sábado, 13 de agosto de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — Oração e jejum: as armas do cristão

"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará" (Mt 6.6).

A oração

A oração cristã, que é a comunicação com Deus, inclui todas as atitudes do nosso espírito (louvor, adoração, ações de graça, arrependimento, confissão, intercessão, petição e consagração). Estamos orando quando louvamos, quando agradecemos, quando pedimos, e também quando confessamos. A oração dos retos é o contentamento do Senhor, mas ele abomina o sacrifício dos perversos (Pv 15.8).

a) A oração verdadeira não é um rito. A oração não é apenas a repetição vã de palavras. A oração do cristão não é mecânica. Jesus disse: "orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos" (Mt 6.7). O Senhor está próximo daqueles que têm o coração quebrantado (Sl 34.18). Invocar ao Senhor não requer uma linguagem rebuscada, bem complicada. John Bunyan, autor do famoso livro O Peregrino, disse: "Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração".

b) A oração verdadeira é pessoal. "E quando orares não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens" (Mt 6.5). Então é errado orar publicamente? Não! Se fosse, o que seria dos cultos públicos. Veja o que Paulo disse a Timóteo: "Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas" (1 Tm 2.8), sabendo que isso deve ser feito "sem ira e sem animosidade". Jesus fala contra a motivação real dos hipócritas, que era aplausos e fama. Eles queriam isso e conseguiram, então, "já receberam sua recompensa".

O modelo da oração verdadeira

Jesus nos mostrou um modelo de oração, não para repeti-lo várias vezes, como um ritual, mas para mostrar o que a nossa oração deve ter, o seu objetivo:

1. Reverenciar e exaltar a Deus: "Pai nosso, que está nos céus, santificado seja o teu nome"
2. Buscar a vontade de Deus: "Venha o teu reino"
3. Reconhecer a dependência de Deus: "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje"
4. Almejar a pureza e santidade: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim com nós temos perdoado aos nossos devedores"

A importância do verdadeiro jejum

Jejum é a abstinência parcial ou total de alimentos por certo tempo. O jejum é voluntário, não forçado. A prática do jejum não atinge seu objetivo quando é feita com exibicionismo. Assim faziam os fariseus: jejuavam duas vezes por semana (Lc 18.12), na segunda e na quinta-feira, porém sua motivação não era nobre. O jejum deve glorificar a Deus, não pode ser feito somente com interesses próprios (Is 58.3-7). A prática do jejum fazia parte da igreja primitiva (At 13.2,3; 14.23). O jejum, juntamente com a oração, é praticado pelos cristãos, sendo uma maneira de demonstrar submissão e amor a Deus.

Marco Antonio da Silva Filho

Disponível também no Portal ADALAGOAS


Referências

Buckland. Dicionário Bíblico Universal;

Ivaldo Cruz e José Antônio dos Santos. Pequeno Dicionário de Teologia e Temas Bíblicos;

Dicionário da Bíblia de Almeida;

J. Dwight Pentecost. O Sermão da Montanha.

http://www.estudosdabiblia.net/d17.htm

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