quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Salvos por causa de um sorriso

"Quando perguntaram ao Sr. Moody o que ele pensava sobre Spurgeon, ele disse:

— Ele é um caudal perpétuo de resplendor cristão. Um domingo de manhã em Londres — continuou o Sr. Moody — Spurgeon disse-me, um pouco antes de começar a pregar: — Moody, quero que repares naquela família ali nos lugares da frente, e quando formos para casa contar-te-ei a sua história. 

Quando chegamos em casa — disse Moody — pedi-lhe para me contar a história, e eis o que ele contou: 

— Toda a família foi ganha por meio de um sorriso.

— Como foi isso? — perguntei. 

— Quando um dia passava por uma rua, vi uma criança à janela; ela sorriu e eu sorri e cumprimentei-a. No outro dia, aconteceu a mesma coisa. Não se passou muito tempo, que em vez de uma, aparecessem duas crianças à janela; e eu adquiri o hábito de olhar para lá cada vez que passava e de as cumprimentar com um sorriso. Bem depressa o grupo cresceu, e, por fim, quando por lá passei um dia, estava uma senhora com elas à janela. Fiquei sem saber o que fazer. Pensei não puxar conversa com as crianças, mas ao mesmo tempo pensei que elas estavam à espera. E assim passei, sorri e disse-lhes qualquer coisa. A mãe viu que eu era pastor, pois levava a minha Bíblia naquele domingo de manhã. No domingo seguinte, as crianças seguiram-me até à igreja, entraram e ficaram atentas. Pensaram até que eu era o maior pregador e que os pais deviam ouvir-me. Um pastor que é amável para com uma criança e lhes faz uma festa na cabeça, logo é tido por essa criança como o maior pregador do mundo. Finalmente, os pais e os cinco filhos foram convertidos. 

— Ganhos para Cristo por causa de um sorriso! — disse Moody. 

Deixemos de franzir as sobrancelhas e mostremos rostos sorridentes, se queremos ter sucesso no nosso trabalho de amor."

Marco Antonio da Silva Filho

Extraído do livro Ilustrações — Jogando luz no sermão, de Josué Gonçalves

domingo, 18 de setembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — O caminho para o céu

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13,14).

Chegar ao céu – o maior objetivo

Depois de lermos o que Cristo falou acerca dos dois tipos de justiça; dos dois tesouros; dos dois senhores e das duas maneiras de aguardar o amanhã chegamos ao ensino dos dois caminhos.

A ideia de dois caminhos reaparece em duas grandes obras do século I: Didaquê e Epístola de Barnabé. “Há dois modos, um de vida e um de morte, mas uma grande diferença entre os dois modos” (Didaquê). Dois são os caminhos, porém, somente pode-se seguir por um: ou pelo que leva à perdição, ou pelo que leva à vida (Mt 7.13,14).

As duas portas e os dois caminhos

As alternativas a serem escolhidas pelo homem são comparadas a dois caminhos, a duas portas.

Há o caminho espaçoso (a porta larga). Não é necessário deixar nada para trás para seguir por ele, nem mesmo os pecados, nem o orgulho, nem ódio, nem violência, etc. Esse caminho é fácil de ser encontrado e seguido. Por isso, muitos o trilham. Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte (Pv 16.25).

Existe também o caminho apertado, difícil (aporta estreita). Para segui-lo é necessário negar-se a si mesmo. Muita coisa deve ser deixada para trás para se trilhar esse caminho: o velho homem não vai junto, somente uma nova criatura. A bagagem necessária é a própria cruz (Lc 9.23).

A estreiteza da porta e do caminho para a salvação

O caminho que conduz à vida é estreito, tal qual é a sua porta (Mt 7.14). É o caminho considerado difícil. Não é um caminho de facilidades, sem lutas, sem dor. Cristo nos disse que no mundo passaremos por aflições, mas devemos ter bom ânimo (Jo 16.33). Paulo “ia fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus (At 14.22). (Paulo fez isso após ter sido apedrejado).

Entretanto, quem segue pela porta estreita tem plena certeza de que a sua leve e momentânea tribulação produz para ele eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4.7).

O significado da estreiteza da porta e do caminho

Sendo estreito o caminho, não é possível levar tudo e todos. Muitas vezes é necessário deixar amigos, familiares e bens. Porém mesmo tendo que renunciar muitas coisas, aquele que escolhe o caminho estreito sabe que Jesus disse: “todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.29)

O caminho para o céu é a obediência

Fica bem claro em Deuteronômio 30.15.19: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.

A garantia de entrarmos no céu

Jesus disse: “Eu sou a porta” (Jo 10.9), Disse também: “Eu sou o caminho” (Jo 14.6). Jesus Cristo é a porta, Ele é o único caminho verdadeiro que conduz à vida, que conduz à Deus.

Seguindo a Cristo, temos a certeza de que chegaremos a Deus, de que chegaremos ao céu. O próprio Jesus garantiu isso: “passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mc 13.31).

Marco Antonio da Silva Filho

Referência

John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte.

sábado, 10 de setembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — A árvore e seus frutos

"Não julgueis pela aparência, mas julgai segundo a reta justiça" (João 7.24)

Pelo fruto conhecemos as árvores

Jesus disse: "Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir maus frutos, nem a árvore má produzir frutos bons". (Mt 7.17,18). Aprendemos, então, que os frutos revelam de que tipo de árvore eles vieram. Não podemos nos deixar levar pela aparência. Existem árvores frondosas, mas sem fruto algum.

De alguém que não tem compromisso com a Palavra de Deus espera-se atitudes que não estão de acordo com a vontade de Deus. Entretanto, para identificar um falso mestre, devemos julgá-lo, não segundo a aparência, mas com uma base justa, a Palavra de Deus (2 Tm 3.16), que é infalível (Jo 10.35).

O perigo dos falsos profetas

Em Mateus 7.15-23, Jesus nos alertou quanto aos falsos profetas. Sobre esta passagem, Erwin W. Lutzer afirmou: "Aqui temos uma forte declaração sobre a presença de falsos profetas que aparentemente fazem milagres maravilhosos, porém não entrarão no céu no Dia do julgamento. Podemos estar errados acerca de muitas coisas, mas não erremos acerca dos falsos mestres e suas doutrinas".

Se Cristo nos disse "Acautelai-vos dos falsos profetas", é porque eles existem. São falsos porque se desviam da verdade e distinguem-se dos verdadeiros.

Lobos e não ovelhas

Os falsos profetas apresentam-se disfarçados de ovelhas, mas, na verdade, no íntimo são lobos devoradores, vorazes (Mt 7.15). Estes não poupam o rebanho e falam coisas pervertidas para arrastar discípulos atrás deles (At 20.28-30). O falso bem é pior que o mal declarado. Se um falso mestre se apresentasse como tal, ninguém o seguiria, porém seria logo expulso. Seus frutos revelarão quem o falso profeta realmente é.

"Erwin W. Lutzer, ousadamente, afirmou: "Que fique bem claro que se queremos encontrar o Diabo, temos de começar a procurar atrás dos púlpitos; é na igreja e não no mundo que Satanás faz sua obra mais enganosa. A verdade misturada com o erro é, às vezes, mais mortal que o próprio erro em si".

O falso profeta rejeita os mandamentos do Senhor, não fazem a vontade de Deus, pois são soberbos (Mt 7.21). Dizem "Senhor, Senhor", mas não servem a Deus. Paulo alertou sobre os que dizem-se irmãos, todavia são impuros, avarentos, idólatras, maldizentes, beberrões e roubadores (1 Co 5.11).

Os que são de Deus dão bons frutos

Um cristão verdadeiro demonstra o caráter de Cristo, que fica evidente no crente, quando o fruto do Espírito é produzido: "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Alguém já disse: "Doutrina sadia e vida santa são os sinais dos verdadeiros profetas."

O homem enxertado em Cristo dá bons frutos

Os falsos profetas, além de profetizar, expulsão demônios e fazem muitas maravilhas, porém Deus não os conhece, porque praticam a iniquidade. (Mt 7.21-23). Todavia, existem os verdadeiros profetas, falam o que o Senhor ordenou. Quando alguém está unido a Cristo, frutifica; e seus frutos são bons!

O Senhor Jesus é a videira; nós, os ramos. Jesus disse: "Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5). Aquele que está firme em Cristo, que guarda a Palavra de Deus, que ama ao Senhor; é amado por Deus, e é sua morada (Jo 14.23). A vontade de Deus será proclamada por ele, não a humana.

Marco Antonio da Silva Filho

Também disponível no Portal ADALAGOAS


Referências
 
John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte;
 
J. Dwight Pentecost. O Sermão da Montanha;
 
Ciro Sanches Zibordi. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Livros apócrifos (2)

Quando e como foram aprovados os apócrifos?
 
Os protestantes negam o status canônico desses livros com base em evidências externas e internas. Jamais foram reconhecidos como parte das Escrituras pelos judeus, nem por Jesus, nem pela comunidade apostólica, nem por nenhum dos pais da igreja, que examinaram as evidências com objetividade.

Os apócrifos foram aprovados pela Igreja Romana em 18 de abril de 1546. Foi uma forma de combater a Reforma Protestante, fez parte da Contra-Reforma. Nesse período, os protestantes combatiam as novas doutrinas romanistas: do purgatório, da oração pelos mortos, da salvação por meio das obras, etc. A Igreja Romana via, nesses livros, bases para essas doutrinas, então, aprovou-os como canônicos, declarando:

O sínodo [...] recebe e venera [...] todos os livros, tanto do Antigo Testamento como do novo [incluindo-se os apócrifos] — entendendo que um único Deus é o Autor de ambos os testamentos [...] como se houvessem sido ditados pela boca do próprio Cristo, ou pelo Espírito Santo [...] se alguém não receber tais livros como sagrados e canônicos, em todas as suas partes, de forma em que têm sido usados e lidos na Igreja Católica [...] seja anátema. (Philip SCHAFF, org., The creads os Christendom, 6a, ed. rev., New York, Harper, 1919/ p. 81, v.2, citado em Introdução Bíblica - Como a Bíblia chegou até nós, de Norman Geisler e William Nix).

A decisão católica não foi unânime. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos.O cardeal Pallavicini conta, em sua obra "História Eclesiástica", que, em pleno concílio, dos 49 bispos presentes, 40 chegaram a travar uma luta corporal, com puxões de barbas e batinas. "Foi nesse ambiente 'espiritual' que os apócrifos foram aprovados!" A primeira edição da Bíblia católico-romana deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII.

Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e o Novo Testamento, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor histórico e literário. A versão inglesa King James (Versão do Rei Tiago), de 1611. Foi assim até 1929. Após 1929, os evangélicos omitiram de vez nas Bíblias editadas, para não haver confusão entre o povo simples que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo.

Tornar os livros apócrifos canônicos foi uma intromissão da Igreja Romana em assuntos judaicos, já que, quanto ao cânon do Antigo Testamento, o direito pertence aos judeus, não a outros. Além disso, o cânon do Antigo Testamento estava completo e fixado há  muitos séculos.

Por que não são canônicos?

O Unger's Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger) apresenta as seguintes razões para a exclusão:

1. "Estão repletos de discrepâncias e anacronismos históricos e geográficos".
2. "Ensinam doutrinas falsas que incentivam práticas divergentes das ensinadas pelas Escrituras inspiradas".
3. "Apelam para estilos literários e apresentam uma artificialidade no trato do assunto, com um estilo que destoa do das Escrituras inspiradas".
4. "Faltam-lhes os elementos distintivos que conferem caráter divino às autênticas Escrituras, como, por exemplo, a autoridade profética e o sentimento poético e religioso".

Continua...

Marco Antonio da Silva Filho

Veja a primeira parte: Livros apócrifos (1)
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