terça-feira, 26 de abril de 2011

Meu Deus! Por quê?!

Conta-se que na época da construção da extensa muralha da China, a partir do século III a.C., período da dinastia Chin, o imperador responsável pela construção era um homem muito cruel. Milhares de pessoas morreram nesse pesado trabalho e seus corpos foram soterrados.

Havia, entre os moradores da região, um velho chinês sábio que possuía somente dois bens na vida: um filho e um cavalo; amando muito a ambos. Um dia, entretanto, seu cavalo fugiu. Sabendo disso, os anciãos da aldeia vieram consolá-lo, dizendo:
— Que infelicidade que seu único cavalo tenha fugido.
O velho olhou-os e retrucou:
— Como vocês sabem que isso foi uma infelicidade?
Dias mais tarde, o cavalo voltou, trazendo consigo outros seis cavalos. Aí a riqueza desse homem aumentou e os anciãos da aldeia vieram correndo lhe dizer:
— Parabéns, realmente foi uma felicidade seu cavalo ter fugido. Agora você tem sete cavalos!
O chinês pensou, olhou-os como antes, e respondeu:
— Como é que vocês sabem que isso foi uma felicidade?
Na mesma tarde, seu filho único resolveu domar os cavalos e caiu, machucando-se e ficando aleijado para sempre.
Novamente, os anciãos, já um pouco confusos, se reuniram em torno do sábio e disseram:
— Que infelicidade que seu único filho não possa mais andar!
E o chinês respondeu-lhe da mesma maneira:
— Como vocês sabem que isso é uma infelicidade?
Intrigados e irritados, os anciãos foram embora.
No dia seguinte, os soldados do imperador vieram à aldeia e levaram todos os jovens para trabalhar na construção da terrível muralha. O único que não foi levado foi o filho aleijado do velho camponês sábio.
Então, os anciãos da aldeia entenderam a sabedoria do outro e voltaram-se a ele, dizendo-lhe:
— Que felicidade que seu único filho não foi levado para construir a muralha.
E, mais uma vez, o velho homem olhou demoradamente para seus amigos. Diante disso, não foi preciso dizer-lhes nada. Nenhum deles voltou a fazer considerações precipitadas.

Ao longo do seu ministério terreno, Jesus nos lembrou que não devemos nos precipitar em concluir os fatos nem vivermos ansiosos pelo futuro por conta dos acontecimentos do dia-a-dia. Ele disse: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" (Mt 6.34).*

Muitas pessoas, ao passar por uma situação difícil, quando se veem em aperto, já questionam: "Meu Deus! Por quê?!" ou "Por que o Senhor permitiu isto?!" Tomam conclusões precipitadas. Que possamos aprender a não tomar conclusões antes do tempo. Devemos lembrar que Deus sabe de tudo que acontece e tem o controle sobre todas as coisas: "Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam" (Sl 24.1).


Marco Antonio da Silva Filho


*Ilustração extraída da revista Defesa da Fé, Ano 8, nº 60, setembro de 2003

2 comentários:

  1. Glória a Deus pela sua vida, Bixxxxpo!
    Tamanha inspiração bíblica não nos deixa restar dúvidas: Cristo em nós a esperança da glória.

    Amigo, continue sendo fonte inesgotável da busca pela presença d'Ele e esclarecendo o Evangelho de forma simples e clara, cumprindo o Ide.

    God bless, brother.
    Na paz do Amado Salvador,

    Lucas Neves

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  2. Lucas, meu irmão Arcebixxxxpo!
    Deus te abençoe!

    "O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja convosco" (2 Tm 4.22)

    Marco Antonio

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