sábado, 16 de julho de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — O relacionamento com o próximo

A terceira lição do trimestre trata sobre o relacionamento com o nosso próximo. No sermão do monte Jesus nos ensinou sobre esse relacionamento.

Uma visão distorcida


A mensagem de Cristo não é um evangelho farisaico. Os fariseus procuravam seguir rigorosamente a Lei de Moisés e as tradições e os costumes dos antepassados, mas negligenciavam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt 23.23). O fariseu valorizava o exterior, esquecendo-se do interior. Em Marcos 11.12-14 está escrito que Jesus procurou frutos em uma figueira, mas encontrou apenas folhas. Os frutos dizem respeito ao homem interior, as folhas aludem à aparência. Jesus não amaldiçoou a figueira porque não tinha folhas, mas porque não tinha frutos. O olhar farisaico difere muito do olhar de Cristo.

A vida deve ser respeitada


Na interpretação da Lei, segundo os fariseus, quem não chegasse ao ponto de tirar a vida de alguém, seria inocente do mandamento "Não matarás". Porém, Jesus nos ensinou que a proibição inclui palavras e pensamentos, ira e insultos, além do homicídio propriamente dito. Está sujeito a julgamento tanto quem tira a vida, quanto o que, sem motivo, se ira contra seu irmão (apesar de aparecerem em vários manuscritos gregos, as palavras "sem motivo" não aparecem nos melhores). O assassino não é só aquele que fere com uma arma física, mas também , aquele que fere com os sentimentos e palavras. Por esse motivo, o apóstolo João escreveu: "Todo aquele que odeia seu irmão é assassino" (1 Jo 3.15).

A ofensa deve ser reparada


Se o "assassinato" ocorrer, em proporções de insultos e desentendimentos, o que deve ser feito é uma reconciliação. Antes de oferecermos a nossa oferta, precisamos estar em paz com nosso próximo. O erguer de nossas mãos é como uma oferta ao Senhor. Davi disse: "Seja o erguer de minhas mãos como a oferenda vespertina (Sl 141.2, ARA). Nós levantamos as mãos em oração (1 Tm 2.8), e em oração louvamos, pedimos, confessamos, agradecemos, adoramos a Deus. Isso significa que não podemos louvar, pedir, confessar, agradecer, ou adorar a Deus se estivermos com intrigas com o próximo. Portanto a reconciliação deve ser imediata.

Faça as pazes imediatamente

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.31,32). Além disso, o sol não deve se por sobre a vossa ira (Ef 4.26). Reconcilia-te logo com o teu irmão, se houver alguma desavença.

“Enquanto estás no caminho”

Fazer as pazes não deve ser uma ação demorada a acontecer, mas ainda “enquanto estás no caminho”, antes de chegar a um julgamento. Magoar, ofender, insultar alguém e permanecer em uma situação de inimizade pode levar a sérias conseqüências. Então, entre em acordo depressa, “enquanto estás no caminho”.

Antes que “te encerrem na prisão”

“Quando, pois, vais com teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te encerre na prisão. Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o último ceitil” (Lc 12.58,59) Quando culpado, o condenado deverá cumprir a sua pena, “até o último centavo”. Por isso está escrito: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm 13.8).

Jesus x fariseus

"Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus." (Mt 5.20). Os fariseus achavam que uma obediência externa era suficiente, mas o Senhor quer mais do que o exterior, pois o Senhor vê o coração (1 Sm 16.7). Deus não apenas se preocupa com o ato exterior, mas com a atitude que gera o ato.

Dando testemunho

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens” (Mt 5.16). Os cristãos brilham, mas por causa da luz de Cristo (Jo 12.46). Portanto, “Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz” (Jo 12.36). E ainda, “quem pratica a verdade vem para luz, a fim de que suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus (Jo 3.21). Quando os homens verem nossas boas obras, glorificarão o nosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16).

Marco Antonio da Silva Filho

Referências

Paul Earnhart. O Sermão da Montanha Extraindo os Tesouros das Escrituras: Exposições Práticas;

John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte;

J. Dwight Pentecost. O Sermão da Montanha;

Ciro Sanches Zibordi. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria.

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