quinta-feira, 1 de março de 2012

Lições Bíblicas (jovens e adultos) — Uma igreja verdadeiramente próspera



Lição 10 Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Trapiche Da Barra
Comentário Bíblico Lições Bíblicas (Jovens e Adultos) 1º Trimestre de 2012 – CPAD
Assunto Geral – A verdadeira Prosperidade


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Efésios 2.11-13; Romanos 11.1-5.

TEXTO ÁUREO: “E, a todos quantos andarem conforme esta regra, paz* e misericórdia** sobre eles e sobre o Israel de Deus” (Gl 6.16).
*Strong 1515: - eirene: paz (literal ou figurado); (por implicação) prosperidade: - paz, quietude, repouso, + retornar à unidade. Paz, mais especificamente em sentido civil, o oposto de guerra e dissensão (Lc 14.32; At 12.20; Ap 6.4). Paz com o significado de saúde, bem-estar, prosperidade, todas as formas de bem.
**Strong 1656: - eleos: compaixão (humana ou divina, especialmente de modo ativo):-(+terna) misericórdia.

Ø  Israel de Deus. Este termo se refere a todo o povo de Deus debaixo do novo concerto, i.e., todos os salvos, tanto judeus como gentios. Isto quer dizer que todos que pela “cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” estão crucificados para o mundo (v.14) e se tornam “nova criatura” (v. 15), constituem-se no verdadeiro “Israel de Deus” (cf Rm 2.28,29; 9.7,8; Ef 2.14-22; Fp 3.3; 1Pe 2.9). {1}
Ø Israel de Deus. A Igreja do NT, constituídas de cristão de todos os povos e culturas, judeus e gentios (não judeus), pode ser compreendida como a nova descendência de Abraão, herdeira de todas as bênçãos do Senhor segundo a Promessa (e.g.,1 Co 10.18; Rm 9.6; Fp 3.3). Paulo se refere à perfeita paz e misericórdia profetizada ao povo israelita, agora à disposição de todos os crentes; neste sentido, o novo Israel de Deus (Sl 125.5; 128.6). {2}

1 - Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA; Nota Textual Gálatas 6.16; p. 1804.
2 – Novo Testamento com Salmos e Provérbios – Bíblia King James Atualizada (KJA)- São Paulo, Edição de Estudo - Nota Textual (7) Gálatas 6.16; p. 453.
VERDADE PRÁTICA: A Igreja prospera quando cumpre integralmente a missão que lhe confiou o Senhor.

FINALIDADE:
Constatar alguns aspectos do povo de Deus na perspectiva Veterotestamentário e Neotestamentário, abrangendo a verdadeira natureza da Igreja, levando a consciência de que a Igreja tem a missão de adorar, instruir, edificar e proclamar as boas novas de salvação para que na suficiência de Jesus seja próspera.

PALAVRA CHAVE
Igreja - A igreja é a comunidade de todos os cristãos de todos os tempos. Essa definição compreende que a igreja é feita de todos os verdadeiramente salvos. Paulo afirma: “Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela” (Ef 5.25). Aqui o termo “a igreja” é usado para referir-se a todos aqueles pelos quais Cristo morreu para redimir, todos os salvos pela morte de Cristo.
Igreja no sentido universal (místico): Organismo místico composto por todos os que, pela fé, aceitaram a Jesus como único e suficiente Salvador, e têm a Palavra de Deus como única regra de fé e conduta.


  1. INTRODUÇÃO
IGREJA,
No NT, “Igreja” traduz a palavra grega ekklesia. No grego secular, ekklesia designava uma assembléia pública, e este significado ainda foi mantido no NT (At 19.32, 39,41).

No AT hebraico a palavra qahal designa a assembléia do povo de Deus (e.g., Dt 10.4; 23.2-3; 31.30; Sl 22.23), e a LXX, a tradução grega do AT, traduziu esta palavra por ekklesia e synagoge, igualmente. Até mesmo no NT, ekklesia pode significar a assembléia dos israelitas (At. 7.38; Hb2.12); mas, à parte destas exceções, a palavra ekklesia no NT designa a Igreja cristã, tanto local (e.g., Mt 18.17; At 15.41; Rm 16.16; 1 Co 4.17; 7.17; 14.33; Cl 4.15) quanto universal (e.g.,Mt 16.18; At 20.28; 1 Co 12.28; 15.9; Ef 1.22).

Segundo Wener Kaschel e Rudi Zimmer (Dicionário da Bíblia Almeida, pag. 87), Igreja 1) Grupo de seguidores de Cristo que se reúnem determinado lugar, para adorar a DEUS, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros (Rm 16.16). 2) A totalidade das pessoas salvas em todos os tempos (Ef 1.22).

ISRAEL DE DEUS,
A expressão “Israel de Deus” em Gálatas 6.16 é um dos pontos mais críticos de interpretação desta lição, alguns defendem que o Apóstolo Paulo refere-se à Igreja, e que “essa” superou por completo a Israel nos planos de Deus. Outros defendem que o apóstolo menciona Israel e que a igreja entrou no plano da salvação até que Deus impenda seus propósitos com o povo da promessa.

A IGREJA E ISRAEL,
Entre os colégios teológicos tem surgidos diversos pensamentos dentro deste assunto, Entre os protestantes evangélicos tem havido diferença de posição sobre a questão do relacionamento entre Israel e a igreja, citarei apenas dois grupos para fins de comparação. Essa questão foi trazida a tona como proeminente pelos que defendem um sistema teológico “dispensacionalista”, A mais extensa teologia sistemática escrita por um dispensacionalista, a Systematic Theology de Lewis Sperry Chafer, que destaca aspectos distintos entre Israel e a Igreja, e até mesmo entre o Israel fiel do AT e a Igreja do NT.  Chafer argumenta que Deus tem dois planos distintos para os dois grupos de pessoas que Ele redimiu, para Israel os propósitos e as promessas são terrenais e serão cumpridas neste mundo em algum tempo no futuro; por outro lado os propósitos e as promessas de Deus para a Igreja são bênçãos celestiais, as quais serão cumpridas no céu. Segundo Chafer essa distinção entre os dois grupos diferentes que Deus salva será vista especialmente no milênio.
Embora a posição de Chafer continue a ter influência em alguns grupos dispensacionalista, e certamente nas pregações mais popular, alguns lideres desse circulo não tem concordado em muitos desses pontos, como é o caso dos Teólogos dispensacionalistas, Roberto Saucy e Craig Blaising que são chamados de “dispensacionalistas progressistas”, eles não vêem a igreja como parêntese no plano de Deus, mas como o primeiro passo na direção do estabelecimento  do Reino de Deus, nessa linha Deus não tem dois propósitos separados para Israel e para Igreja, mas um único propósito – o estabelecimento do Reino de Deus, no qual tanto Israel como a Igreja terão parte, não haverá nenhuma distinção entre Israel e a Igreja no estado futuro. Esse pensamento Teológico teve inicio com os escritos de J. N. Darby (1800 – 1882) na Grã-Bretanha, e foi popularizado nos EUA pela Bíblia de Estudo  Scofield . Existem nessas escolas teológicas, diversas pontos fortes e fracos principalmente no que tange a interpretação do tempo do cumprimento de algumas profecias para com a nação de Israel.
Tanto teólogos protestantes como católicos que não compartilham da posição dispensacionalista afirmam que entendem que a igreja inclui tanto os salvos do AT como os do NT em uma só Igreja, ou corpo de Cristo.
Ainda falando de relação Igreja e Israel existe uma linha teológica chamada Teologia da Substituição defendida pelo Teólogo Kenneth Gentry, teólogo aliancista e preterista, ele afirma: “Cremos que a igreja internacional sucedeu, para sempre, o Israel nacional como a instituição para a administração da bênção divina ao mundo”. Tal grupo afirma que a Igreja assumiu definitivamente a posição e as bênçãos que seria para Israel, termo muito utilizado indiretamente pelos que ministram a teologia da prosperidade.

  1. DESENVOLVIMENTO
 “Israel de Deus” - “E, a todos quantos andarem conforme esta regra, paz* e misericórdia** sobre eles e sobre o Israel de Deus” (Gl 6.16).

Entendendo o texto dentro da própria epistola; o grande propósito de Paulo ao escrever esse tratado (Epístola de Paulo aos Gálatas), foi instruir os cristãos da região da Galácia sobre a justificação exclusiva e absoluta em Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus.

Investigando a epístola, encontraremos contextos reveladores para uma melhor compreensão desse versículo (Gl 6.16), na própria epístola observaremos que os mestres cristãos judaizantes (falsos irmãos) tinham procurado convencer os gálatas a se revoltarem contra Paulo e seus ensinos e os estavam orientando a praticar todos os principais rituais da lei, pois, como eram gentios, tinham que ser circuncidados (Gl 5.2; 6.12-15) e, segundo esses mestres, deviam também viver um cristianismo, baseado nas ordenanças e na tradição judaica, afim de serem salvos (Gl 4.10). Paulo vindica a sua plena autoridade apostólica e condena os ensinos dos judaizantes como legalismo anticristão.

Concluímos então que a orientação dada à igreja da Galácia (serve para todo o povo de Deus na Terra), deveria: 1) depositar plena fé e segurança na liberdade que Cristo Outorgou, 2) servindo a Deus e aos semelhantes mediante o poder do Espírito de Deus (Temos aqui missão da igreja através da suficiência de Cristo), como novos seres humanos (Regeneração), livres em Cristo (Gl 5.13-18) e, assim, cumprindo com júbilo espiritual a vontade de nosso Salvador (Gl 6.2), pois desfrutarão de paz e misericórdia quem andar nas “regras” ou ordenança (Gl 6.16) atingindo um excelente nível de prosperidade espiritual.

Fica evidente que os crentes em Jesus Cristo, judeus ou gentios (povos de todas as etnias e culturas), conforme a doutrina paulina, desfrutam em Cristo da absoluta e eterna salvação, porquanto foram justificados (Gl 3.6-9), adotados (Gl 4.4-7), renovados (Gl 4.6; 6.15) e transformados em plenos herdeiros de Deus, segundo as próprias promessas da aliança abraâmica (Gl 3.15-18).

“E, a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus” (Gl 6.16).

Observando o texto (Gl 6.16), Paulo se refere a dois grupos, um, os que ostentavam por aparência na carne (Gl 6.12) e o outro, que tinha alcançado a liberdade em Cristo (Gl 5 13-18) salvos da época. O verso deixa claro que todos quantos andarem conforme esta ordenança (Gl 5.14; 25; 6.2 e 6), ou seja tanto “eles” mestre judaizantes quanto o “Israel de Deus” salvos desfrutarão paz e misericórdia de Deus.

A expressão “Israel de Deus” nesse texto se constitui numa ironia indireta à vã ostentação dos mestres cristãos judaizantes, os quais alegavam serem os descendentes de Abraão segundo a carne. Ele, pois, produz um “duplo” Israel para melhor compreensão dos ouvintes, 1)uma simulação e visível somente aos homens, 2) o outro, visível somente a Deus. A circuncisão era um sinal aos olhos humanos (e.g., Gl 6.12; 5.1-6); a regeneração, porém, é a verdade aos olhos de Deus (Gl 6.15). Numa palavra, ele agora os chama o Israel de Deus, a quem anteriormente se chamavam filhos de Abraão pela fé, e, portanto se incluíam todos os crentes, gentios, judeus, que foram unidos numa mesma Igreja, ou seja, que andarem conforme a regra. Como relata a Bíblia de Estudo Pentecostal, “o Israel de Deus refere-se a todo povo de Deus debaixo do novo concerto, isto é, todos os salvos, tanto judeus quanto gentios”. Mas Deus não esqueceu de Israel (Rm 11.26).

Mais adiante vamos entender o desenvolvimento da Igreja de Cristo como Israel de Deus e que implicações tem esse fato na doutrina da prosperidade.

  1. O POVO DE DEUS NA VELHA ALIANÇA E NOVA ALIANÇA
O ISRAEL NAÇÃO
Para discutir o tema “povo de Deus, separado para Deus” na Antiga Aliança e na Nova Aliança, precisamos visualizar o plano de Deus para resgatar a humanidade caída e destituída da Glória de Deus (Gn 3; Rm 3.23-24) no decorrer da história; Deus na sua Eterna Soberania arquitetou um plano de resgate. Plano esse conhecido pelos leitores (creio assim).
Para o cumprimento desse plano, Deus chama, escolhe e utiliza um povo que teve como ponto de ignição a chamada de Abrão (Gn 12.1-3), onde esse homem seria uma grande e abençoada nação e nele todas as famílias da terra seriam benditas (felizes ou prosperas no sentido horizontal e vertical); logo surge a nação de Israel (Ex 19.5-6).
De forma resumida abaixo segue um cronograma dos fatos:
O Israel Nação
Eleição de Israel por parte do Senhor Deus, como propriedade peculiar, reino sacerdotal e povo santo – (Ex 19.5-6; Dt 4.10; AM 3.2; 9.7), embora todas as nações respondam perante o Senhor Deus como seu Criador, Israel teria um relacionamento muito especial com Deus, por que Ele era o seu redentor. Esse propósito para Israel prenunciava o propósito de Deus para a Igreja (1Co 3.16; Tt 2.14; 1Pe 2.5,9). Como Reino Sacerdotal e Povo Santo, eles deveriam ser separados e consagrados aos serviços de Deus, ou seja, uma nação santa, levando as nações a conhecerem o nome do Senhor Deus e assim seriam abençoados (prósperos), porém como povo separado, precisavam cumprir mandamentos e estatutos do Senhor, assim deveriam servi ao Senhor Deus com alegria e bondade de coração (Dt 28.47), porem observamos que a nação de Israel se corrompeu deixando de lado as orientações divina e não cumprindo a sua chamada, como conseqüência vieram maldiçoes (Dt 27. 1.-26; 28.15-68; Jr 11.1-17; 3.6-9; 4.1-2;); Mas o Senhor Deus prometeu Restaurar o seu povo através de um nova aliança (Jr 31.1-34; Ez 36.26; Is 56.8; 60; 61), porem a nação de Israel rejeita a Jesus como o mediador do novo pacto (Hb 9.15; 12.24; Jo 1.12;);  daí redireciona o propósito inicial para Israel a Igreja para ser um representante de Deus na terra; mas isso não significa que Deus tenha esquecido a nação de Israel (Rm 11.2; 11.26; Jr 31.1-7);
Israel do Novo Testamento
Biblicamente a Igreja é vista como a comunidade dos chamados para fora, “separados”, esse grupo entra no plano da Salvação como um mistério (Ef 3.2-10; Rm 16.25-26; Cl 1.25-27); nisso entendemos que a Igreja é o Povo de Deus formado por judeus e gentios (Gl 6.16; Rm 2.28-29; Ef 2.14-22; Fp 3.3; 1 Pe 2.9). Isso não quer dizer que a igreja tenha substituída a Israel. Em cristo todas as nações da terra foram abençoadas com a proclamação do evangelho (Gl 3.16), logo em Cristo Deus não substitui, mas deu continuidade ao processo arquitetado antes da fundação do mundo e iniciado no antigo testamento (Ef 1.4-23; 2.11-19).
O Povo único de Deus

Fica evidente nas referências citadas acima que a Igreja não assume o lugar de Israel, mas que Israel encontra sua verdadeira identidade na Igreja. A verdadeira prosperidade está em reconhecer que Deus através de Jesus Cristo renovou a aliança com seu povo, tanto judeus como gentios formando um só povo, tendo Jesus como o Messias enviado de Deus.

4. A IGREJA E SUA NATUREZA

Localidade e universalidade

Que alguém concorde ou não, dentro do aspecto humano, tem-se a necessidade de avaliar a igreja como organismo e como organização, ainda que na situação de organismo ela abranja uma dimensão de caráter e natureza espiritual e também física (os salvos - judeus e gentios – membros - continuarão com corpos palpáveis porem glorificados), portanto, existe ainda nessa dimensão pontos inatingível ou não revelado (Ef 3.2-10; Rm 16.25-26; Cl 1.25-27); o que podemos fazer é nos posicionar (dentro da Palavra de Deus, pois muitas coisas são puras especulações) numa situação que nos garanta entender e aceitar a natureza desse magnífico mistério o corpo de Cristo. (Ef 3.2-10; Rm 16.25-26; Cl 1.25-27); ao se fazer referencia á igreja que estar em determinada cidade, falamos do aspecto local da igreja de Cristo (1Co 1.2; At 13.1), mas encontramos Paulo falando da universalidade da Igreja (1 Co 10.32). A igreja é local, mas também é universal formada por todos os salvos das mais diferentes culturas, raças e nações.
O ensino neotestamentário revela que a igreja é una.
Basta conferir, Ef. 4.4; 1Co 12.12
A santidade é tanto posicional como progressiva.
O crente é santo (posicional) mesmo ainda não tendo passado pelo processo da glorificação do advento do arrebatamento, essa ação posicional é garantida por obra do Espírito Santo, que produz no crente a natureza de Cristo “regeneração” (2Co 5.17; 2Pe 1.4; Jo 3.3-7; 1Pe 1.3-4, 23; Jo 5.25; 2Co 5.17; Ef 1.19-20, Ef 2.1-6; 4.18-19; Tt 3.3-7; 1 Co 1.18-25; 2.12-15; 2 Co 4.3-6).
O crente também tem por responsabilidade se submeter aos ditames da Sagrada Escritura, um viver de pureza e integridade (2Co 7.10) a isso chama-se santificação progressiva, ou seja se refere ao crescimento gradual do crente em conhecimento e santidade, de forma que, tendo recebido justiça legal na justificação, ele pode agora desenvolver a justiça pessoal em seu pensamento e comportamento.
A Tríplice Santificação Do Crente (De acordo com a Bíblia, a santificação do crente é tríplice: )

1. Santificação posicional (Hb 10.10; Cl 2.10; 1 Co 6.11; Rm 8.33, 34; 1 Jo 4.17b) É estar "Em Cristo"

- A santificação posicional é um ATO SOBERANO de Deus, mediante a obra de Cristo (Hb10:9-10)
- O cristão verdadeiro é santificado em Cristo (I Co 1:2)
- O cristão verdadeiro é santificado por vocação divina (Rm 1:7; Hb 3:1)
- A santificação posicional independe das nossas falhas ou imperfeições pessoais (I Co 3:1-3; cf 6:11)
- Isso não significa liberdade para andarmos como queremos. Há necessidade de SANTIFICAÇÃO PRÁTICA.

2. Santificação progressiva. É a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente.

Pode ser aperfeiçoada (2 Co 7.1). - Ocorre à medida que o Espírito o rege soberanamente - O crente a busca, em cooperação com Deus: "Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1.15).

O lado divino da santificação progressiva.

São meios, os quais o Senhor utiliza para santificar-nos em nosso viver diário.
(Hb 13.12; 1 Jo 1.7,9); (Sl 12.6; 119.9; Jo 17.17; Ef 5.26);  (Rm 1.4; 1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13); (Êx 29.43; 2 Cr 5.13, 14); (At 26.18; Fp 3.9; Tg 2.23; Rm 4.11).

(1) O sangue de Jesus Cristo –
(2) a Palavra de Deus –
 (3) o Espírito Santo –
(4) a glória de Deus manifesta –
(5) e a fé em Deus

O lado humano da santificação.

Deus é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. (Mt 5.6; 2 Tm 2.21, 22;1 Tm 5.22 ); (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12);  (2 Tm 1.5; 3.15); (Sl 51.10; 32.6); (Lv 27.28b; Rm 12.1,2)

Os meios coadjuvantes (que auxiliam-nos) de santificação progressiva são:

(1) O próprio crente. Sua atitude e propósito de ser santo
(2) O santo ministério. Dever de cooperar para a santificação dos crentes
(3) Pais que andam com Deus.
(4) As orações do justo: A oração tem efeito santificador.
(5) A consagração do crente a Deus: Rendição incondicional a Deus
Ao mesmo tempo, nos é dito em várias passagens que o cristão deve santificar-se.
Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus (Lv 20.7).
Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus (II Co 7.1).

3. Santificação futura. "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (1 Jo 3.2). Ver também: Ef 5.27; 1 Ts 3.13. É a consumação do propósito de Deus em nossa Santificação. Na vinda do Senhor Jesus Cristo, seremos como Ele é. Seremos transformados à Sua própria imagem, perfeitos para sempre (Rm 8:29; Fp 1:6; 3:20-21; I Jo 3:2)

  1. A IGREJA E SUA MISSÃO
*Adoração – Essa é a essência do culto cristão,  antes de mais nada, a igreja é chamada para agradar, adorar, cultuar e servir a Deus; sem este primeiro passo, qualquer esforço que ela faça será perda de tempo. É nesta primeira missão que a Igreja enche-se de Poder para vencer o mundo. Paulo em 1 Co 14.26 apresenta um pensamento litúrgico de como deveria ser os cultos, (louvores, ensino, manifestações de dons espirituais), 1 Co 14.26; Ef 5.19; Cl 3.16, mas tudo deveria ser feito para edificação (assunto que precisa ser melhor administrado nas igrejas),( 1Co 10.31; Rm 11.36; 15.9,11); A Igreja deve primar pela adoração em suas reuniões, e o crente em sua vida particular, por agradar a Deus e promover a sua Glória. Deve haver um esforço para que a Glória de Deus se manifeste no crente pela obediência, pela gratidão, pela sua confiança, fé e fidelidade a Deus.

*Edificação- A Igreja é chamada para servir aos seus próprios membros, edificando-os, ensinando-os e prestando-lhes toda a assistência espiritual, moral e social que esteja ao seu alcance, visando à sua própria sobrevivência como Povo de Deus na Terra. Pedro exorta aos crentes desejem ardentemente o genuíno leite espiritual capaz de dar crescimento para salvação (1Pe 2.2), e isso só é possível através da exposição da Sagrada Escritura, mas o que mais encontramos são igrejas que substitui a ministração da palavra de Deus por momentos de puro apelo emocional com a desculpa de que estão adorando, louvando, se quebrantado diante de Deus (não estou aqui desprezando o momento de louvor que é dedicado ao Todo poderoso), essa classe de igreja não edifica seu povo e portanto torna-se um presa fácil e vulnerável para ser atacada e até tragada pelos ardis de satanás, (seitas e heresias)  são pessoas ou grupos levados por todo vento de doutrina.{ Efésios 4.12-16 Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;  Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

*Proclamação- Uma igreja adoradora, instruída na Palavra de Deus e verdadeiramente próspera, tem como foco principal proclamar o Evangelho de Jesus, missão da igreja e colocar em pratica a Grande Comissão (Mt 28.19), Precisamos cumprir nossa chamada (1Pe 2.9), por mais que uma igreja tem aparência de rica (edificações prediais) e não exercer a grande comissão será uma igreja pobre, pois será infrutífera para o Reino de Deus. A Igreja é chamada para ganhar o mundo. Esta missão está relacionada em último lugar, não por sua menor importância, mas porque ela só poderá ser posta em prática por uma Igreja que cumpre sua missão para com Deus e para consigo mesma, adorando, edificando (servindo) e evangelizando.

  1. CONCLUSÃO
A Igreja verdadeiramente próspera vive debaixo da suficiência de Jesus Cristo, cumprindo a grande comissão, servindo a Deus com alegria e edificando com amor, pautado na Palavra de Deus. O conceito de prosperidade para Igreja vai alem da aquisição de bens terrenos, ela está fundamentada nas promessas do Reino de Deus na época vindoura. Essa prosperidade está mais em “ser” do que “ter”.

Que Deus continue nos abençoando e boa aula.

Adaias Marcos Ramos da Silva
Membro da IEAD/AL na cidade de Maceió.
Aluno da EBD no Trapiche da Barra

  1. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • DICIONÁRIO DA BÍBLIA ALMEIDA – KASCHEL,- Wener l e ZIMMER, Rudi (Dicionário da Bíblia Almeida, pag. 87);
  • BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA;
  • BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA; Nota Textual Gálatas 6.16; p. 1804;
  • NOVO TESTAMENTO COM SALMOS E PROVÉRBIOS – Bíblia King James Atualizada (KJA)- São Paulo, Edição de Estudo - Nota Textual (7) Gálatas 6.16; p. 453;
  • ENCICLOPÉDIA HISTÓRICO – TEOLÓGICO DA IGREJA CRISTÃ,- Editor Walter A. Elwell, tradução Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova ,2009;
  • LIÇOES BIBLICA, IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA – 1º Trimestre 2012, lição 10, CPAD;
  • TEOLOGIA SISTEMÁTICA ATUAL E EXAUSTIVA - GRUDEM, Wayne - Editora Vida Nova
  • EVANGELISMO, MISSÃO URGENTE DA IGREJA - RUFINO, Cláudio. Rio de Janeiro, RJ – BRASIL: Editora GREI, 2003.

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