quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lutero e Satanás

Certa ocasião, Martinho Lutero teve um sonho notável. Sonhou que Satanás apresentava-lhe um grande pergaminho enrolado, o qual foi logo tratando de estender, desenrolando-o. Era muito largo, muito comprido e todo escrito com letra pequena.

Satanás, então, convidou-o a ler o que ali se encontrava. Lutero obedeceu percebendo, no entanto, ser aquilo uma relação dos pecados por ele cometidos. Por isso, teve que confessar ser a pura verdade. Procurou em vão, se havia alguma discrepância ou engano. Acabando de examinar o documento com muito cuidado, perguntou a Satanás: — Está completa a relação? — Não — respondeu seu inquiridor — falta mais um outro tanto ainda. — Bem — disse Lutero — quero ver a relação total.

Lá se foi Satanás.

Algum tempo depois estava de volta, trazendo outro pergaminho. Lutero o pegou, examinando de perto todos os seus dizeres, que vinham a ser prova inegável de sua criminalidade aos olhos de Deus.

Havendo sentido a exatidão rigorosa da terrível relação, perguntou de novo a Satanás: — Está completo? Não falta nada? — Não falta nada — disse Satanás. Lutero então disse: — Toma tua pena e escreve com tinta vermelha, através dos dois libelos acusatórios estas palavras: "O sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, me purificou de todo pecado".¹


"Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 Jo 1.8,9)


Marco Antonio da Silva Filho


¹ Extraído do livro "Ilustrações - Jogando luz no sermão, de Josué Gonçalves.

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