domingo, 18 de setembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — O caminho para o céu

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13,14).

Chegar ao céu – o maior objetivo

Depois de lermos o que Cristo falou acerca dos dois tipos de justiça; dos dois tesouros; dos dois senhores e das duas maneiras de aguardar o amanhã chegamos ao ensino dos dois caminhos.

A ideia de dois caminhos reaparece em duas grandes obras do século I: Didaquê e Epístola de Barnabé. “Há dois modos, um de vida e um de morte, mas uma grande diferença entre os dois modos” (Didaquê). Dois são os caminhos, porém, somente pode-se seguir por um: ou pelo que leva à perdição, ou pelo que leva à vida (Mt 7.13,14).

As duas portas e os dois caminhos

As alternativas a serem escolhidas pelo homem são comparadas a dois caminhos, a duas portas.

Há o caminho espaçoso (a porta larga). Não é necessário deixar nada para trás para seguir por ele, nem mesmo os pecados, nem o orgulho, nem ódio, nem violência, etc. Esse caminho é fácil de ser encontrado e seguido. Por isso, muitos o trilham. Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte (Pv 16.25).

Existe também o caminho apertado, difícil (aporta estreita). Para segui-lo é necessário negar-se a si mesmo. Muita coisa deve ser deixada para trás para se trilhar esse caminho: o velho homem não vai junto, somente uma nova criatura. A bagagem necessária é a própria cruz (Lc 9.23).

A estreiteza da porta e do caminho para a salvação

O caminho que conduz à vida é estreito, tal qual é a sua porta (Mt 7.14). É o caminho considerado difícil. Não é um caminho de facilidades, sem lutas, sem dor. Cristo nos disse que no mundo passaremos por aflições, mas devemos ter bom ânimo (Jo 16.33). Paulo “ia fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus (At 14.22). (Paulo fez isso após ter sido apedrejado).

Entretanto, quem segue pela porta estreita tem plena certeza de que a sua leve e momentânea tribulação produz para ele eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4.7).

O significado da estreiteza da porta e do caminho

Sendo estreito o caminho, não é possível levar tudo e todos. Muitas vezes é necessário deixar amigos, familiares e bens. Porém mesmo tendo que renunciar muitas coisas, aquele que escolhe o caminho estreito sabe que Jesus disse: “todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.29)

O caminho para o céu é a obediência

Fica bem claro em Deuteronômio 30.15.19: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.

A garantia de entrarmos no céu

Jesus disse: “Eu sou a porta” (Jo 10.9), Disse também: “Eu sou o caminho” (Jo 14.6). Jesus Cristo é a porta, Ele é o único caminho verdadeiro que conduz à vida, que conduz à Deus.

Seguindo a Cristo, temos a certeza de que chegaremos a Deus, de que chegaremos ao céu. O próprio Jesus garantiu isso: “passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mc 13.31).

Marco Antonio da Silva Filho

Referência

John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte.

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