir à escola, nem à praia, e nem ia poder fazer barulho brincando...

Meio desconsertado, o pai apenas concordou:

— Realmente, filho.

Por fim, a criança confessou:

— E eu pensava que aborto tinha a ver com guerra!

— Por que, filho? — Disse o pai, sem compreender o que o filho quis dizer.

— Eu vi um desenho na televisão em que o “capitão medroso” dizia: “abortar a missão”. Então os soldados dele tinham que voltar.

— Filho, o aborto tem tudo a ver com isso. Da mesma maneira que o soldado não pode prosseguir para a batalha porque o comandante já pensa que vai perder, a mãe não deixa a criança prosseguir, porque pensa que vai fracassar. O papai e a mamãe deixamos você prosseguir. Por isso você pode me abraçar agora, meu garoto.


Esse diálogo é fictício, mas creio que ilustra bem a reação de quem reconhece que, se tivesse cometido um aborto, estaria tirando o direito de viver de um ser humano, talvez o do próprio filho. Diga não ao aborto! Todo ser humano tem direito a vida.

Marco Antonio da Silva Filho

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