sábado, 28 de maio de 2011

Lições Bíblicas Juvenis - A política de cada dia

A lição deste fim de semana irá tratar sobre política. Mesmo 2011 não sendo um ano de eleições, a política está sempre presente. Os alunos juvenis estão numa idade em já estão iniciando uma vida de eleitores. Portanto, devem saber que "quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira" (Pv 29.2).

Política x Politicagem

Muitos, quando ouvem falar de política, já associam a algo mau. Isso acontece devido aos políticos que não procederam de forma honrosa que temos visto durante a história da humanidade. Segundo o Dicionário Houaiss, política é a "arte ou ciência de governar" ou a "arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados". Em qualquer povo, em qualquer nação há política. Já imaginou uma nação sem um governante? Sempre existe alguém no governo, alguém na liderança.

Até mesmo na igreja, a política está presente. Um exemplo é o Concílio de Jerusalém. No qual, a questão era se os gentios podiam ser salvos sem a circuncisão e o legalismo mosaico. Tiago tomou a palavra e disse: "Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue" (At 15.19,20). A importância do primeiro concílio da igreja consiste em "ter salvo o evangelho da mistura judaica, firmando assim o cristianismo em seu caminho como movimento espiritual universal que transcendia todas as barreiras sociais, raciais e religiosas, oferecendo regeneração espiritual a todos que cressem".¹

Podemos ver que a política não é algo ruim. O ruim é a politicagem, que é a política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes. É a politicagem que engana, que mente, que é corrompida. É a politicagem que não se importa com os outros.

Quando o homem assumiu o governo

Israel tinha o próprio Deus como rei. Deus governava sobre os israelitas. Mas eles rejeitaram o governo teocrático, disseram a Samuel: "constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações" (1 Sm 8.5). Esse pedido não agradou a Samuel, muito menos a Deus. O Senhor advertiu-os que, com um rei, eles estariam sujeitos a perder filhos e filhas para servirem o rei, animais, campos, colheitas e bens. Mesmo assim, o povo não atendeu e clamou por um rei. A monarquia, então, foi estabelecida em Israel.

Quando os justos dominavam, então estava tudo bem, mas quando homens desobedientes, que não eram tementes a Deus assumiam o poder, o sofrimento reinava junto. As consequências que Deus falou se cumpriram, e não muito tempo depois; é o que vemos em 1 Samuel 12.16-25.

Política é coisa séria!

É preciso julgar bem para votar em alguém. Se todos fossem crentes, seria bom, pois todas as leis estariam de acordo com a Bíblia. Mas o político evangélico deve se preocupar não só com as necessidades espirituais, mas também com as necessidades materiais do povo. Veja alguns requisitos que devem ser analisados nos candidatos:

  • Testemunho exemplar;
  • Capacidade intelectual;
  • Vocação para a vida pública
  • Que não seja comprador de votos; se ele infringe a lei sendo candidato, como será quando for eleito? Com certeza, ele irá querer recuperar tudo o que gastou.

Depois de eleito, ele deve apresentar-se:
  • No rumo do amor, da verdade e da justiça social;
  • Não acomodado ante a corrupção, a exploração ou opressão do povo;
  • Não atuante numa linha extremista de agitação e radicalização;
Se for evangélico, que ele ame a Bíblia Sagrada e traga no coração e na consciência as marcas de Jesus Cristo.

Se ele já foi eleito, observe se ele apresenta defeitos como: Fraco e incoerente como Arão (Êx 32.1-4); desobediente como Saul (1 Sm 15.10-29); fácil de ser envolvido como Acabe (1 Rs 21.25) ou subornado como Balaão (2 Pe 2.15,16).

Caso o candidato eleito não seja o que você escolheu, mesmo assim, ore por ele. É um dever nosso, como cristãos: "Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade" (1 Tm 2.1,2).

Marco Antonio da Silva Filho

Referências:
¹ Manual Bíblico Unger, São Paulo: Vida Nova, 2006
Liderança, contextualização e ação sócio-política da Igreja. Pr. Ednilson Barbosa. Seminário para líderes cristãos: Padrões Bíblicos de Liderança. FAFITEAL.


Disponivel também no Portal ADALAGOAS

3 comentários:

  1. Parabéns pelo blog, continue assim evangelizando. Muito bons os seus artigos.

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  2. Muito bom o conteúdo, Deus te abençõe.

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