quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O mundo de hoje está cheio de garotos que se barbeiam — Mark Driscoll


Por Mark Driscoll.

Historicamente, um rapaz passava por duas fases na vida: menino, depois homem. A transição da criança para adulto estava relacionada com cinco variáveis sociais que aconteciam quase sempre simultaneamente ou em um período curto de tempo: Deixar a casa dos pais (Gênesis 2.24); terminar os estudos (ou treinamento vocacional); começar um trabalho que definiria a carreira, não apenas um temporário; conhecer uma mulher, amá-la, honrá-la, cortejá-la e então casar-se com ela; ter filhos com ela.

Mas veja o que aconteceu. Ao invés de sair da infância para a vida adulta por meio dessa sucessão de transições sociológicas, nós criamos algo chamado adolescência. É um terceiro estágio, entre o menino e o homem. Não sabemos como chamá-los, então chamamos de garotos. São os garotos que se barbeiam.

Hoje, a adolescência começa por volta dos doze anos e continua indefinidamente. Não há um fim claro para ela. O problema com a adolescência é que os garotos não sabem quando finalmente crescerão para se tornarem adultos, e não há pressão sobre eles para que isso aconteça.

É quando você faz 16 e pode dirigir? Ou 18, e pode votar e ingressar no exército? Ou 21, quando você pode beber? ¹. É quando você sai da faculdade após estudar lá por 7 ou 8 anos? É quando você se casa? Quando tem filhos? Quando compra um imóvel? Ninguém sabe. Assim, sobra uma adolescência indefinida e uma epidemia da Síndrome de Peter Pan onde homens querem ser meninos para sempre.

Para onde você vai? Vá a Escritura. Em 1 Coríntios 11.7, Paul diz que um homem é “imagem e glória de Deus”. Ele deve refletir a verdade, a bondade, o amor e a misericórdia de Jesus, seu Deus e Salvador. Ele é a glória de Deus. E eu ainda tenho esperança nesses garotos. Quando vejo um garoto, não vejo um viciado em pornografia, rato de internet, jogador de World of Warcraft², um daqueles garotos que se junta com mais outros 20 garotos e pagam 5 reais por mês pelo aluguel de um apartamento e comem pizza o dia inteiro e chama essa situação de bar mitzvah³.

Eu tenho fé nesses garotos porque eles são a glória de Deus. Eles são a glória de Deus. Obviamente, há alguma coisa a ser feita, com certeza. Mas vocês homens são a glória de Deus. E Deus quer que sua glória brilhe através de vocês. Deus quer que seu reino seja feito visível através de vocês. Deus quer que vocês sejam seus filhos. Deus quer que vocês, pelo poder do Espírito Santo, sigam o exemplo de Jesus, e atentem para o exemplo de João.

Não me importo se você comprar uma picape, ou se joga videogame e arrasa na guitarra. Eu realmente não me importo. O problema é quando essas coisas prevalecem, predominam e são preeminentes na sua vida. Alguns garotos podem vir argumentar comigo e dizer “nada disso é pecado”. Não, mas às vezes é idiota. É bobo. Totalmente bobo. Você é despedido porque perdia tempo no trabalho tentado subir de nível para se tornar líder do clã4. Isso é bobeira. Totalmente bobo. Você trabalha apenas meio período para poder tocar mais guitarra. Isso é bobeira. Totalmente bobo. Você gasta todo seu dinheiro em um carro novo, brinquedos, eletrônicos, apostas ou bolão do campeonato de futebol. Bobeira. Alguns vão dizer “nada disos é pecado”. Comer a grama que você deveria aparar também não é. É só idiota. E também não vai te levar a lugar algum. Há um monte de coisas que garotos cristãos fazem que não é errado, é só idiota.

Vocês são a glória de Deus. O que significa ser um homem? João é um grande exemplo. Ele não gastou sua juventude fazendo download de pornografia, estourando a conta do cartão de crédito, passando sete anos na faculdade, tentando ser o rei das apostas de futebol ou basquete, determinado a beber cada vez mais latas de cerveja no happy hour e conquistar mais mulheres que todos os outros garotos para mostrar que é um homem de verdade. Isso não tem nada de homem. Só de garoto que se barbeia.

João nos mostra o que é um homem de verdade: ele era cheio do Espírito. Ele humildemente prepara o caminho para Jesus. Um evangelista que segue a carreira de levar outras pessoas a Jesus. Um homem que sempre dá mais do que recebe. Um produtor, não um consumidor.

Homens, vocês devem ser criadores e cultivadores. Se vocês querem ser imagem de Deus, seu Deus é criador e cultivador. Você cria um casamento e o cultiva com sua esposa. Você cria uma criança com ela, e a cultiva. Você cria o legado de uma nova família que durará gerações e o cultiva. Você cria uma carreira e a cultiva. Você cria um ministério e o cultiva. Você deseja ser um homem? Seja um criador e cultivador. Seja um produtor, não um consumidor. Seja um doador, não um recebedor. Traga vida, não morte.

Esse não é o caminho mais fácil. É o caminho que mais glorifica a Deus. Trilhe esse caminho, como João trilhou.

¹ Regras dos Estados Unidos
² Jogo de computador jogado via internet
³ Ritual Judaico tradicional de transição
4 Situações do já citado World of Warcraft

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

sábado, 8 de setembro de 2012

Mais nobres que os de Tessalônica

Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo (Atos 17.11, NVI)

Mais nobres que os de Tessalônica
Os bereanos tomaram uma postura honrosa em comparação com os homens de Tessalônica. Os tessalonicenses, em sua maioria, eram movidos pela inveja e eram envolvidos com homens maus, dentre a malandragem. Podemos notar que onde encontramos inveja, preguiça e outras obras malignas, não conseguimos achar o que os bereanos possuíam: forte desejo de examinar as Escrituras. O que nos diz o Salmo 1? Ele nos diz que aquele que evita o modo de ser e agir dos ímpios tem prazer em meditar na Lei do Senhor. Poderíamos citar ainda vários versículos que nos falam que a Palavra de Deus nos afasta do pecado (Sl 119.9,11; Jo 17.17).

Examinar as Escrituras
A fonte de autoridade, a regra perfeita de vida, de fé e de prática deles não consistia de convicções próprias, ou de tradições, ou o que mais agradava a eles, mas, sim, a Palavra de Deus. E o maravilhoso é que até os mais simples adquirem entendimento ao serem alimentados por essa Palavra (cf. Sl 119.130).

Todos os dias
As Escrituras são tão ricas e poderosas que podemos lê-las e relê-las e estaremos aprendendo mais alguma coisa. Podemos ler o mesmo trecho 10 mil vezes e ele soará tão poderoso quanto a 1º vez que o lemos ou o ouvimos. Não é de admirar que o salmista tenha declarado: “Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia” (Sl 119.97).

Para ver se as coisas eram, de fato, assim
Encontramos nesse povo a disposição de analisar a Palavra de Deus com o coração e a mente abertos. Eles não eram movidos por preconceito; nem tampouco analisavam a Bíblia procurando provar o contrário, mas eles estavam fazendo uma verdadeira investigação: “Bem você me falou isso, mas preciso saber se está de acordo com a Lei de Deus”. Imaginem esses crentes falando isso para o apóstolo Paulo!

O apóstolo João nos alertou: “Muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 Jo 4.1) e estes tem pervertido as Escrituras. E a Bíblia Sagrada nos manda estar preparados. O apóstolo Pedro escreve: “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15). Existem muitas seitas que nos apresentam questões contrárias às Escrituras; e nós temos que estar prontos para respondê-las. Por exemplo: Por que você crê na ressurreição em vez de reencarnação? (Hb 9.27) Por que você não acredita no evangelho que o anjo Moroni nos entregou? (Gl 1.8). Esta preparação só pode ser adquirida através da leitura bíblica.

A prática dos bereanos deve ser também a nossa
Por quê? Porque deixar a Bíblia de lado é estar desperdiçando a oportunidade de ouvir a voz de Deus! (2 Tm 3.16). Spurgeon disse certa vez: “A Bíblia fala no tom de voz do próprio Deus”. E Deus quer que ouçamos Sua voz: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.29) — precisamos conhecer a voz do nosso Bom Pastor, se somos realmente suas ovelhas (Jo 10.27).

Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho (Sl 119.105)

Sem a luz da Palavra de Deus não vemos os obstáculos, nem os buracos do caminho. Portanto, sem a Bíblia nós iremos tombar, sem as Escrituras nós vamos cair. Portanto, que esta Palavra nos guie, que possamos amar as Escrituras, estar preparados, e que possamos ouvir a voz do Bom Pastor.

Marco Antonio da Silva Filho

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Falso Amor, Falsa Guerra: Por que tantos homens estão viciados em pornografia e video games?


Por Russell Moore*

Você conhece o cara de quem eu estou falando. Ele gasta horas da noite jogando video games e navegando por pornografia. Ele receia que seja um perdedor. E ele não tem ideia de como ele é um perdedor. Há já algum tempo, estudos tem nos mostrado que pornografia e games podem se tornar compulsivos e viciantes. O que nós frequentemente não reconhecemos, contudo, é o porquê.

Em um novo livro, The Demise of Guys: Why Boys Are Struggling and What We Can Do About It, os psicólogos Philip Zimbardo and Nikita Duncan dizem que nós podemos perder uma geração inteira de homens para os vícios do video game e da pornografia. A preocupação deles não é acerca de moralidade, mas sim sobre a natureza desses vícios na remodelação da base de desejos necessários para a comunidade.

Se você é viciado em açúcar, ou tequila ou heroína, você quer mais e mais dessa substância. Mas pornografia e vídeo games são construídos sobre novidades, sobre a busca de novas e diferentes experiências. É por isso que raramente se encontra um homem viciado em uma única imagem pornográfica. Ele está aprisionado em um caleidoscópio sempre em expansão.

Há uma diferença básica entre pornô e games. A pornografia não pode ser consumida com moderação porque ela é, por definição, imoral. Um vídeo game pode ser uma diversão inofensiva ao longo de uma competição atlética de baixo risco. Mas a forma compulsiva dos games compartilha um elemento básico com o pornô: ambos destinam-se a simular algo, algo que os homens cobiçam.

A pornografia promete orgasmo sem intimidade. Guerra em vídeo promete adrenalina sem perigo. A excitação que faz estas coisas tão atrativas é, em última análise, de essência espiritual.

Satanás não é um criador, mas um plagiário. Seu poder é parasita, impedindo os bons impulsos e direcionando-os para seus próprios propósitos. Deus intencionou o homem a sentir a veemência da sexualidade na união com sua esposa. E um homem é destinado, quando necessário, a lutar por sua família, seu povo, pelo fraco e vulnerável que está sendo oprimido.

O impulso para o êxtase de amor verídico e para uma guerra legítima é uma questão do Evangelho. A união sexual figura o mistério cósmico da união de Cristo e sua igreja. A chamada para luta é fundamentada em um Deus que protege seu povo, um Cristo Pastor que toma suas ovelhas das bocas dos lobos.

Quando esses impulsos são direcionados para a ilusão da novidade cada vez maior, eles matam a alegria. A busca por um companheiro é boa, mas a bem-aventurança não está na exibição de novidades diante de Adão. Está em encontrar a pessoa que é adequada para ele, e viver com ela na missão de cultivar a próxima geração. Quando necessário, é correto lutar. Mas a guerra de Deus não é para sempre nova. Ela acaba em uma ceia, e em uma paz perpétua.

Além do mais, esses vícios promovem os aparentemente contrários vícios de passividade e hiper-agressão. O viciado em pornô torna-se um perdedor lascivo, com a “união em uma só carne” suplantada pela isolação masturbatória. O viciado em video games torna-se um covarde pugilista, com a coragem de proteger os outros suplantada pela agressão sem chance de perder a vida. Em ambos os casos, procura-se a sensação de ser um real amante ou um real lutador, mas o escape é uma das glândulas reprodutivas ou suprarrenais através de imagens em pixel, não carne e sangue pelo que alguém é responsável.

Zimbardo e Duncan estão corretos, essa é uma geração focada em falso amor e falsa guerra, e isso é perigoso. Um homem que aprende a ser um amante através da pornografia irá simultaneamente amar a todos e a ninguém. Um homem obsecado por jogos violentos pode aprender a lutar contra todos e contra ninguém.

A resposta para ambos os vícios é lutar contra a excitação com excitação. Estabeleça a visão do Evangelho de um Cristo que ama sua noiva e que luta para salvá-la. E então vamos treinar nossos jovens a seguir a Cristo, aprendendo a amar uma mulher real, por vezes lutando contra seus próprios desejos e contra seres espirituais que iriam corroê-los. Vamos ensinar nossos homens a amar e a guerrear... de verdade.

*Dr. Russell Moore é o reitor da School of Theology e vice-presidente de administração acadêmica no The Southern Baptist Theological Seminary.


Tradução: Marco Antonio's Blog**

** Gostaria de pedir desculpas pelos erros na tradução, pois sei que há. Não tenho nenhum curso em língua inglesa. Apenas aprendi um pouco na escola e na internet. Se você é bom em inglês e quiser me ajudar a melhorar o texto, acesse o artigo original na descrição da fonte, me informe as melhoras e farei as alterações necessárias. Obrigado!


domingo, 8 de julho de 2012

O que dizer a um jovem que quer dormir com sua namorada? — John Piper



John Piper é Pastor da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Estados Unidos, autor de mais de 40 livros publicados em várias línguas e fundador do ministério Desiring God.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O que acontece após a morte? — Ciro Sanches Zibordi


Por Ciro Sanches Zibordi

Em Hebreus 9.27 está escrito que aos seres humanos está ordenado morrerem uma vez. Depois disso, vem o juízo. Mas isso não quer dizer que, imediatamente após a morte, as pessoas são levadas a um julgamento. O que acontece entre a morte e o Juízo Final?

Embora a vida após a morte ainda seja um mistério para nós, a Bíblia fornece-nos detalhes importantes a respeito do estado intermediário. Todas as pessoas, ao morrerem — salvas ou perdidas —, ficam sob o controle de Deus (Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 23.46). Os salvos em Cristo são levados ao Paraíso, no Céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8; 1 Pe 3.22). E os ímpios vão para o Hades (hb. sheol), que não é a sepultura, e sim um lugar de tormentos (Sl 139.8; Pv 15.24; Lc 16.23).

Nos tempos do Antigo Testamento, Paraíso e Hades ficavam na mesma região. Eram separados por um abismo separador intransponível (Lc 16.19-31). Ao morrer, o Senhor Jesus desceu em espírito a essa região e transportou de lá os salvos para o terceiro Céu (cf. Mt 16.18, Lc 23.43, Ef 4.8,9; 2 Co 12.1-4). Quanto aos ímpios, permanecem no Hades (uma espécie de ante-sala do Inferno), o qual não deixa de ser “um inferno”, um lugar de tormentos para a alma (Lc 16.23).

Conquanto, em algumas passagens da Bíblia, o vocábulo grego hades tenha sido traduzido para “inferno”, o Hades e o Inferno final não são o mesmo lugar. O Inferno final é chamado de Lago de Fogo (Ap 20.14,15 [gr. limnem ton puros]); de “fogo eterno” (Mt 25.41 [gr. pur to aiõnion]); de “tormento eterno” (Mt 25.46 [gr. kolasin aiõnion]); e de Geena (Mt 5.22; 10.28; Lc12.5).

Diferentemente do Hades, o Inferno final está vazio. O seu povoamento começará quando Cristo voltar em poder e grande glória e lançar o Anticristo e o Falso Profeta no Inferno (Zc 14.4; Ap 19.20). Em seguida, os condenados do Julgamento das Nações irão para “o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, “o tormento eterno” (Mt 25.41,46). Mais tarde, será a vez do Diabo e seus anjos conhecerem o lugar para eles preparado (Ap 20.10). E, finalmente, após o Juízo Final, todos os ímpios estarão reunidos no Inferno final (Ap 20.15; 21.8).

Em Apocalipse 20.13 está escrito que o mar dará os mortos que nele há. E Jesus também afirmou que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. Segundo a Palavra de Deus, a morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo.

O vocábulo “morte”, em Apocalipse 20.13,14, tem sentido figurado. Trata-se de uma metonímia (figura de linguagem expressa pelo emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade), numa alusão a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles. Há pessoas cujos corpos são cremados; outras morrem em decorrência de grandes explosões, etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que, em seu estado tríplice (pleno), espírito + alma + corpo (cf. 1 Ts 5.23), compareçam perante o Juiz.

Entretanto, para que os ímpios compareçam ao Juízo Final em seu estado pleno, acontecerá a reunião de espírito, alma e corpo, os quais se separam na morte. Daí a menção de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos (Ap 20.13). Aqui, “inferno” é hades, também empregado de forma metonímica. A “morte” dará o corpo. E o “Hades”, a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma + espírito).

Com base no que foi dito acima, podemos entender melhor a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14). Isso denota que os corpos e as almas dos perdidos — que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) —, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

Segue-se que a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno [geena] tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena.

E quanto aos que têm morrido salvos, em Cristo? Graças a Deus, nenhuma condenação há para eles (Rm 8.1). Serão julgados também, é evidente, logo após o Arrebatamento da Igreja, mas apenas para efeito de galardão (Rm 14.10; Ap 22.12). Depois da ressurreição dos que morreram em Cristo, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

Apesar de já se encontrarem na presença de Deus, os salvos mortos em Cristo ainda não estão desfrutando do gozo pleno preparado para eles. Isso só acontecerá depois da ressurreição (1 Co 15.51). Seu estado agora é similar ao daqueles mártires que morrerão na Grande Tribulação (Ap 6.9-11). Esta passagem e a de Lucas 16.25 indicam que, no Paraíso, os salvos são consolados, repousam, estão conscientes e se lembram do que aconteceu na Terra (Ap 14.13). Contudo, após o Arrebatamento, estarão — no sentido pleno — “sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Em 1 Tessalonicenses 3.13 está escrito: “que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”. Isso significa que os santos, de todas as épocas, que estão com o Senhor, no Paraíso, virão com Ele, no Arrebatamento da Igreja. Como assim? O espírito e a alma (ou espírito + alma) deles se juntarão aos seus corpos, na Terra, para a ressurreição, num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.50-52).

Consolemo-nos com essas palavras (1 Ts 4.18). Aleluia! “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).


[Blog do Ciro]

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Epístola a Tito



1.    Esboço da Epístola:
I.       SAUDAÇÃO A TITO, DELEGADO APOSTÓLICO DAS IGREJAS DE CRETA (1.1-4)
II.      ORIENTAÇÕES GERAIS PARA REFORMAR A VIDA DA IGREJA DE CRETA (1.5-16)
a)    Liderança espiritual qualificada e madura (1.5-9)
b)    Como lidar com os judaizantes e heréticos (1.10-16)
III.    ORIENTAÇÕES QUANTO À PREGAÇÃO EXPOSITIVA DA PALAVRA (2.1-15)
a)    Sobre a responsabilidade moral dos cristãos (2.1-10)
b)    Para homens e mulheres idosos na igreja (2.2-5)
c)    Para jovens da Igreja (2.6-8)
d)    Para os escravos – trabalhadores – (2.9,10)
e)    Relação necessária entre salvação e ética pessoal (2.11-15)
IV.    ORIENTAÇÕES FINAIS SOBRE A ATITUDE CRISTÃ NO MUNDO (3.1-15)
a)    Responsabilidades civis e sociais dos cristãos (3.1,2)
b)    Qualquer pecador pode ser salvo em Cristo (3.3-7)
c)    Pregar o Evangelho e não discutir com os legalistas (3.8-11)
d)    Pedidos, saudações finais e bênção apostólica (3.12-15)

2.    Autor da Epístola:
Apóstolo Paulo (1.1).

3.    O tema da Epístola:
A organização de uma verdadeira igreja de Cristo, e um apelo à Igreja para ser fiel a Cristo.

4.    A data em que foi escrita:
Foi escrita entre 63-67 d. C. (Na mesma época em que foi escrita a primeira epístola a Timóteo).

5.    O propósito da Epístola:
Instruir a Tito acerca da organização e da administração da igreja cretense, além de dirigi-lo no método de tratar com o povo. Fortalecer a autoridade pastoral de Tito a fim de que ele pudesse vencer a oposição herética que se levantara. Fornecer orientações acerca do exercício de uma fé cristã autêntica. Informar Tito quanto a planos futuros.

6.    Características especiais dessa epístola:
A Epístola tem muito em comum com 1 Timóteo, porém com maior ênfase na organização e na administração da Igreja.
Essa epístola faz parte do grupo de epístolas paulinas denominado epístolas pastorais juntamente com 1 e 2 Timóteo.
Possivelmente foi escrita enquanto Paulo estava em terras macedônias.

7.    Comentário pessoal
A Epístola de Paulo a Tito é uma leitura indispensável ao líder cristão. O pastor encontrará nessa carta recomendações de um homem experimentado acerca da administração e instruções de conduta a serem repassadas para toda a igreja. São apresentadas também as características daqueles que estão aptos para liderança espiritual.
A carta a Tito nos encoraja a defender a verdadeira fé em Cristo das falsas doutrinas e dos falsos mestres, que só causam transtornos. O líder deve falar o que convém a doutrina sadia (2.1). Para alcançar tal êxito, é necessário ser um verdadeiro amante da Palavra de Deus e estudá-la diligentemente. Os líderes espirituais devem estar preparados para batalhar pela fé e para responder a qualquer um que pedir a razão da esperança que neles há.
O apóstolo Paulo orienta a Tito sobre como lidar com os vários tipos de pessoas que encontramos na igreja: homens, mulheres, idosos, jovens, servos, etc. Essas observações são muito importantes, pois muitos líderes não sabem lidar com cada tipo de público. Alguns sabem exatamente como tratar os mais velhos, porém não sabem como instruir os mais novos; outros procuram agradar os jovens, esquecendo-se do cuidado com os idosos. Entretanto, mais do que ensinar a igreja, Tito tinha que ser um exemplo em todo seu modo de agir (2.7). São os líderes que precisamos hoje: que não somente anunciam verdades, mas que vivam essas e por essas verdades.
Paulo relembra a Tito aquilo que nunca podemos esquecer: a nossa redenção através de Jesus Cristo, que é um dom da graça de Deus. E a salvação concedida por Jesus nos chama a “renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta presente era” (2.12). Somos lembrados de nosso estado pecaminoso, antes de encontrarmos a Cristo, “onde servíamos à maldade e à inveja” (3.3), apesar dessa situação desesperadora, não porque fizemos algo de bom ou justo, mas por causa de sua bondade, “Ele nos salvou por meio do lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (3.5). Sendo, agora, salvos, devemos nos empenhar em praticar boas obras, pois a verdadeira fé em Jesus Cristo é seguida de boas obras.
Cada instrução que encontramos nessa epístola deve ser presente em nossas vidas. Paulo escreveu a Tito: “Prega essas instruções, encoraja e repreende com toda autoridade. Ninguém te menospreze!” (2.15). Ninguém, nenhum cristão pode deixar de dar o valor devido às palavras do Senhor.
São três capítulos da Bíblia que ricamente nos abençoam e orientam. Bem falou Martinho Lutero acerca da carta a Tito: “Esta é uma epístola curta, mas é um resumo da doutrina cristã, e, composta de tal maneira que contém todo o necessário para o conhecimento e a vida cristã”.
Marco Antonio da Silva Filho
Bibliografia:
Bíblia Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1997.
Novo Testamento com Salmos e Provérbios King James. São Paulo: Abba Press, 2007.
PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia Livro por Livro. São Paulo: Editora Vida, s. d.
UNGER, Merril Frederick. Manual Bíblico Unger. São Paulo: Vida Nova, 2006.

P. S. Esse foi um trabalho solicitado no Curso Básico em Teologia da FAFITEAL, por meu professor da disciplina de Epístolas.

sábado, 23 de junho de 2012

A História de Ian e Larissa


O que é o principal em um casamento? Neste emocionante vídeo, Ian e Larissa encarnam a demonstração de que o casamento é primariamente uma questão de demonstrar o amor fiel entre Cristo e Sua Igreja. Que através deste vídeo você possa repensar seu (atual ou futuro) casamento.


Larissa Murphy (27) é esposa de Ian (27), e eles vivem no oeste da Pensilvânia. Larissa trabalha com marketing em um banco local e bloga no Pray for Ian [Ore pelo Ian]. Ian se dedica à sua empresa, Vinegar Hill. A história do relacionamento deles, suas provações nesta incomum união e do reflexo do amor do Salvador através do casamento deles foi contada recentemente através de um documentário online. 
Uma produção de Citygate Films. Dirigido, produzido e escrito por Carolyn McCulley. Diretor de fotografia: Michael Hartnett. Câmeras adicionais: Shepherd Ahlers, Andrew Laparra.  Som Autônomo: Stefan Green. Consultor de produção: David Altrogge. Música original por Roger Hooper. Editado por Suzanne Taylor. Edições adicionais: Stefan Green, Andrew Laparra. Design e mixagem por Dallas Taylor, CAS. Copyright 2011 Desiring God. Original: desiringgod.org

sábado, 9 de junho de 2012

O Uso do Véu em 1 Coríntios 11 — Jack Cottrell

E quanto ao uso do véu em 1Co 11.5-6?

Alguém pergunta sobre o uso do véu pelas mulheres, especialmente à luz de 1Co 11.5-6.

Em primeiro lugar, remeto todos ao meu livro “Headship, Submission and the Bible: Gender Roles in the Home” (College Press, 2008). Ver em especial o capítulo 20. O ponto principal desta seção da carta de Paulo é a liderança masculina, com o princípio enunciado no verso 3: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.” Os versículos que seguem mostram o apoio do Antigo Testamento a este princípio, conforme fundamentado na criação.

Em referência ao uso do véu, há uma distinção entre o fato imutável da liderança masculina e suas expressões culturais mutáveis ou relativas. Isto é, em diferentes culturas, a liderança masculina é simbolizada por práticas diferentes. Empregar estas práticas mostra aceitação do princípio; violar estas práticas mostra rebelião contra o princípio. Nos dias de Paulo a prática que demonstrava a aceitação da liderança masculina era que as mulheres cobriam suas cabeças na adoração, enquanto os homens não.

Vemos isto nos versículos 7-10, que dizem: por um lado, um homem não deve ter a sua cabeça coberta, pois ele é a imagem e glória de Deus; mas, por outro, a mulher deve usar um símbolo da autoridade masculina sobre a sua cabeça, pois ela é a glória do homem.

A maioria concorda que o uso do véu era o que simbolizava a liderança masculina naquela cultura. Em outras culturas, outras práticas podem simbolizar o princípio imutável e devem ser seguidas. Nos Estados Unidos hoje, o uso do véu, de uma maneira ou de outra, não significa nada. A única prática que, ao longo dos anos, tem simbolizado a liderança masculina parece ser o fato que a mulher adota o sobrenome do marido após o casamento. O fato que hoje muitas mulheres casadas estejam mantendo seus próprios sobrenomes ou formando sobrenomes hifenizados pode ser indicativo de uma crescente rejeição deste princípio bíblico.

Novamente remeto meus leitores ao site do Council on Biblical Manhood and Womanhood, isto é, www.cbmw.org: clique em Resources e digite “head coverings” na caixa de busca perto do canto superior direito dessa tela. Algumas referências irão aparecer.

Fonte: Facebook - Jack Cottrell | Arminianismo.com
Tradução: Cloves Rocha dos Santos

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Falsos profetas


Quais as características dos falsos profetas?

Jesus nos falou sobre as características encontradas em um falso profeta (Mt 7.15-23).

Tentam se parecer com os verdadeiros, mas não são legítimos (v. 15). Jesus nos disse que os lobos (falsos profetas) se apresentam como ovelhas. Esses passam a imagem de serem obreiros enviados por Deus, porém na realidade são obreiros fraudulentos (2 Co 11.13).

São conhecidos pelos frutos que produzem (vv. 16-20). Os pseudoprofetas são identificados por seus frutos. Eles não produzem um bom fruto: o Fruto do Espírito é ausente em suas vidas (Gl 5.22). E onde não se encontra o Fruto do Espírito há abundância de obras da carne. Na falta de amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5.22) é normal que haja adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas (Gl 5.19-21).

Professam ser servos, mas são desobedientes (v. 21). Os falsos profetas chegam a dizer "Senhor, Senhor", contudo não fazem a vontade de Deus. Certamente podem ouvir do Senhor: "Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim" (Is 29.13).

Profetizam, expulsam demônios e realizam milagres, contudo, praticam a iniquidade (v. 22,23). Deus alertou o povo de Israel acerca de falsos profetas (Dt 13.1-3). O Senhor disse que: se um profeta se levantasse e desse ao povo algum sinal ou prodígio — e tal sinal se cumprisse —, mas convocasse o povo para servir outros deuses, tal profeta são deveria ser ouvido. Bem falou Martinho Lutero: "Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias". A Palavra de Deus não é amada pelos falsos profetas, pelo contrário é rejeitada. Jesus declarará explicitamente que não conhece esses que praticam a iniquidade (Mt 7.23).

A Palavra de Deus nos alerta que "muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 Jo 4.1); portanto, acautelai-vos!

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles (Is 8.20).

Marco Antonio da Silva Filho

segunda-feira, 16 de abril de 2012

João 3.16


Por F. F. Bruce

O evangelista não tem a intenção de satisfazer nossa curiosidade quanto à resposta de Nicodemos às palavras de Jesus; os leitores podem tirar suas próprias conclusões das duas outras aparições de Nicodemos neste evangelho (Jo 7.50ss., 19.39ss.). Sua intenção é expor, em termos de aplicação universal, a lição ensinada a Nicodemos.

Se há uma sentença que resume melhor a mensagem do quarto evangelho, aqui está ela. O amor de Deus não tem limites; ele engloba toda a humanidade. Nenhum sacrifício foi grande demais para trazer sua intensidade sem medidas a homens e mulheres: o melhor que Deus tinha para dar, ele deu – seu único Filho, tão amado. Também não foi só para um grupo ou povo que ele foi dado: ele foi dado para que todos, sem exceção ou distinção, os que põem sua fé nele (eis auton aqui, e não en auto, como no versículo anterior), possam ser resgatados da destruição e abençoados com a vida que é verdadeira. O evangelho da salvação e da vida tem sua origem no amor de Deus. A essência da mensagem da salvação é deixada tão clara que não permite mais dúvidas, em uma linguagem que pessoas de todas as raças, culturas e épocas podem compreender, e é exposta nestas palavras de maneira tão eficaz que, provavelmente, muitos acharam a vida mais através delas do que por meio de qualquer outro texto bíblico.

Perecer (apolesthai) é a outra alternativa além de ter a vida eterna ou (como o versículo 17 diz) ser salvo (veja 8.24, onde os que se recusam a crer em Jesus "morrerão em seus pecados").

Fonte: João: Introdução e Comentário, p. 86, 87 | Arminianismo.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sou crente, mas meu amor, não!



Quais as implicações de namorar um não crente?

Em primeiro lugar, o que está te atraindo no incrédulo? Com certeza não é o amor dele por Deus, ou por ser ele um garoto que tem comunhão com Deus ou por ela ser uma garota que lê e pratica o que está escrito na Bíblia.

Então o que poderia ser?
  1. Beleza física?
  2. Prosperidade financeira?
  3. Pode suprir sua carência, livrar da solidão?
Não quero dizer que não se pode observar a beleza de alguém, também não estou dizendo que a pessoa não pode ser rica. Estou procurando mostrar que observar apenas um ou outro ponto apresentado não é suficiente para iniciar um relacionamento amoroso.

Se você respondeu 1: Você ainda não entendeu que a aparência física (sejam belos olhos ou lindos cabelos, etc.) não é capaz de evidenciar uma pessoa que pode ser sua parceira por toda a vida: “A beleza é uma ilusão, e a formosura é passageira; contudo, a mulher que teme a Yahweh, o SENHOR, essa será honrada!” (Pv 31.30, KJA). Temos que aprender com o Senhor, que não vê unicamente o que está diante dos olhos, mas observa o coração (1 Sm 16.7).

E mais, você não está realmente interessado em quem a pessoa é, pelo contrário, seu interesse não passa de sensualidade: você deseja o corpo e não pensa em proteger o coração (do próximo).

Se você respondeu 2: Pense bem: Onde você está juntando seu tesouro (Mt 6.19-21)? Em última análise, você não ama o ser humano com deseja se relacionar, você está amando o dinheiro. E é exatamente isso que você deve fazer se quiser trilhar um caminho com todo tipo de males (1 Tm 6.10).

Se você respondeu 3: Realmente, o Senhor disse que não é bom que o homem esteja só (Gn 2.18), mas se envolver com alguém somente como um modo de fugir da solidão pode levá-lo à viver com alguém que não ama de verdade ou se entregar ao extremo, com medo de perder o parceiro.

Não esqueça que você não está sozinho, o próprio Senhor diz: “Nunca jamais te abandonarei” (Hb 13.5). E na presença de Jesus, a alegria é completa (Sl 16.11). Portanto não tenha medo da solidão, você tem um Verdadeiro Amigo, o Senhor Jesus, e no tempo certo os planos dEle são concretizados.

Não posso deixar de comentar ainda outra dificuldade. Todavia, antes de expô-la, há uma questão para ser respondida: Se você quer namorar, este namoro deve ter um propósito. Então, você pensa seriamente em se casar com a pessoa que quer namorar?

Se sua resposta for não, parece que você só quer usar a outra pessoa e depois deixá-la para buscar algo novo. Tenho certeza que o templo do Espírito Santo não pode ser um instrumento ou objeto para práticas imorais (1 Co 6.18-20; 3.16,17).

Se você respondeu positivamente, já parou pra pensar no futuro? Você pode ter a esperança de que ele seja salvo um dia, mas você não sabe se ele (ou ela) será. E, quem sabe, nunca seja: você viverá toda a sua vida ao lado de alguém que aborrece a Palavra que você tanto ama!

Observe algumas situações:
  • Vamos dizer que você vai à igreja 3 ou 4 vezes na semana. Então seu companheiro fala: “você está indo demais à igreja e me deixando de lado. Escolha entre mim e a igreja”.
  • Você diz: “vamos orar”. Ele diz: “vamos assistir TV”.
  • Você diz: “vamos ler a Bíblia”. Ele diz: “a Bíblia é muito chata, vamos ler Harry Potter”.
  • Você diz: “eu desejo santidade”. Ele diz: “Deus não quer que você se sacrifique, esses costumes são ultrapassados, você só precisa ser feliz”.
Muitas outras situações poderiam ser exemplificadas aqui, mas acredito que já foi o suficiente para mostrar o que você poderá passar por toda a sua vida, ao lado de alguém que não tem um verdadeiro compromisso com Deus e sua Palavra.

Ainda posso acrescentar: o que foi apresentado acima não quer dizer: “se ele (ou ela) é crente, posso me casar”. Não! Para iniciar um relacionamento não veja apenas se ele (ou ela) vai à igreja ou se intitula cristão. Procure saber se a seguinte pergunta tem uma resposta satisfatória: Ele (Ela) tem o desejo de cada vez mais se parecer com Jesus Cristo?

Marco Antonio da Silva Filho

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Deus Trino

Definição: Há apenas um Deus, mas na unidade da Divindade, há três pessoas eternas e iguais entre si – Pai, Filho e Espírito Santo.

Trindade: Onde está na Bíblia?

A Palavra Trindade não se encontra na Bíblia. Trata-se de uma expressão teológica que surgiu no século II. Da mesma forma que a palavra adolescência não aparece na Bíblia, não quer dizer que não exista a fase de adolescência. Os planetas do nosso sistema solar já existiam mesmo antes de receberem seus nomes (Por exemplo: Júpiter, Urano, Saturno). Apesar da Palavra Trindade não estar na Bíblia, a doutrina da Trindade está, sim, na Bíblia.

Vamos analisar as Escrituras:

As Escrituras nos afirmam que há um só Deus:

Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR (Dt 6.4)

Entretanto, na Bíblia nós vemos a presença de três pessoas na Divindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Podemos ver a Doutrina da Trindade no Antigo Testamento:

Elohim: Esta Palavra hebraica é encontrada no Antigo Testamento para se referir ao único Deus, porém é uma palavra que está no plural. Vemos nela a pluralidade na unidade.

Individualmente:

O Pai: Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome (Is 63.16)

O Filho: Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.
Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. (Sl 2.6,7)

O Espírito Santo: O Espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos (Is 61.1)

Pluralidade de pessoas:

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (Gn 1.26)

Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? (Is 6.8)

Podemos ver a pluralidade de pessoas no Novo Testamento:

No batismo de Jesus:

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mt 3.16,17)

Jesus prometendo o Consolador:

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito (Jo 14.26)

Benção apostólica:

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. (2 Co 13.14)

Não podemos compreender isso totalmente. E não poderia ser diferente, já que estamos tentando entender Aquele que é “de grande poder; o seu entendimento é infinito” (Sl 147.5. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16)

O que podemos saber é aquilo que o Senhor nos revelou em sua Santa Palavra.

Por se tratar de algo tão complicado, muitos já tiveram dificuldade em expor esta doutrina bíblica e chegaram a ensinar algumas doutrinas anti-bíblicas. Podemos citar pelo menos dois erros:

1º Erro: São três deuses

A Trindade não diz respeito a três deuses, mas um Deus que subsiste em três Pessoas:

Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro Isaías 45:5-6

Não terás outros deuses diante de mim 
Êxodo 20:3

2º Erro: Há um só Deus, mas também só há uma Pessoa

Um certo bispo chamado Sabelio pregava que Existia um só Deus, mas não fazia a distinção entre as três pessoas da Divindade, dizendo que seriam apenas três aspectos ou três manifestações de Deus.

Porém, a Igreja pôde se proteger deste erro, definindo a verdadeira doutrina, podemos encontrá-la no chamado Credo de Atanásio:

"Adoramos um Deus em trindade, e trindade em unidade. Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. Pois a pessoa do Pai é uma, a do Filho outra, e a do Espírito Santo, outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma divindade, glória igual e majestade co-eterna. Tal qual é o Pai, o mesmo são o Filho e o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho incriado, o Espírito incriado. O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito Santo é imensurável. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E, não obstante, não há três eternos, mas sim um eterno. Da mesma forma não há três (seres) incriados, nem três imensuráveis, mas um incriado e um imensurável. Da mesma maneira o Pai é onipotente. No entanto, não há três seres onipotentes, mas sim um Onipotente. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor, assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. O Pai não foi feito de coisa alguma nem criado, nem gerado. O Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. Há, portanto, um Pai, três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. Mas as três Pessoas co-eternas são iguais entre si mesmas; de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas".

Onde encontramos, na Bíblia, que Cada uma das Pessoas da Trindade é Deus?

O Pai é Deus:
Eleitos segundo a presciência de Deus Pai (1 Pe 1.2)

O Filho é Deus:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1.1)

E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 Jo 5.20)

E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28)

O Espírito Santo é Deus:
Não deixe ninguém dizer que o Espírito Santo é apenas uma energia ou uma força: O Espírito Santo é Deus!

"Espírito Santo possui inteligência, conhecendo todas as coisas até as profundezas de Deus — 1 Co 2.10;
Espírito Santo possui vontade própria, podendo distribuir dos seus dons a qualquer pessoa como Ele quer ou como lhe apraz — 1 Co 12.11;
Espírito Santo possui emoção, podendo ser entristecido — Ef 4.30"

Ainda mais:
Espírito Santo ama — Rm 15.30;
Espírito Santo testifica — Jo 15.26;
Espírito Santo fala — At 8.29; 10.19;
Espírito Santo ensina — Jo 14.26;
Espírito Santo é onipresente — Sl 139.7-12;
"E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado" (Lc 12.10);

O Espírito Santo é uma pessoa divina, sim, Ele é Deus:

Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus (Atos 5.3,4)

A Doutrina da Trindade ilustrada:

Sabemos que a Doutrina da Trindade é de difícil compreensão para nossas finitas mentes, pois sabemos que o próprio Deus diz:

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. (Isaías 55.8,9)

Entretanto, podemos melhorar nossa percepção daquilo que nós não podemos compreender totalmente:

  • A água é uma, mas esta também é conhecida sob três formas — água, gelo e vapor.
  • Há uma eletricidade, mas no bonde ela funciona sob a forma de movimento, luz e calor.
  • O sol é um, mas se manifesta como luz, calor e fogo.
  • Três velas num quarto darão uma só luz.
  • O triângulo tem três lados e três ângulos; tirai-lhe um lado e não é mais triângulo. Onde há três ângulos há um triângulo.
  • O homem é um, e, no entanto, tripartido, constituído de espírito, alma e corpo.
  • Nosso governo é um, mas é constituído de três poderes: legislativo, judiciário e executivo
  • O raio de luz realmente se compõe de três raios: primeiro, o actinico, que é invisível; segundo, o luminoso, que é visível; terceiro, o calorífero, que produz calor, o qual se sente mas não se vê. Onde há estes três, ali há luz; onde há luz, temos estes três. João o apóstolo, disse: "Deus é luz". Deus o Pai é invisível; ele se tomou visível em seu Filho, e opera no mundo por meio do Espírito, que é invisível, no entanto, é eficaz.
Marco Antonio da Silva Filho

O livro "Conhecendo as Doutrinas da Bíblia", de Myer Pearlman, me ajudou muito na elaboração desse estudo.

Totalmente novo!

Que mudança, hein?! O blog está bem diferente agora!

No dia 28 de março, este blog completou um ano e justamente em seu aniversário ficou fora do ar. Mas foi por um bom motivo: retornar com um novo design. O responsável por esta mudança tão radical foi meu irmão e amigo Flávio Inácio (Arca Design).

Faz tempo que eu não posto aqui... Estou postando, portanto, um estudo sobre a Trindade; que ministrei nesta segunda (02) aos novos convertidos.

Que Deus continue abençoando todos vocês!

Marco Antonio da Silva Filho

quinta-feira, 8 de março de 2012

Muito mais que um pregador — John MacArthur

Quais são as responsabilidades do pastor, além de pregar e estudar?

A resposta para a sua pergunta está no título que você usou: pastor. Este título é cheio de significado e estabelece as principais responsabilidades de um ministro.

Uma das metáforas favoritas de Jesus para a liderança espiritual, uma que Ele utilizava freqüentemente para descrever a si mesmo, era a de pastor – uma pessoa que supervisiona o rebanho de Deus. Um pastor guia, alimenta, cria, conforta, corrige, e protege – responsabilidades que caem sobre todo líder de igreja. Na verdade, a palavra pastor quer dizer pastor de ovelhas¹.

Pedro escreveu estas palavras a presbíteros que deveriam estar familiarizados com ovelhas e pastoreio:

"Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, (...) pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.” (1 Pedro 5:1-4)

Para oferecer-lhe um quadro mais completo do seu papel como pastor, aqui vai um panorama sobre a natureza das ovelhas, a tarefa dos pastores, e como eles se comparam ao papel do pastor na igreja. Note os princípios de liderança eclesiástica que eles contêm. Eles determinam o que deveria preencher a sua agenda como pastor.

Pastores São Resgatadores

Uma ovelha pode estar completamente perdida a apenas alguns quilômetros de sua casa. Sem senso de direção e sem instinto para achar o aprisco, uma ovelha perdida normalmente ficará vagando de um lado para outro em um estado de confusão, desassossego, e até mesmo de pânico. Ela precisa de um pastor para trazê-la para casa.

E assim quando Jesus viu as multidões, perdidas, espiritualmente desorientadas e confusas, Ele as comparou a ovelhas sem pastor (Mateus 9:36). O profeta Isaías descreveu as pessoas perdidas como aquelas que, tal qual a ovelha, andam desgarradas - cada uma se desviando pelo caminho (Isaías 53:6).

Como ovelhas perdidas, pessoas perdidas precisam de um resgatador – um pastor - para conduzi-las à segurança do aprisco. Um pastor faz isso conduzindo os perdidos para Jesus, o Bom Pastor que dá Sua vida pelas ovelhas (João 10:11).

Pastores São Alimentadores

Ovelhas passam a maior parte das suas vidas comendo e bebendo, mas elas atentam para a sua dieta. Eles não sabem a diferença entre plantas venenosas e não-venenosas. Por isso o pastor tem que vigiar a dieta delas cuidadosamente e tem que proporcionar-lhes pasto rico em nutrientes.

Em Seu encontro com Pedro, descrito em João 21, Jesus apontou-lhe a importância de alimentar as ovelhas. Duas vezes em Sua ordem para Pedro, Jesus usou o termo grego bosko que significa "eu alimento" (vv. 15, 17).

O objetivo do pastor não é agradar a ovelha, mas alimentá-la. Não é coçar-lhe os ouvidos, mas nutrir-lhe a alma. Ele não deve oferecer meros lanches rápidos de leite espiritual, mas a carne substanciosa da verdade bíblica. Aqueles que não alimentam o rebanho são inadequados para serem pastores (cf. Jeremias 23:1-4; Ezequiel 34:2-10).

Pastores São Líderes

Pedro desafiou seus companheiros presbíteros a "apascentar o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele"² (1 Pedro 5:2 - ARC). Deus confiou-lhes a autoridade e a responsabilidade de conduzir o rebanho. Os pastores são responsáveis pela forma como lideram, e o rebanho pela forma como segue (Hebreus 13:17).

Além do ensino, o pastor exerce liderança do rebanho pelo seu exemplo de vida. Ser um pastor exige viver entre as ovelhas. Não é tanto uma liderança vinda de cima, mas uma liderança vinda de dentro. Um pastor eficiente não reúne suas ovelhas vindo por trás delas, mas conduz o rebanho indo à frente. Elas o vêem e imitam suas ações.

O recurso mais importante de liderança espiritual é o poder de uma vida exemplar. 1 Timóteo 4:16 instrui um líder de igreja: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes."

Pastores São Protetores

Ovelhas são quase completamente indefesas - elas não conseguem chutar, arranhar, morder, saltar, ou correr. Quando atacadas por um predador, elas amontoam-se em vez de sair correndo. Isso as transforma em presas fáceis. Ovelhas precisam de um pastor que as proteja para que possam sobreviver.

Cristãos precisam de proteção semelhante contra o erro e contra aqueles que o disseminam. Os pastores impedem suas ovelhas espirituais de se desviarem, defendem-nas contra os lobos selvagens que de outra forma as destruiriam. Paulo preveniu os pastores de Éfeso a ficarem alertas e protegerem as igrejas sob o cuidado deles:

"Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles." (Atos 20:28-30).

Pastores São Confortadores

Ovelhas não possuem um instinto de auto-preservação. Elas são tão humildes e mansas que se você as maltratar, elas são facilmente esmagadas em espírito e podem simplesmente render-se e morrer. O pastor tem que saber os temperamentos individuais das suas ovelhas e tomar cuidado para não infligir tensão excessiva. Conseqüentemente, um pastor fiel ajusta seu conselho à necessidade da pessoa a quem ele está auxiliando. Ele deve “admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos e ser longânimo para com todos.” (1 Tessalonicenses 5:14).

O Bom Pastor e os seus "Subpastores"

Jesus é o exemplo perfeito de um pastor amoroso. Ele engloba tudo o que um líder espiritual deveria ser. Pedro O chamou de "Supremo Pastor" (1 Pedro 5:4). Ele é nosso grande Resgatador, Líder, Guardião, Protetor, e Confortador.

Líderes de igreja são "subpastores" que guardam o rebanho sob os olhos atentos do Supremo Pastor (Atos 20:28). Eles têm uma responsabilidade de tempo integral porque eles ministram para pessoas que, como ovelhas, freqüentemente são vulneráveis, indefesas, sem discernimento, e propensas a desviar-se.

Pastorear o rebanho de Deus é uma tarefa gigantesca, mas para pastores fiéis traz a rica recompensa da coroa imarcescível de glória que será concedida pelo Supremo Pastor quando Ele se manifestar (1 Pedro 5:4).

Se o seu pastor estiver levando a cabo os deveres requeridos no título do cargo que ocupa fielmente, lembre-se de seguir esta advertência da Bíblia:

"Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros." (Hebreus 13:17)


John MacArthur

1 N. do Trad.: Em inglês ocorrem duas palavras: pastor é usada para o ministro do evangelho e shepherd para o pastor de ovelhas
2 N. do Trad.: No original, na tradução citada por MacArthur, “exercising oversight” (exercendo supervisão).
Fonte: Extraído de Pulpit Magazine / Bom Caminho
Tradução: Juliano Heyse (centurio)
Via Genizah