quarta-feira, 11 de julho de 2012

Falso Amor, Falsa Guerra: Por que tantos homens estão viciados em pornografia e video games?


Por Russell Moore*

Você conhece o cara de quem eu estou falando. Ele gasta horas da noite jogando video games e navegando por pornografia. Ele receia que seja um perdedor. E ele não tem ideia de como ele é um perdedor. Há já algum tempo, estudos tem nos mostrado que pornografia e games podem se tornar compulsivos e viciantes. O que nós frequentemente não reconhecemos, contudo, é o porquê.

Em um novo livro, The Demise of Guys: Why Boys Are Struggling and What We Can Do About It, os psicólogos Philip Zimbardo and Nikita Duncan dizem que nós podemos perder uma geração inteira de homens para os vícios do video game e da pornografia. A preocupação deles não é acerca de moralidade, mas sim sobre a natureza desses vícios na remodelação da base de desejos necessários para a comunidade.

Se você é viciado em açúcar, ou tequila ou heroína, você quer mais e mais dessa substância. Mas pornografia e vídeo games são construídos sobre novidades, sobre a busca de novas e diferentes experiências. É por isso que raramente se encontra um homem viciado em uma única imagem pornográfica. Ele está aprisionado em um caleidoscópio sempre em expansão.

Há uma diferença básica entre pornô e games. A pornografia não pode ser consumida com moderação porque ela é, por definição, imoral. Um vídeo game pode ser uma diversão inofensiva ao longo de uma competição atlética de baixo risco. Mas a forma compulsiva dos games compartilha um elemento básico com o pornô: ambos destinam-se a simular algo, algo que os homens cobiçam.

A pornografia promete orgasmo sem intimidade. Guerra em vídeo promete adrenalina sem perigo. A excitação que faz estas coisas tão atrativas é, em última análise, de essência espiritual.

Satanás não é um criador, mas um plagiário. Seu poder é parasita, impedindo os bons impulsos e direcionando-os para seus próprios propósitos. Deus intencionou o homem a sentir a veemência da sexualidade na união com sua esposa. E um homem é destinado, quando necessário, a lutar por sua família, seu povo, pelo fraco e vulnerável que está sendo oprimido.

O impulso para o êxtase de amor verídico e para uma guerra legítima é uma questão do Evangelho. A união sexual figura o mistério cósmico da união de Cristo e sua igreja. A chamada para luta é fundamentada em um Deus que protege seu povo, um Cristo Pastor que toma suas ovelhas das bocas dos lobos.

Quando esses impulsos são direcionados para a ilusão da novidade cada vez maior, eles matam a alegria. A busca por um companheiro é boa, mas a bem-aventurança não está na exibição de novidades diante de Adão. Está em encontrar a pessoa que é adequada para ele, e viver com ela na missão de cultivar a próxima geração. Quando necessário, é correto lutar. Mas a guerra de Deus não é para sempre nova. Ela acaba em uma ceia, e em uma paz perpétua.

Além do mais, esses vícios promovem os aparentemente contrários vícios de passividade e hiper-agressão. O viciado em pornô torna-se um perdedor lascivo, com a “união em uma só carne” suplantada pela isolação masturbatória. O viciado em video games torna-se um covarde pugilista, com a coragem de proteger os outros suplantada pela agressão sem chance de perder a vida. Em ambos os casos, procura-se a sensação de ser um real amante ou um real lutador, mas o escape é uma das glândulas reprodutivas ou suprarrenais através de imagens em pixel, não carne e sangue pelo que alguém é responsável.

Zimbardo e Duncan estão corretos, essa é uma geração focada em falso amor e falsa guerra, e isso é perigoso. Um homem que aprende a ser um amante através da pornografia irá simultaneamente amar a todos e a ninguém. Um homem obsecado por jogos violentos pode aprender a lutar contra todos e contra ninguém.

A resposta para ambos os vícios é lutar contra a excitação com excitação. Estabeleça a visão do Evangelho de um Cristo que ama sua noiva e que luta para salvá-la. E então vamos treinar nossos jovens a seguir a Cristo, aprendendo a amar uma mulher real, por vezes lutando contra seus próprios desejos e contra seres espirituais que iriam corroê-los. Vamos ensinar nossos homens a amar e a guerrear... de verdade.

*Dr. Russell Moore é o reitor da School of Theology e vice-presidente de administração acadêmica no The Southern Baptist Theological Seminary.


Tradução: Marco Antonio's Blog**

** Gostaria de pedir desculpas pelos erros na tradução, pois sei que há. Não tenho nenhum curso em língua inglesa. Apenas aprendi um pouco na escola e na internet. Se você é bom em inglês e quiser me ajudar a melhorar o texto, acesse o artigo original na descrição da fonte, me informe as melhoras e farei as alterações necessárias. Obrigado!


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