terça-feira, 26 de julho de 2011

Debate Chesterton x Blachford

No vídeo a seguir, os criadores produziram em animação um fantástico debate Chesterton versus Blatchford sobre a irracionalidade do racionalismo. Este debate nunca ocorreu desta forma, frente-a-frente, no melhor estilo tribunal. Contudo foi travado através de artigos em jornais e revistas onde o valoroso G.K. combateu os detratores da fé cristã.

Na verdade, o próprio projeto do livro Ortodoxia nasce de uma contestação que Chesterton pretendia escrever em resposta a um ensaio de Blatchford e que terminou evoluindo para a sua obra prima.

O vídeo é fantástico, pois dá linearidade e súmula à apologética cristã em suas questões mais fundamentais e para além das múltiplas confissões de fé cristã.

Chesterton x Blachford: A irracionalidade do racionalismo:

sábado, 23 de julho de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — É possível amar o inimigo?

"Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem" (Mt 5.44).

O significado da renúncia
 
Ao ser atingido, a reação do ser humano é a retaliação, dar o troco. A chamada lei de talião no Antigo Testamento — "olho por olho, dente por dente" — evitava vinganças injustas. Mas o Senhor Jesus nos mostrou que seus seguidores praticam a renúncia. Renunciar, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, significa "deixar para trás"; "esquecer os interesses próprios". Realmente, quando alguém entrega sua vida a Jesus, ela é transformada e muitas coisas são deixadas para trás, incluindo o ódio e o sentimento de vingança contra o próximo.

Cristo ensina-nos que não devemos retribuir o mal com o mal: "não resistais ao homem perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra" (Mt 5.39). Entre os judeus, na época de Jesus, bater na face direita de alguém, com as costas das mãos, era um insulto e uma provocação; não precisamente uma agressão. O insultado poderia revidar ou ir ao tribunal para que houvesse uma punição, em dinheiro, pela ofensa. Contudo o Senhor nos ensina a oferecer a outra face, para que haja paz e concórdia.

A importância da renúncia

Quando renunciamos, estamos seguindo o exemplo de Cristo: "Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas. Sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente" (1 Pe 2.21,23). Spurgeon disse: "temos de ser como a bigorna quando homens perversos são martelos".

Se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também (Cl 3.13). O cristão pratica o amor e o perdão, pois o amor de Deus é derramado em seu coração pelo Espírito Santo (Rm 5.5).

E se alguém que lhe fez mal pedir-lhe alguma coisa...

Alguém pode estar devendo a você um pedido de desculpas, um pedido de perdão; alguém te feriu e as cicatrizes ficaram. Se este alguém precisa agora de sua ajuda, o que fazer? A vingança vale a pena? Max Lucado escreveu: "Imagine seu inimigo por um instante. Imagine-o amarrado a uma coluna para ser chicoteado. O homem de braços fortes que está com o chicote se vira para você e pergunta: 'Quantas chicotadas?' E você dá um numero. O chicote bate, o sangue se espalha e o castigo é infligido. Seu inimigo cai ao chão e você vai embora. Você está feliz agora? Sente-se melhor? Está em paz? Talvez por um tempo sim; mas logo outra lembrança virá à tona e outra chicotada será necessária. Quando tudo isso termina? Isso para quando você leva a serio as palavras de Jesus: 'Pois se perdoarem as ofensas um dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas' (Mateus 6.14,15)". Portanto, meus irmãos, "Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, uns para com os outros, e para com todos" (1 Ts 5.15).

O amor sem preconceito

O amor que Deus nos concede (Rm 5.5) não faz distinção entre o jovem e o idoso, o homem e a mulher, nem age de modo preconceituoso, pois para com Deus não há acepção de pessoas (Rm 2.11; cf. Ef 6.9). Havia um certo preconceito entre os judeus e os publicanos, que eram cobradores de impostos a serviço do império romano. Eram odiados por, geralmente, agirem com desonestidade. Jesus mostrou que não deve haver preconceitos, amando os publicanos (Mt 9.9-12; Lc 19.1-10).

Em Mateus 5.44 lemos que o cristão deve 1) Amar os inimigos; 2) Bendizer os que o maldizem; 3) Fazer o bem aos que o odeiam; e 4) Orar pelos seus perseguidores.

Devemos ter paz com todos os homens

"Segui a paz com todos"(Hb 12.14) é o que a Bíblia nos exorta. Está escrito: "Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos homens" (Rm 12.17,8). Ainda que muitos pratiquem o que é mau diante de Deus, "Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus" (3 Jo 11).


Marco Antonio da Silva Filho


Referências:

Max Lucado. Dias melhores virão;

John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte;


Dicionário da Bíblia de Almeida;


Novo Testamento com Salmos e Provérbios King James.



Também disponível no Portal ADALAGOAS

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lutero e Satanás

Certa ocasião, Martinho Lutero teve um sonho notável. Sonhou que Satanás apresentava-lhe um grande pergaminho enrolado, o qual foi logo tratando de estender, desenrolando-o. Era muito largo, muito comprido e todo escrito com letra pequena.

Satanás, então, convidou-o a ler o que ali se encontrava. Lutero obedeceu percebendo, no entanto, ser aquilo uma relação dos pecados por ele cometidos. Por isso, teve que confessar ser a pura verdade. Procurou em vão, se havia alguma discrepância ou engano. Acabando de examinar o documento com muito cuidado, perguntou a Satanás: — Está completa a relação? — Não — respondeu seu inquiridor — falta mais um outro tanto ainda. — Bem — disse Lutero — quero ver a relação total.

Lá se foi Satanás.

Algum tempo depois estava de volta, trazendo outro pergaminho. Lutero o pegou, examinando de perto todos os seus dizeres, que vinham a ser prova inegável de sua criminalidade aos olhos de Deus.

Havendo sentido a exatidão rigorosa da terrível relação, perguntou de novo a Satanás: — Está completo? Não falta nada? — Não falta nada — disse Satanás. Lutero então disse: — Toma tua pena e escreve com tinta vermelha, através dos dois libelos acusatórios estas palavras: "O sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, me purificou de todo pecado".¹


"Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 Jo 1.8,9)


Marco Antonio da Silva Filho


¹ Extraído do livro "Ilustrações - Jogando luz no sermão, de Josué Gonçalves.

sábado, 16 de julho de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — O relacionamento com o próximo

A terceira lição do trimestre trata sobre o relacionamento com o nosso próximo. No sermão do monte Jesus nos ensinou sobre esse relacionamento.

Uma visão distorcida


A mensagem de Cristo não é um evangelho farisaico. Os fariseus procuravam seguir rigorosamente a Lei de Moisés e as tradições e os costumes dos antepassados, mas negligenciavam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt 23.23). O fariseu valorizava o exterior, esquecendo-se do interior. Em Marcos 11.12-14 está escrito que Jesus procurou frutos em uma figueira, mas encontrou apenas folhas. Os frutos dizem respeito ao homem interior, as folhas aludem à aparência. Jesus não amaldiçoou a figueira porque não tinha folhas, mas porque não tinha frutos. O olhar farisaico difere muito do olhar de Cristo.

A vida deve ser respeitada


Na interpretação da Lei, segundo os fariseus, quem não chegasse ao ponto de tirar a vida de alguém, seria inocente do mandamento "Não matarás". Porém, Jesus nos ensinou que a proibição inclui palavras e pensamentos, ira e insultos, além do homicídio propriamente dito. Está sujeito a julgamento tanto quem tira a vida, quanto o que, sem motivo, se ira contra seu irmão (apesar de aparecerem em vários manuscritos gregos, as palavras "sem motivo" não aparecem nos melhores). O assassino não é só aquele que fere com uma arma física, mas também , aquele que fere com os sentimentos e palavras. Por esse motivo, o apóstolo João escreveu: "Todo aquele que odeia seu irmão é assassino" (1 Jo 3.15).

A ofensa deve ser reparada


Se o "assassinato" ocorrer, em proporções de insultos e desentendimentos, o que deve ser feito é uma reconciliação. Antes de oferecermos a nossa oferta, precisamos estar em paz com nosso próximo. O erguer de nossas mãos é como uma oferta ao Senhor. Davi disse: "Seja o erguer de minhas mãos como a oferenda vespertina (Sl 141.2, ARA). Nós levantamos as mãos em oração (1 Tm 2.8), e em oração louvamos, pedimos, confessamos, agradecemos, adoramos a Deus. Isso significa que não podemos louvar, pedir, confessar, agradecer, ou adorar a Deus se estivermos com intrigas com o próximo. Portanto a reconciliação deve ser imediata.

Faça as pazes imediatamente

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.31,32). Além disso, o sol não deve se por sobre a vossa ira (Ef 4.26). Reconcilia-te logo com o teu irmão, se houver alguma desavença.

“Enquanto estás no caminho”

Fazer as pazes não deve ser uma ação demorada a acontecer, mas ainda “enquanto estás no caminho”, antes de chegar a um julgamento. Magoar, ofender, insultar alguém e permanecer em uma situação de inimizade pode levar a sérias conseqüências. Então, entre em acordo depressa, “enquanto estás no caminho”.

Antes que “te encerrem na prisão”

“Quando, pois, vais com teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te encerre na prisão. Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o último ceitil” (Lc 12.58,59) Quando culpado, o condenado deverá cumprir a sua pena, “até o último centavo”. Por isso está escrito: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm 13.8).

Jesus x fariseus

"Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus." (Mt 5.20). Os fariseus achavam que uma obediência externa era suficiente, mas o Senhor quer mais do que o exterior, pois o Senhor vê o coração (1 Sm 16.7). Deus não apenas se preocupa com o ato exterior, mas com a atitude que gera o ato.

Dando testemunho

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens” (Mt 5.16). Os cristãos brilham, mas por causa da luz de Cristo (Jo 12.46). Portanto, “Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz” (Jo 12.36). E ainda, “quem pratica a verdade vem para luz, a fim de que suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus (Jo 3.21). Quando os homens verem nossas boas obras, glorificarão o nosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16).

Marco Antonio da Silva Filho

Referências

Paul Earnhart. O Sermão da Montanha Extraindo os Tesouros das Escrituras: Exposições Práticas;

John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte;

J. Dwight Pentecost. O Sermão da Montanha;

Ciro Sanches Zibordi. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria.

domingo, 10 de julho de 2011

O Espírito Santo é uma pessoa!

Seitas querem negar a sua personalidade, mas as Escrituras mostram o contrário. As Testemunhas de Jeová chegam ao ponto de colocar as palavras Diabo e Tentador com letras maiúsculas e espírito santo e filho de Deus com letras minúsculas, em sua tradução! O Espírito Santo não é apenas uma força ativa.

Sim, Espírito Santo é uma pessoa:

"Personalidade é todo ser que possui os atributos de inteligência, que é a capacidade de conhecimento; vontade própria ou volição, que é capacidade de escolher, decidir; e sensibilidade ou emoção, ou capacidade de sentir alegria e tristeza, amar ou odiar.

Espírito Santo possui inteligência, conhecendo todas as coisas até as profundezas de Deus — 1 Co 2.10;
Espírito Santo possui vontade própria, podendo distribuir dos seus dons a qualquer pessoa como Ele quer ou como lhe apraz — 1 Co 12.11;
Espírito Santo possui emoção, podendo ser entristecido — Ef 4.30" (Série Apologética, vol III, ICP)

Ainda mais:
Espírito Santo ama — Rm 15.30;
Espírito Santo testifica — Jo 15.26;
Espírito Santo fala — At 8.29; 10.19;
Espírito Santo ensina — Jo 14.26;
Espírito Santo é onipresente — Sl 139.7-12;
"E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado" (Lc 12.10);

O Espírito Santo é uma pessoa divina, sim, Ele é Deus — At 5.3,4.


Marco Antonio da Silva Filho

terça-feira, 5 de julho de 2011

Uma resposta, com amor, às Testemunhas de Jeová

Há um tempo atrás — já faz mais de um ano —, recebi a visita de algumas Testemunhas de Jeová (TJ's). Uma senhora me perguntou se eu possuia a Bíblia. Então mostrei a minha Bíblia, já que estava lendo, um pouco antes de chegarem. "Você tem um tesouro em suas mãos!" — disse ela. A senhora pediu para que eu lesse um versículo (não tenho certeza, mas acredito que foi do livro de Isaías). Ela comentou um pouco e, no final, ela ofendeu a Trindade, dizendo que o Espírito Santo era apenas uma força ativa e não é Deus.

Procurei mostrá-la que a doutrina da Trindade é bíblica: "A Bíblia diz que o Pai é Deus — citei 1 Pe 1.2 —, diz que o Filho é Deus — citei Jo 1.1 e 1 Jo 5.20 — e que o Espírito Santo é Deus — fiz a leitura At 5.3,4. Quando Ananias mentiu, Pedro disse que ele mentiu ao Espírito Santo; disse que ele não mentiu aos homens, mas a Deus. E, ao mesmo tempo, a Bíblia mostra que há somente um Deus" — citei Dt 6.4. Outra senhora, então, disse: "Eu também pensava assim". A primeira senhora, antes de ir, me entregou uma revista A Sentinela, de outubro de 2009.

A revista tinha na capa a seguinte pergunta: O QUE É O ESPÍRITO SANTO? Logo pensei: "A pergunta não deveria ser essa, mas sim QUEM É O ESPÍRITO SANTO? Não sei se ainda possuo a revista, porém, salvei uma parte que me chamou a atenção tirando uma cópia. Veja o que o trecho apresentava:

Por que o espírito santo não é uma pessoa

A Bíblia compara o espírito santo com a água. Ao prometer bênçãos futuras para o seu povo, Deus disse: "Despejarei água sobre o sedento e regatos sobre o lugar seco. Despejarei meu espírito sobre a tua descendência e minha benção sobre os teus descendentes." — Isaías 44.3.
Quando Deus derrama seu espírito sobre seus servos, eles ficam'cheios de espírito santo'. Jesus, João Batista, Pedro, Paulo, Barnabé e os discípulos reunidos no dia de Pentecostes em 33 EC são todos descritos como estando cheios do espírito santo. — Lucas 1:15; 4:1; Atos 4:8; 9:17; 11:22,24; 13:9.
Pense no seguinte: Poderia alguém ser derramado ou 'despejado' em várias pessoas diferentes? Você diria que uma pessoa pode encher um grupo inteiro de pessoas? Isso não tem lógica. É verdade que a Bíblia fala de pessoas ficarem cheias de sabedoria, entendimento ou até de conhecimento exato, mas ela nunca diz que alguém ficou cheio de alguma pessoa — Êxodo 28:3; 1 Reis 7:14; Lucas 2:40; Colossenses 1:9...
...Fica claro então que o espírito santo não é uma pessoa.

Revista A Sentinela, outubro de 2009

Será que as TJ's estão realmente corretas? O que a Bíblia, realmente, diz sobre isso? 

"Se o derramamento do Espírito Santo (At 2.33; 10.45) fosse evidência contra sua personalidade, então o apóstolo Paulo também não seria uma pessoa, pois escreveu acerca de si próprio: mesmo que eu esteja sendo derramado como oferta de bebida... (Fp 2.17; 2 Tm 4.6 — Tradução Novo Mundo). Uma vez que o apóstolo Paulo obviamente é uma pessoa real, e pôde ser mencionado nas Escrituras como sendo derramado, então a mesma expressão, referindo-se ao Espírito Santo, dificilmente poderia ser usada como uma prova contra a personalidade do Espírito Santo. O fato de alguém ser ou estar cheio do Espírito Santo, ou revestido dele, não quer dizer que o Espírito Santo seja impessoal. A expressão encher a todos é aplicada em Efésios 1.23 a Jesus Cristo: será que, nessa citação, argumentam que Jesus é uma força ativa? Ainda, apresentando a mesma linha de argumentação da Sociedade Torre de Vigia, perguntamos: Como pode ser Jesus uma pessoa e ser alguém morada dele? Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada (Jo 14.23). Paulo declara: Meus filhinhos, por quem de novo sinto dores de parto, até que Cristo seja formado em vós (Gl 4.19). Como pode Jesus ser formado em alguém, sendo ele uma pessoa? Ainda em Gálatas 2.20, Paulo disse: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim. Como as Testemunhas de Jeová explicam esse fenômeno? Negam também a personalidade de Jesus por causa disso? É óbvio que não! Então por que negam a personalidade do Espírito Santo, valendo-se do mesmo argumento? Negam essa verdade bíblica, porque não se preocupam em ensinar a Bíblia, mas de impor crenças peculiares". (Nota de estudo da Bíblia Apologética, do ICP. Recomendo-a todos que desejam, não só defender sua fé, como também evangelizar os adeptos de seitas.)


Marco Antonio da Silva Filho

sábado, 2 de julho de 2011

Lições Bíblicas Juvenis - O significado da felicidade

O trimestre que está iniciando tem como tema o sermão do monte, também conhecido como sermão da montanha. Nele, são expostos valiosos ensinos de Jesus Cristo. Jesus começa mostrando o que realmente é ser feliz.

O que significa ser "bem-aventurado"?

Bem-aventurado. Gr makarios, "feliz" "abençoado". É a felicidade do coração que está em paz com Deus. Tem um sentido diferente daquele que é comum ao mundo, pois, para muitos, felicidade é somente ter riquezas materiais, segurança e saúde inabalável. Mas, Jesus mostra que as verdadeiras riquezas são espirituais e não materiais. As bem-aventuranças mostram o caráter dos cristãos, os cidadãos do Reino dos céus.

Felizes os pobres de espírito

"Porque deles é o Reino dos céus" (Mt 5.3). Ser um pobre de espírito é ser humildemente dependente de Deus. Humilde de espírito é aquele que não se considera autossuficiente, mas é aquele cujo coração está ajoelhado. O pobre de espírito reconhece ser pecador e merecedor do juízo de Deus, como o publicano relatado em Lucas 18.9-14, que mostrava uma atitude totalmente contrária a do fariseu orgulhoso. Calvino escreveu: "Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito." O Senhor habita em um alto e santo lugar, mas também habita com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15).

Felizes os que choram

"Porque eles serão consolados" (Mt 5.4). Esse choro é um choro de arrependimento. Muitos pensam que o rosto do cristão deve possuir um sorriso constante, mas não é assim que Jesus ensinou. O choro faz parte do arrependimento, chorar não só pelos próprios pecados, mas por causa da maldade que os homens cometem. Veja o que o salmista escreveu: "Rios de águas correm dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei" (Sl 119.136). Mas, virá o momento em que o Senhor nos consolará (Sl 30.5; Ap 7.17).

Felizes os mansos

"Porque eles herdarão a terra"(Mt 5.5). Ser manso não significa ser um covarde, mas possuir auto-controle diante daquilo que venha lhe afligir. A mansidão faz parte do fruto do Espírito (Gl 5.22). Moisés era um homem mui manso (Nm 12.3); Jesus apresentava a mansidão (Mt 11.29; 2 Co 10.1). Nem por isso Jesus e Moisés são considerados fracos ou frouxos. Os mansos — contrariando o pensamento do mundo — e não os valentões ou bravos, herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz (Sl 37.11).

Felizes os famintos e sedentos de justiça
  
"Porque eles serão fartos" (Mt 5.6). Os que possuem um forte desejo de justiça, não é um desejo de riqueza material, não é um desejo de honra própria, mas de justiça. Os crentes buscam primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, por isso eles a obterão (Mt 5.6; 6.33).

Felizes os misericordiosos

"Porque eles alcançarão misericórdia" (Mt 5.7). Jesus mostrou um verdadeiro exemplo de misericórdia na parábola do bom samaritano. Ser misericordioso é ser o próximo, de verdade (Lc 10.25-37). Ser misericordioso não é só perdoar sete vezes, porém, setenta vezes sete (Mt 18.21,22). Jesus disse: "Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso" (Lc 6.36).

Felizes os limpos de coração

"Porque eles verão a Deus" (Mt 5.8). É pureza no íntimo. Para manter limpo o coração é necessário guardar nele a Palavra de Deus (Sl 119.11). Ninguém pode subir ao monte do Senhor se não for limpo de mãos e puro de coração (Sl 24.4). Por isso Davi clamou: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto" (Sl 51.10).

Felizes os pacificadores

"Porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mt 5.9). Os crentes recebem a paz de Cristo (Jo 14.27), por isso podem ter paz com Deus (Rm 5.1) e com os homens (Rm 12.18). O pacificador não se vinga, mas vence o mal com o bem (Rm 12.19-21). A recomendação bíblica é que sigamos a paz (Hb 12.14).

Felizes os perseguidos por causa da justiça

"Porque deles é o Reino dos céus" (Mt 5.10). Certo jovem, a fim de obter recursos para suas despesas no segundo ano de seu curso universitário, planejou passar as férias de verão num acampamento madeireiro. Ele provinha de um lar cristão com um passado muito marcante. Conhecendo a vida depravada de muitos dos que viviam em tais acampamentos, os pais procuraram preparar este jovem cristão para enfrentar a oposição e perseguição que pudessem surgir. Não tiveram notícias do filho durante o verão, por isso, em seu retorno ao lar, quiseram saber qual a atitude dos homens para com a sua fé. O jovem pareceu surpreso com tal indagação. "Ora, não me deram nem um bocadinho de trabalho o tempo todo. Na verdade, nem descobriram que eu era cristão", disse o filho.

Muitos, diante da perseguição, procuram esconder sua verdadeira identidade de cristão. Deus não se agrada disso, Ele não tem contentamento naquele que retrocede. Mesmo o cristão sendo misericordioso e pacífico, ele sofre perseguição, pois ele deseja a justiça em mundo cheio de injustiça. Diante da perseguição, Jesus nos recomendou nos alegrarmos, porque é grande o nosso galardão nos céus. O importante é que devemos ser fiéis até o fim. 

Para os vencedores
Nas bem-aventuranças, podemos ver o quanto pensamento cristão é diferente do pensamento do mundo. Viver igual a Cristo é ir na contra-mão do mundo. Por esse motivo, somos perseguidos. No mundo passamos por aflições, contudo, devemos ter bom ânimo, disse-nos Jesus, que venceu o mundo. Devemos sempre estar olhando para Cristo, que não nos abandona (Mt 28.20); e saber que "a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente" (2 Co 4.17).

Marco Antonio da Silva Filho

Referências:

Paul Earnhart. O Sermão da Montanha Extraindo os Tesouros das Escrituras: Exposições Práticas;

John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte;

J. Dwight Pentecost. O Sermão da Montanha.