quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — A febre dos anjos



O culto aos anjos

"Tem anjo aqui, tem anjo ali, tem anjo lá"; "Anjos, anjos poderosos, guardando ninguém pode destruir"; "Já vejo anjo querendo aqui batizar"; "Parte dos anjos saiu para curar"; "Anjos me livram todo instante do astuto tentador"; "Quando os anjos passeiam a igreja se alegra, ela canta, ela chora e congrega"; "Eu tenho um anjo de luz que me conduz".

Todas as citações acima são trechos de canções do repertório de cantores gospel. Podemos notar a posição que os anjos possuem em muitos "louvores cristãos". Os cultos que possuem músicas como as citadas acima deixam de ser cristocêntricos e passam a ser angelocêntricos: a ênfase não é mais em Cristo; passa a ser nos anjos.

O perfil dos angelólatras

O apóstolo Paulo alertou: "Não aceiteis que alguém seja árbitro contra vós, fingindo humildade ou culto aos anjos, fundamentando-se em visões, ostentando a inútil arrogância do seu conhecimento carnal. Trata-se, pois, de uma pessoa que não está unida à Cabeça, a partir da qual todo o Corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o crescimento concedido por Deus" (Cl 2.18,19, KJA).

Então, por que se fala/canta tanto sobre anjos? As pessoas, geralmente, ficam fascinadas por seres angelicais. Falar em anjos chama a atenção, gera fascínio e promove sucesso.

Não seria melhor mudar as letras das canções citadas para algo como: "O Senhor está aqui"; "Deus Todo-Poderoso"; "Jesus Cristo é poderoso para batizar e curar"; "Deus me livra do astuto tentador"; "Quando o Senhor está presente a igreja se alegra, ela canta, ela chora e congrega"; "Eu tenho o Pastor Jesus que me guia e conduz"? Poderiam não chamar tanta atenção.

Certa vez o apóstolo João quis adorar um anjo, mas recebeu a seguinte resposta do mesmo: "Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus" (Ap 22.9). Nossa perspectiva, na adoração, deve estar em Deus. O Senhor deve ser nosso foco; e mais ninguém.

Os angelólatras, além de exaltar os anjos mais do que a Deus, baseiam-se em suas experiências, mesmo que estas não estejam de acordo com a Palavra de Deus. Com isso, estão desprezando a Palavra que é "proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Tm 3.16).

Conceitos errados sobre os anjos

Quem pode nos dizer o que é correto e o que é errado acerca dos anjos é a Bíblia Sagrada. As Escrituras não compartilham muitas das ideias que são pregadas sobre os anjos. Veremos que o erros não se resumem a adoração a anjos, porém há outras más concepções:

Anjos trazendo o evangelho — Foi assim que originou-se a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias: Joseph Smith, fundador do mormonismo, disse ter recebido a visita do "anjo" Moroni, o qual indicou-lhe o local onde estariam enterradas placas — no monte Cumora, perto de Palmyra, Nova York — que supostamente falavam dos antigos habitantes do continente, e também da "plenitude do evangelho eterno". Este relato conta de um anjo que traz um "outro evangelho". Paulo escreveu aos Gálatas: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema" (Gálatas 1.8). Aos homens foi dada a missão de pregar o Evangelho, e não aos anjos (1 Pe 1.12).

Oração à anjos — Devemos orar ao "Pai nosso" em "nome de Jesus" (Mt 6.9; Jo 16.23). Na Bíblia, não vemos ninguém dirigindo orações a anjos, nem pedindo por anjos. As orações são feitas a Deus, mesmo que isso possa resultar em uma intervenção angélica. Quando homens e mulheres de Deus receberam a visita de anjos, eles nem chamaram os anjos, nem pediram por eles; porém Deus os enviou (At 27.23,24).

Se for anjo então é bom — "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus" (1 Jo 4.1), nos recomenda apóstolo João. Somos alertados também que "o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" (2 Co 11.14). Parte dos anjos se rebelou (Ap 12.4,7) e está se passando por "anjos de luz" e enganando os homens. Pessoas têm se envolvido com anjos, mas anjos malignos.

Crentes mandam em anjos — Na Bíblia, apenas Deus é chamado de "o Senhor dos Exércitos" (Is 6.3,5). Somente Ele é quem dá ordens aos anjos. Quando alguém tenta mandar em anjos, dizendo a eles o que fazer, está querendo tomar o lugar do Senhor dos Exércitos! Os anjos só obedecem a Deus (Sl 103.19-21).

Portanto, não vamos aprovar o que a Bíblia desaprova. Nós sabemos que os anjos são espíritos que servem a Deus e ajudam os salvos (Hb 1.14), contudo, vamos manter nosso foco em Deus, o Senhor dos Exércitos. Que a Palavra de Deus — lâmpada para nossos pés; luz para nosso caminho — nos conduza.

Marco Antonio da Silva Filho


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Referências:

Revista Defesa da Fé. Ano 8. Nº 58;

Dicionário da Bíblia de Almeida, SBB.


RINALDI, Natanael; ROMEIRO, Paulo. Desmascarando as Seitas. CPAD.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — Os disfarces do Espiritismo

O que é o espiritismo?

Combinando as definições de alguns dicionários, pode se dizer que "É uma doutrina filosófico-religiosa baseada na crença da comunicação entre os vivos e os mortos, por meio da mediunidade". A tentativa de comunicar-se com os mortos não é recente, mas faz parte da tradição de vários povos: egípcios, caldeus, hindus, assírios, etc. O espiritismo moderno apenas dá uma continuidade das práticas ocultistas desse povos.

Em 1848, em Hydesville, Nova York, houve uma ascendência do espiritismo, promovido pelas irmãs Kate e Margaret Fox. Na casa onde morava a família Fox estavam acontecendo coisas estranhas: golpes em portas, objetos mudavam de lugar; tudo isso assustava as crianças. Nessa data, Margaret tinha 14 anos e Kate 11. No dia 21 de março de 1948, Kate resolveu desafiar o poder invisível: estalava os dedos e era repetido, fazia perguntas e com batidas era respondida — afirmativo: dois toques; negativo: um toque.

Essas meninas tornaram-se médiuns e ficaram conhecidas em várias partes do mundo. Porém, trinta anos depois, Margaret denunciou publicamente o espiritismo e seu  conjunto de truques. Mostrou a falsidade de tudo quanto fizeram — ela e a irmã. Kate estava presente e confirmou o que a irmã falou. Entretanto, o espiritismo moderno já havia se espalhado por vários continentes.

A religião espírita

O espiritismo, inicialmente, não se declara como religião. "O espiritismo é antes de tudo, uma ciência, e não cuida de questões dogmáticas", dizem eles. Pode-se entender tal afirmação observando-se que quem tem uma religião não migrará para outra tão facilmente. Portanto, é um meio de ganhar simpatizantes.

Quando já existe um envolvimento com suas crenças, logo declaram: "Aproxima-se a hora em que terás de declarar abertamente o que é o espiritismo e mostrar a todos onde está a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. A hora em que, à face do Céu e da Terra, deverás proclamar o espiritismo como única tradição realmente cristã, a única instituição verdadeiramente divina e humana" (Obras Póstumas, Obras Completas. Editora Opus, 2º edição especial, p. 1210). Esta declaração não só toma o espiritismo como religião, como também o verdadeiro cristianismo.

Será que o espiritismo pode se declarar como sendo o verdadeiro cristianismo? O verdadeiro cristianismo é conforme a Bíblia. O espiritismo é baseado na Bíblia? Vejamos suas doutrinas fundamentais:

Doutrinas fundamentais do espiritismo

Podemos chamar de doutrina espírita o conjunto de princípios básicos, codificados por Allan Kardec, que constituem o espiritismo.

a) Comunicação com os mortos — 1 Samuel 28 mostra que é possível conversar com os mortos? Certamente não: o versículo 6 diz que Saul consultou ao Senhor, mas o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos (revelação pessoal), nem por Urim (revelação sacerdotal), nem por profetas (revelação inspiracional da parte de Deus). Portanto, não poderia ser o Senhor falando através de Samuel. A palavra médium (heb ob), também é traduzida por "espírito adivinhador" ou "espírito adivinhador"; invocar e consultar os mortos é um pecado abominável: no Antigo Testamento, quem tivesse essas práticas mereciam a pena de morte (Lv 20.27). Além disso, as profecias do suposto Samuel foram ambíguas e não se cumpriram: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus, mas apenas passou pelos filisteus, se suicidou (1 Sm 31.4) e caiu nas mãos dos homens de Jabes-Gileade (1 Sm 31.11-13). Nem todos os filhos de Samuel morreram ("tu e teus filhos", 1 Sm 28.19), pelo menos três ficaram vivos: Isbosete, Armoni e Mefibosete (2 Sm 2.8-10; 21.8). Além de outras ambiguidades e não cumprimentos.

Então, se não foi Deus, quem respondeu a Saul? Os mesmos que respondem as invocações mediúnicas atuais: espíritos enganadores: demônios! Por isso a consulta aos mortos é proibida por Deus. "Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios" (1 Co 10.21).

b) Reencarnação, Carma, Sofrimento humano — Allan Kardec define a reencarnação, dizendo: "A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia de justiça de Deus..." (O Livro dos Espíritos). Ele diz isso pois acredita que todo mal praticado deve ser pago com sofrimento e com boas obras. O espiritismo também diz: quando sofremos é porque merecemos; quando fazemos sofrer é porque aquele que sofreu mereceu. Assim, segundo eles, podemos praticar o mal, pois assim só estamos "dando o que merecem". Porém, conforme a Bíblia, todo aquele que praticar obras de impiedade será julgado segundo elas (Jd 15).

c) Salvação por boas obras — "Fora da caridade não há salvação", diz o espiritismo. Não são boas obras, boas ações que garantem a salvação do homem. O homem não pode salvar-se sozinho, com seus próprios esforços. Está escrito: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). O homem será salvo quando se arrepender de seus pecados e crer em Jesus Cristo e em sua obra redentora (At 16.31; Rm 10.9).

A Bíblia e a reencarnação

Reencarnação, pode-se dizer que é tornar a tomar corpo. É a doutrina central do espiritismo. Na Bíblia, não vemos, em qualquer ocasião, alguma reencarnação. O que acontece é que muitos espíritas tentam distorcer as Escrituras. Por exemplo: João 9.2: "Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?". Os espíritas dizem: "isso prova que os discípulos criam na reencarnação". Qualquer que foram as ideias dos discípulos acerca da reencarnação, Jesus não compartilhou essa ideia, Ele disse: "Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus" (Jo 9.3). Essa declaração de Cristo também refute a ideia de que todo sofrimento e infelicidade decorrem do pecado pessoal.

Nascer de novo não é reencarnar

Os espíritas dizem que o novo nascimento que Jesus falou em João 3.3-5 se refere a reencarnação. Veja o que os autores do livro "Desmascarando as Seitas" escreveram acerca desta declaração espírita sobre o novo nascimento: "A expressão 'nascer de novo' (do grego anotheum) significa nascer do alto, nascer de cima, por obra e graça do Espírito Santo, mediante a Palavra (cf. Jo 15.3; Ef 5.26). A Bíblia afirma que Deus 'nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo' (Tt 3.5). Jesus estava falando da regeneração, uma mudança interior que diz respeito às disposições íntimas da alma; nunca se referiu ao corpo. Ora, daí o equívoco de Nicodemos: ele pensava que o homem depois de velho viesse a renascer fisicamente, no que foi logo dissiduado pelo Senhor (1 Co 6.11; Ef 4.23,24; Cl 3.9,10; Tt 3.3-6)".

Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9.27).

Marco Antonio da Silva Filho

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Referências

RINALDI, Natanael; ROMEIRO, Paulo. Desmascarando as Seitas. CPAD.

Série Apologética, Vol. II. ICP

Bíblia Shedd. Vida Nova.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — As sutilezas do satanismo

O satanismo possui vários modelos, também pode ser dividido em satanismo tradicional e satanismo moderno. O tradicional é marcado por grupos e reuniões secretas, além disso, está associado a magia negra, ritualismo e culto ao diabo.

O precursor do satanismo moderno foi Anton Szandor La Vey. Ele se esforçou no estudo no ocultismo e deu início a reuniões para difundir suas ideias a respeito de bruxaria e sexo. Ficou conhecido ao batizar sua filha de três anos em ritual satânico e dirigir funerais de membros de sua igreja. Fundou sua igreja, Church of Satan (Igreja de Satanás), em 1966, chegando a rapar seu cabelo em um ritual. Três anos depois, em 1969, La Vey escreve a Bíblia Satânica, que contém instruções, observações sobre rituais e práticas que serviram para fundamentar sua igreja.

O satanismo tem sido amplamente divulgado através da TV, internet, músicas, etc. Um das principais formas de envolvimento com o satanismo é a música, através das bandas metálicas, principalmente as de death metal. As músicas despertam a curiosidade e, então, por meio da internet, um compromisso com o satanismo é firmado. Os filmes também são um meio de divulgação: La Vey disse que o filme "'O Bebê de Rosemary' foi o mais bem pago comercial em benefício do satanismo desde a inquisição". Um alto sacerdote da Primeira Igreja de Satanás em Salém, EUA, disse acerca do filme "Harry Potter": "Harry é um enviado dos deuses para a nossa causa".

O satanismo de La Vey possui nove pontos básicos conhecidos também como As Nove Afirmações Satânicas:


1. Indulgência em vez de abstinência. O satanismo moderno afirma não crer em qualquer divindade, mas que o homem deve ser exaltado. A Associação Portuguesa de Satanismo (APS) declara: "Para o Satanista, deus, o diabo, anjos e santos não passam de fragmentos da personalidade de cada um. (…) O Satanismo não é a adoração do diabo ou uma versão oposta ao Cristianismo, mas sim a exaltação do 'Eu'." A busca pelo prazer é uma marca do satanismo, ele prega tolerância e que o importante é não se privar do que te dá prazer.

Devemos rejeitar as obras da carne, que são agradáveis ao homem carnal, porém são desaprovadas por Deus. Vamos seguir o exemplo de Moisés, que rejeitou "usufruir prazeres transitórios do pecado" (Hb 11.25). Sim, é um prazer transitório, que logo passa. O melhor é ser transformado pelo Espírito de Deus (Gl 5.22,23) e estar na presença de Deus, onde há plenitude de alegria, e na sua destra, prazeres eternos (Sl 16.25).

2. Existência vital. Segundo a APS, "Não lhe é exigido nada além de que viva a sua vida o melhor que puder, porque não sabe se vai ter uma segunda oportunidade". A Bíblia afirma que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27). Há uma eternidade após esta vida, contudo onde passaremos esta eternidade será decidido por qual caminho escolhemos nesta vida: o estreito ou o largo (Mt 7.13,14). Somente Jesus Cristo é o Caminho que conduz a vida eterna. O caminho pecaminoso conduz à perdição e à morte (Pv 16.25; Rm 6.23).

3. Conhecimento sem limites e não auto-ilusão hipócrita. Satanistas veem a religião, incluindo o Cristianismo, como uma forma de auto-ilusão hipócrita. Quem possui a Cristo não está iludido ou enganado, mas nós "sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 Jo 5.20). Temos a certeza que passamos da morte para a vida: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24).

4. Bondade apenas para os que são merecedores e 5. Vingança e não dar a outra face. Ao ser atingido, a reação do ser humano é a retaliação, dar o troco. A chamada lei de talião no Antigo Testamento — "olho por olho, dente por dente" — evitava vinganças injustas. Mas o Senhor Jesus nos mostrou que seus seguidores praticam a renúncia. Renunciar, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, significa "deixar para trás"; "esquecer os interesses próprios". Realmente, quando alguém entrega sua vida a Jesus, ela é transformada e muitas coisas são deixadas para trás, incluindo o ódio e o sentimento de vingança contra o próximo. Cristo ensina-nos que não devemos retribuir o mal com o mal: "não resistais ao homem perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra" (Mt 5.39).

Uma das regras do satanismo é: "Se um convidado te incomodar no teu ambiente natural, trata-o cruelmente e sem misericórdia". Porém está escrito: "Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos homens" (Rm 12.17,8). Ainda que muitos pratiquem o que é mau diante de Deus, "Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus" (3 Jo 11)

6. Ser responsável apenas com os responsáveis e não preocupação com vampiros psíquicos. O satanismo produz a individualidade. Seus adeptos procuram estar cada vez mais preocupados consigo mesmos e esquecendo, desprezando o próximo. Mas nós devemos amar nosso próximo como a nós mesmos — amando não só de palavras, mas por obra e em verdade (1 Jo 3.18).

7. O homem é apenas mais um animal. O homem é a criação de Deus feita à Sua imagem e semelhança, mas que teve essa imagem deformada pelo pecado (Gn 1.26).

8. Todos pecados podem ser cometidos, uma vez que que todos eles conduzem a gratificação física, mental e emocional. Veja as obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas (Gl 5.19-21). Agora veja o fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5.22). Qual dos dois, obras da carne ou fruto do Espírito, proporcionam verdadeira alegria, um prazer duradouro?

9. "Satan tem sido o melhor amigo que a Igreja jamais teve, já que a manteve em funcionamento todos estes anos". O diabo tem lutado contra a obra de Deus, investido contra a Igreja de Cristo, porém temos a certeza de que o Senhor Jesus Cristo está sempre guardando sua Igreja das ciladas do inimigo. O próprio Jesus disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16.18).

A Igreja não pode ser derrubada ou derrotada, pois está edificada em Jesus Cristo (Ef 2.20). "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11). Se Jesus é o fundamento, este fundamento pode cair?

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Ef 6:11-12)

Marco Antonio da Silva Filho

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Referências

Josh McDowell e Don Stewart. Entendendo o oculto;

Revista Defesa da Fé. Ano 5, nº 30;

http://www.apsatanismo.org

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um cordel sobre o Natal


Textos: Euriano Sales
Ilustrações: Meg Banhos
Locução e Edição: Euriano Sales
Trilha: Sa Grama

sábado, 3 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — Ioga: prática religiosa disfarçada

O disfarce da ioga

Geralmente, a ioga é apresentada como simples práticas de exercícios corporais que serão úteis para a melhoria do corpo e da mente. Contudo, veja o que os autores do livro "Manual Prático de Ioga" escreveram: "a ioga é tão diferente da ginástica ocidental como o fogo o é da água"; e ainda: "antes de tudo, a ioga não é mais do que uma ginástica, embora proponha exercícios. A ioga é, antes de qualquer coisa, um 'estado de espírito'".

A ioga tem sua origem na Índia, no hinduísmo. Portanto, sofre variações e possui várias modalidades, porém todas procuram uma solução para mente, corpo e espírito no próprio interior do praticante. Todas elas estão buscando cura e libertação em si mesmos, e não em Deus, o Todo-Poderoso. O cristão deve, então, permanecer longe dessa prática e buscar refúgio somente em Jesus Cristo.

O verdadeiro cristão foge!
A ioga, desde sua origem na Índia, está associada a poderes ocultos e mágicos. Mircea Eliade, autoridade em ioga, escreve: “Na Índia um iogue foi sempre tido como mahsiddha, um que possui poderes ocultos, um bruxo. Entre essas capacidades está o poder de alcançar qualquer objeto a qualquer distância, uma vontade irresistível, poder sobre os elementos e a realização de suas vontades”.

Cuidado! Não pode existir uma "ioga cristã" ou uma "ioga cristianizada", pois tanto a origem, quanto os princípios da ioga se chocam com a Palavra de Deus. Então fuja dessas práticas que não agradam a Deus, e não honram a Palavra dEle.

Os enganos da ioga
Os orientadores dos cursos de ioga, os iogues, apresentam meios de cura, alívio e descanso, seja para alma ou para o corpo, mas que não são verdadeiros. Será que todos não precisamos dessas coisas? O problema é que tais coisas não podem ser obtidas em nós mesmos, mas somente em Deus. Aqueles que estão desavisados acabam caindo nos ensinos dos iogues, que são contrários a Palavra de Deus:

O hinduísmo vê a ioga como uma coleção de métodos destinados para libertar a alma humana de tudo que é terreno com o auxílio de exercícios físicos, técnicas respiratórias e meditações. Esta libertação consiste em a alma do homem, seu ego real (atmã) ser idêntico ao espírito universal (Brama). Conclui-se que, na ioga indiana, a alma humana, em sua natureza e substância, é unida com o divino. A ioga afirma a deificação do homem. Na ioga, não há um Deus pessoal; o homem não é um ser criado à imagem de Deus e que é decaído. Na ioga o homem é o próprio Deus. Entretanto, nós sabemos que há somente um Deus, um Deus que criou todo o universo, e que não há outro semelhante a Ele: "Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus" (Is 44.6).

Através de suas práticas, a ioga promete aos seus adeptos o alcance de seus objetivos: "alegria, harmonia completa e consciência absoluta; um estado de 'deus-consciência'". A ioga promove a auto-redenção: "Você pode se salvar, você pode se libertar, encontre a felicidade em si próprio!" Mas nós sabemos que nenhum ser humano pode salvar-se por seus próprios esforços. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). Somente Jesus Cristo pode salvar o homem: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (At 4.12).

Conforme a antiga doutrina do hinduísmo, a alma não purificada do homem, por conta de suas ações passadas (carma), é forçada a entrar em um novo ventre materno e nascer de novo. Apenas, dizem eles, quando a alma humana consegue, por si própria, purificar-se e atingir a libertação, fica livre de próximas reencarnações. A Bíblia ensina que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27). Além disso, o ser humano só poderá ser verdadeiramente liberto de tudo o que desagrada a Deus quando conhecer a Jesus Cristo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8.32,36).

Veja um trecho do artigo da Revista Defesa da Fé (nº 37) sobre a ioga: "Sendo seres pecaminosos, jamais teremos poder para nos redimir por meio de exercícios físicos e mentais, através dos quais possamos elevar-nos mais e mais, a ponto de chegarmos à posição de 'homens-deuses'. Todo aquele que é da verdade sabe que não tem um bom 'ego real' aprisionado dentro de si; ao contrário, sabe que é, por natureza, um prisioneiro de seu pecado e de Satanás, e que precisa ser liberto de tal prisão. Nunca precisará descobrir seu 'ego divino' para que alcance redenção, porque já reconheceu seu próprio ego na verdade e verificou ser ele mau (Gn 8.21). Ele está ciente da realidade do pecado e da culpa, bem como de sua necessidade de um Salvador – e tem um Salvador em Jesus Cristo.

Na verdade, Jesus se fez homem e morreu na cruz por nós para nos redimir de nosso 'ego real', o ego decaído, que é a sede de todo mal, orgulho, egoísmo e de todas as inclinações pecaminosas. Através de seu sangue derramado, e de seu ato de redenção, ao exclamar 'Está consumado', Cristo derrotou o pecado e Satanás. Aquele que crê em sua redenção e entrega seu velho homem para ser crucificado com Cristo, levantar-se-á como um novo homem, um ser redimido. Somente Jesus, o Filho de Deus, tem o poder de realizar isso em nós. Um verdadeiro cristão move-se ao redor de Jesus e acha nele sua mais profunda realização. Jesus é tudo para ele. Vive com Jesus e o segue; sua meta única é estar com Ele para sempre em seu reino."

O verdadeiro alívio emocional está em Cristo
Quem possui a alma sem descanso e atribulada, aparentemente sem solução, não possui outra saída, não possui outro caminho a não ser Jesus, que disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14.6).

Quem quer descanso para sua alma só possui uma alternativa: aceitar o convite de Cristo:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" Mt 11.28-30).

Marco Antonio da Silva Filho


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Referência:
Revista Defesa da Fé. Ano 5 - nº 37.