sábado, 3 de março de 2012

Não apenas servos (2)

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 Jo 2.15)


Prosseguindo a primeira postagem, falando sobre a nossa amizade com Deus, podemos destacar que a nossa amizade com Deus exige uma inimizade com o mundo: "não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?" (Tg 4.4). A pessoa que tem um íntimo relacionamento com Deus não pode amar o modo de agir e de pensar dos ímpios. Não! Essa pessoa pensa e age de modo diferente.


Nós temos amigos porque, geralmente, eles têm os mesmos interesses que os nossos; ou compartilham os mesmos gostos. C. S. Lewis disse: "A amizade nasce no momento em que uma pessoa diz para outra: 'O quê? Você também? Pensei que eu fosse o único!'" Da mesma forma, compartilhar de gostos muito diferentes pode enfraquecer a amizade ou até mesmo fazer com que ela acabe.


Deixe-me dar um exemplo: eu gostava muito de bolo de limão (até acho que ainda gosto), mas comi tanto que não consigo mais comer bolo de limão. Se você, todas as vezes que nos encontrássemos, estivesse comendo bolo de limão ou não parasse de falar nele, certamente eu não me sentiria muito bem. Da mesma maneira que eu não posso mais comer bolo de limão, que já me causa enjoo, Deus não participa de obras pecaminosas. Deus não suporta o pecado!


Deus odeia a iniquidade (Hb 1.9) e com certeza Ele não gosta que seus amigos vivam praticando o pecado. Considerando que Deus conhece todas as coisas (Sl 139), inclusive o nosso pensamento (v. 4), este também não pode ser pecaminoso. Não foi à toa que Paulo escreveu "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fp 4.8).


Para prosseguir em um bom relacionamento com Deus temos que abandonar o pecado. A iniquidade desagrada ao nosso Santíssimo Amigo.


Marco Antonio da Silva Filho

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