quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — A febre dos anjos



O culto aos anjos

"Tem anjo aqui, tem anjo ali, tem anjo lá"; "Anjos, anjos poderosos, guardando ninguém pode destruir"; "Já vejo anjo querendo aqui batizar"; "Parte dos anjos saiu para curar"; "Anjos me livram todo instante do astuto tentador"; "Quando os anjos passeiam a igreja se alegra, ela canta, ela chora e congrega"; "Eu tenho um anjo de luz que me conduz".

Todas as citações acima são trechos de canções do repertório de cantores gospel. Podemos notar a posição que os anjos possuem em muitos "louvores cristãos". Os cultos que possuem músicas como as citadas acima deixam de ser cristocêntricos e passam a ser angelocêntricos: a ênfase não é mais em Cristo; passa a ser nos anjos.

O perfil dos angelólatras

O apóstolo Paulo alertou: "Não aceiteis que alguém seja árbitro contra vós, fingindo humildade ou culto aos anjos, fundamentando-se em visões, ostentando a inútil arrogância do seu conhecimento carnal. Trata-se, pois, de uma pessoa que não está unida à Cabeça, a partir da qual todo o Corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o crescimento concedido por Deus" (Cl 2.18,19, KJA).

Então, por que se fala/canta tanto sobre anjos? As pessoas, geralmente, ficam fascinadas por seres angelicais. Falar em anjos chama a atenção, gera fascínio e promove sucesso.

Não seria melhor mudar as letras das canções citadas para algo como: "O Senhor está aqui"; "Deus Todo-Poderoso"; "Jesus Cristo é poderoso para batizar e curar"; "Deus me livra do astuto tentador"; "Quando o Senhor está presente a igreja se alegra, ela canta, ela chora e congrega"; "Eu tenho o Pastor Jesus que me guia e conduz"? Poderiam não chamar tanta atenção.

Certa vez o apóstolo João quis adorar um anjo, mas recebeu a seguinte resposta do mesmo: "Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus" (Ap 22.9). Nossa perspectiva, na adoração, deve estar em Deus. O Senhor deve ser nosso foco; e mais ninguém.

Os angelólatras, além de exaltar os anjos mais do que a Deus, baseiam-se em suas experiências, mesmo que estas não estejam de acordo com a Palavra de Deus. Com isso, estão desprezando a Palavra que é "proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Tm 3.16).

Conceitos errados sobre os anjos

Quem pode nos dizer o que é correto e o que é errado acerca dos anjos é a Bíblia Sagrada. As Escrituras não compartilham muitas das ideias que são pregadas sobre os anjos. Veremos que o erros não se resumem a adoração a anjos, porém há outras más concepções:

Anjos trazendo o evangelho — Foi assim que originou-se a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias: Joseph Smith, fundador do mormonismo, disse ter recebido a visita do "anjo" Moroni, o qual indicou-lhe o local onde estariam enterradas placas — no monte Cumora, perto de Palmyra, Nova York — que supostamente falavam dos antigos habitantes do continente, e também da "plenitude do evangelho eterno". Este relato conta de um anjo que traz um "outro evangelho". Paulo escreveu aos Gálatas: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema" (Gálatas 1.8). Aos homens foi dada a missão de pregar o Evangelho, e não aos anjos (1 Pe 1.12).

Oração à anjos — Devemos orar ao "Pai nosso" em "nome de Jesus" (Mt 6.9; Jo 16.23). Na Bíblia, não vemos ninguém dirigindo orações a anjos, nem pedindo por anjos. As orações são feitas a Deus, mesmo que isso possa resultar em uma intervenção angélica. Quando homens e mulheres de Deus receberam a visita de anjos, eles nem chamaram os anjos, nem pediram por eles; porém Deus os enviou (At 27.23,24).

Se for anjo então é bom — "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus" (1 Jo 4.1), nos recomenda apóstolo João. Somos alertados também que "o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" (2 Co 11.14). Parte dos anjos se rebelou (Ap 12.4,7) e está se passando por "anjos de luz" e enganando os homens. Pessoas têm se envolvido com anjos, mas anjos malignos.

Crentes mandam em anjos — Na Bíblia, apenas Deus é chamado de "o Senhor dos Exércitos" (Is 6.3,5). Somente Ele é quem dá ordens aos anjos. Quando alguém tenta mandar em anjos, dizendo a eles o que fazer, está querendo tomar o lugar do Senhor dos Exércitos! Os anjos só obedecem a Deus (Sl 103.19-21).

Portanto, não vamos aprovar o que a Bíblia desaprova. Nós sabemos que os anjos são espíritos que servem a Deus e ajudam os salvos (Hb 1.14), contudo, vamos manter nosso foco em Deus, o Senhor dos Exércitos. Que a Palavra de Deus — lâmpada para nossos pés; luz para nosso caminho — nos conduza.

Marco Antonio da Silva Filho


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Referências:

Revista Defesa da Fé. Ano 8. Nº 58;

Dicionário da Bíblia de Almeida, SBB.


RINALDI, Natanael; ROMEIRO, Paulo. Desmascarando as Seitas. CPAD.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — Os disfarces do Espiritismo

O que é o espiritismo?

Combinando as definições de alguns dicionários, pode se dizer que "É uma doutrina filosófico-religiosa baseada na crença da comunicação entre os vivos e os mortos, por meio da mediunidade". A tentativa de comunicar-se com os mortos não é recente, mas faz parte da tradição de vários povos: egípcios, caldeus, hindus, assírios, etc. O espiritismo moderno apenas dá uma continuidade das práticas ocultistas desse povos.

Em 1848, em Hydesville, Nova York, houve uma ascendência do espiritismo, promovido pelas irmãs Kate e Margaret Fox. Na casa onde morava a família Fox estavam acontecendo coisas estranhas: golpes em portas, objetos mudavam de lugar; tudo isso assustava as crianças. Nessa data, Margaret tinha 14 anos e Kate 11. No dia 21 de março de 1948, Kate resolveu desafiar o poder invisível: estalava os dedos e era repetido, fazia perguntas e com batidas era respondida — afirmativo: dois toques; negativo: um toque.

Essas meninas tornaram-se médiuns e ficaram conhecidas em várias partes do mundo. Porém, trinta anos depois, Margaret denunciou publicamente o espiritismo e seu  conjunto de truques. Mostrou a falsidade de tudo quanto fizeram — ela e a irmã. Kate estava presente e confirmou o que a irmã falou. Entretanto, o espiritismo moderno já havia se espalhado por vários continentes.

A religião espírita

O espiritismo, inicialmente, não se declara como religião. "O espiritismo é antes de tudo, uma ciência, e não cuida de questões dogmáticas", dizem eles. Pode-se entender tal afirmação observando-se que quem tem uma religião não migrará para outra tão facilmente. Portanto, é um meio de ganhar simpatizantes.

Quando já existe um envolvimento com suas crenças, logo declaram: "Aproxima-se a hora em que terás de declarar abertamente o que é o espiritismo e mostrar a todos onde está a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. A hora em que, à face do Céu e da Terra, deverás proclamar o espiritismo como única tradição realmente cristã, a única instituição verdadeiramente divina e humana" (Obras Póstumas, Obras Completas. Editora Opus, 2º edição especial, p. 1210). Esta declaração não só toma o espiritismo como religião, como também o verdadeiro cristianismo.

Será que o espiritismo pode se declarar como sendo o verdadeiro cristianismo? O verdadeiro cristianismo é conforme a Bíblia. O espiritismo é baseado na Bíblia? Vejamos suas doutrinas fundamentais:

Doutrinas fundamentais do espiritismo

Podemos chamar de doutrina espírita o conjunto de princípios básicos, codificados por Allan Kardec, que constituem o espiritismo.

a) Comunicação com os mortos — 1 Samuel 28 mostra que é possível conversar com os mortos? Certamente não: o versículo 6 diz que Saul consultou ao Senhor, mas o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos (revelação pessoal), nem por Urim (revelação sacerdotal), nem por profetas (revelação inspiracional da parte de Deus). Portanto, não poderia ser o Senhor falando através de Samuel. A palavra médium (heb ob), também é traduzida por "espírito adivinhador" ou "espírito adivinhador"; invocar e consultar os mortos é um pecado abominável: no Antigo Testamento, quem tivesse essas práticas mereciam a pena de morte (Lv 20.27). Além disso, as profecias do suposto Samuel foram ambíguas e não se cumpriram: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus, mas apenas passou pelos filisteus, se suicidou (1 Sm 31.4) e caiu nas mãos dos homens de Jabes-Gileade (1 Sm 31.11-13). Nem todos os filhos de Samuel morreram ("tu e teus filhos", 1 Sm 28.19), pelo menos três ficaram vivos: Isbosete, Armoni e Mefibosete (2 Sm 2.8-10; 21.8). Além de outras ambiguidades e não cumprimentos.

Então, se não foi Deus, quem respondeu a Saul? Os mesmos que respondem as invocações mediúnicas atuais: espíritos enganadores: demônios! Por isso a consulta aos mortos é proibida por Deus. "Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios" (1 Co 10.21).

b) Reencarnação, Carma, Sofrimento humano — Allan Kardec define a reencarnação, dizendo: "A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia de justiça de Deus..." (O Livro dos Espíritos). Ele diz isso pois acredita que todo mal praticado deve ser pago com sofrimento e com boas obras. O espiritismo também diz: quando sofremos é porque merecemos; quando fazemos sofrer é porque aquele que sofreu mereceu. Assim, segundo eles, podemos praticar o mal, pois assim só estamos "dando o que merecem". Porém, conforme a Bíblia, todo aquele que praticar obras de impiedade será julgado segundo elas (Jd 15).

c) Salvação por boas obras — "Fora da caridade não há salvação", diz o espiritismo. Não são boas obras, boas ações que garantem a salvação do homem. O homem não pode salvar-se sozinho, com seus próprios esforços. Está escrito: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). O homem será salvo quando se arrepender de seus pecados e crer em Jesus Cristo e em sua obra redentora (At 16.31; Rm 10.9).

A Bíblia e a reencarnação

Reencarnação, pode-se dizer que é tornar a tomar corpo. É a doutrina central do espiritismo. Na Bíblia, não vemos, em qualquer ocasião, alguma reencarnação. O que acontece é que muitos espíritas tentam distorcer as Escrituras. Por exemplo: João 9.2: "Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?". Os espíritas dizem: "isso prova que os discípulos criam na reencarnação". Qualquer que foram as ideias dos discípulos acerca da reencarnação, Jesus não compartilhou essa ideia, Ele disse: "Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus" (Jo 9.3). Essa declaração de Cristo também refute a ideia de que todo sofrimento e infelicidade decorrem do pecado pessoal.

Nascer de novo não é reencarnar

Os espíritas dizem que o novo nascimento que Jesus falou em João 3.3-5 se refere a reencarnação. Veja o que os autores do livro "Desmascarando as Seitas" escreveram acerca desta declaração espírita sobre o novo nascimento: "A expressão 'nascer de novo' (do grego anotheum) significa nascer do alto, nascer de cima, por obra e graça do Espírito Santo, mediante a Palavra (cf. Jo 15.3; Ef 5.26). A Bíblia afirma que Deus 'nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo' (Tt 3.5). Jesus estava falando da regeneração, uma mudança interior que diz respeito às disposições íntimas da alma; nunca se referiu ao corpo. Ora, daí o equívoco de Nicodemos: ele pensava que o homem depois de velho viesse a renascer fisicamente, no que foi logo dissiduado pelo Senhor (1 Co 6.11; Ef 4.23,24; Cl 3.9,10; Tt 3.3-6)".

Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9.27).

Marco Antonio da Silva Filho

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Referências

RINALDI, Natanael; ROMEIRO, Paulo. Desmascarando as Seitas. CPAD.

Série Apologética, Vol. II. ICP

Bíblia Shedd. Vida Nova.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — As sutilezas do satanismo

O satanismo possui vários modelos, também pode ser dividido em satanismo tradicional e satanismo moderno. O tradicional é marcado por grupos e reuniões secretas, além disso, está associado a magia negra, ritualismo e culto ao diabo.

O precursor do satanismo moderno foi Anton Szandor La Vey. Ele se esforçou no estudo no ocultismo e deu início a reuniões para difundir suas ideias a respeito de bruxaria e sexo. Ficou conhecido ao batizar sua filha de três anos em ritual satânico e dirigir funerais de membros de sua igreja. Fundou sua igreja, Church of Satan (Igreja de Satanás), em 1966, chegando a rapar seu cabelo em um ritual. Três anos depois, em 1969, La Vey escreve a Bíblia Satânica, que contém instruções, observações sobre rituais e práticas que serviram para fundamentar sua igreja.

O satanismo tem sido amplamente divulgado através da TV, internet, músicas, etc. Um das principais formas de envolvimento com o satanismo é a música, através das bandas metálicas, principalmente as de death metal. As músicas despertam a curiosidade e, então, por meio da internet, um compromisso com o satanismo é firmado. Os filmes também são um meio de divulgação: La Vey disse que o filme "'O Bebê de Rosemary' foi o mais bem pago comercial em benefício do satanismo desde a inquisição". Um alto sacerdote da Primeira Igreja de Satanás em Salém, EUA, disse acerca do filme "Harry Potter": "Harry é um enviado dos deuses para a nossa causa".

O satanismo de La Vey possui nove pontos básicos conhecidos também como As Nove Afirmações Satânicas:


1. Indulgência em vez de abstinência. O satanismo moderno afirma não crer em qualquer divindade, mas que o homem deve ser exaltado. A Associação Portuguesa de Satanismo (APS) declara: "Para o Satanista, deus, o diabo, anjos e santos não passam de fragmentos da personalidade de cada um. (…) O Satanismo não é a adoração do diabo ou uma versão oposta ao Cristianismo, mas sim a exaltação do 'Eu'." A busca pelo prazer é uma marca do satanismo, ele prega tolerância e que o importante é não se privar do que te dá prazer.

Devemos rejeitar as obras da carne, que são agradáveis ao homem carnal, porém são desaprovadas por Deus. Vamos seguir o exemplo de Moisés, que rejeitou "usufruir prazeres transitórios do pecado" (Hb 11.25). Sim, é um prazer transitório, que logo passa. O melhor é ser transformado pelo Espírito de Deus (Gl 5.22,23) e estar na presença de Deus, onde há plenitude de alegria, e na sua destra, prazeres eternos (Sl 16.25).

2. Existência vital. Segundo a APS, "Não lhe é exigido nada além de que viva a sua vida o melhor que puder, porque não sabe se vai ter uma segunda oportunidade". A Bíblia afirma que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27). Há uma eternidade após esta vida, contudo onde passaremos esta eternidade será decidido por qual caminho escolhemos nesta vida: o estreito ou o largo (Mt 7.13,14). Somente Jesus Cristo é o Caminho que conduz a vida eterna. O caminho pecaminoso conduz à perdição e à morte (Pv 16.25; Rm 6.23).

3. Conhecimento sem limites e não auto-ilusão hipócrita. Satanistas veem a religião, incluindo o Cristianismo, como uma forma de auto-ilusão hipócrita. Quem possui a Cristo não está iludido ou enganado, mas nós "sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 Jo 5.20). Temos a certeza que passamos da morte para a vida: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24).

4. Bondade apenas para os que são merecedores e 5. Vingança e não dar a outra face. Ao ser atingido, a reação do ser humano é a retaliação, dar o troco. A chamada lei de talião no Antigo Testamento — "olho por olho, dente por dente" — evitava vinganças injustas. Mas o Senhor Jesus nos mostrou que seus seguidores praticam a renúncia. Renunciar, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, significa "deixar para trás"; "esquecer os interesses próprios". Realmente, quando alguém entrega sua vida a Jesus, ela é transformada e muitas coisas são deixadas para trás, incluindo o ódio e o sentimento de vingança contra o próximo. Cristo ensina-nos que não devemos retribuir o mal com o mal: "não resistais ao homem perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra" (Mt 5.39).

Uma das regras do satanismo é: "Se um convidado te incomodar no teu ambiente natural, trata-o cruelmente e sem misericórdia". Porém está escrito: "Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos homens" (Rm 12.17,8). Ainda que muitos pratiquem o que é mau diante de Deus, "Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus" (3 Jo 11)

6. Ser responsável apenas com os responsáveis e não preocupação com vampiros psíquicos. O satanismo produz a individualidade. Seus adeptos procuram estar cada vez mais preocupados consigo mesmos e esquecendo, desprezando o próximo. Mas nós devemos amar nosso próximo como a nós mesmos — amando não só de palavras, mas por obra e em verdade (1 Jo 3.18).

7. O homem é apenas mais um animal. O homem é a criação de Deus feita à Sua imagem e semelhança, mas que teve essa imagem deformada pelo pecado (Gn 1.26).

8. Todos pecados podem ser cometidos, uma vez que que todos eles conduzem a gratificação física, mental e emocional. Veja as obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas (Gl 5.19-21). Agora veja o fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5.22). Qual dos dois, obras da carne ou fruto do Espírito, proporcionam verdadeira alegria, um prazer duradouro?

9. "Satan tem sido o melhor amigo que a Igreja jamais teve, já que a manteve em funcionamento todos estes anos". O diabo tem lutado contra a obra de Deus, investido contra a Igreja de Cristo, porém temos a certeza de que o Senhor Jesus Cristo está sempre guardando sua Igreja das ciladas do inimigo. O próprio Jesus disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16.18).

A Igreja não pode ser derrubada ou derrotada, pois está edificada em Jesus Cristo (Ef 2.20). "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11). Se Jesus é o fundamento, este fundamento pode cair?

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Ef 6:11-12)

Marco Antonio da Silva Filho

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Referências

Josh McDowell e Don Stewart. Entendendo o oculto;

Revista Defesa da Fé. Ano 5, nº 30;

http://www.apsatanismo.org

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um cordel sobre o Natal


Textos: Euriano Sales
Ilustrações: Meg Banhos
Locução e Edição: Euriano Sales
Trilha: Sa Grama

sábado, 3 de dezembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — Ioga: prática religiosa disfarçada

O disfarce da ioga

Geralmente, a ioga é apresentada como simples práticas de exercícios corporais que serão úteis para a melhoria do corpo e da mente. Contudo, veja o que os autores do livro "Manual Prático de Ioga" escreveram: "a ioga é tão diferente da ginástica ocidental como o fogo o é da água"; e ainda: "antes de tudo, a ioga não é mais do que uma ginástica, embora proponha exercícios. A ioga é, antes de qualquer coisa, um 'estado de espírito'".

A ioga tem sua origem na Índia, no hinduísmo. Portanto, sofre variações e possui várias modalidades, porém todas procuram uma solução para mente, corpo e espírito no próprio interior do praticante. Todas elas estão buscando cura e libertação em si mesmos, e não em Deus, o Todo-Poderoso. O cristão deve, então, permanecer longe dessa prática e buscar refúgio somente em Jesus Cristo.

O verdadeiro cristão foge!
A ioga, desde sua origem na Índia, está associada a poderes ocultos e mágicos. Mircea Eliade, autoridade em ioga, escreve: “Na Índia um iogue foi sempre tido como mahsiddha, um que possui poderes ocultos, um bruxo. Entre essas capacidades está o poder de alcançar qualquer objeto a qualquer distância, uma vontade irresistível, poder sobre os elementos e a realização de suas vontades”.

Cuidado! Não pode existir uma "ioga cristã" ou uma "ioga cristianizada", pois tanto a origem, quanto os princípios da ioga se chocam com a Palavra de Deus. Então fuja dessas práticas que não agradam a Deus, e não honram a Palavra dEle.

Os enganos da ioga
Os orientadores dos cursos de ioga, os iogues, apresentam meios de cura, alívio e descanso, seja para alma ou para o corpo, mas que não são verdadeiros. Será que todos não precisamos dessas coisas? O problema é que tais coisas não podem ser obtidas em nós mesmos, mas somente em Deus. Aqueles que estão desavisados acabam caindo nos ensinos dos iogues, que são contrários a Palavra de Deus:

O hinduísmo vê a ioga como uma coleção de métodos destinados para libertar a alma humana de tudo que é terreno com o auxílio de exercícios físicos, técnicas respiratórias e meditações. Esta libertação consiste em a alma do homem, seu ego real (atmã) ser idêntico ao espírito universal (Brama). Conclui-se que, na ioga indiana, a alma humana, em sua natureza e substância, é unida com o divino. A ioga afirma a deificação do homem. Na ioga, não há um Deus pessoal; o homem não é um ser criado à imagem de Deus e que é decaído. Na ioga o homem é o próprio Deus. Entretanto, nós sabemos que há somente um Deus, um Deus que criou todo o universo, e que não há outro semelhante a Ele: "Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus" (Is 44.6).

Através de suas práticas, a ioga promete aos seus adeptos o alcance de seus objetivos: "alegria, harmonia completa e consciência absoluta; um estado de 'deus-consciência'". A ioga promove a auto-redenção: "Você pode se salvar, você pode se libertar, encontre a felicidade em si próprio!" Mas nós sabemos que nenhum ser humano pode salvar-se por seus próprios esforços. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). Somente Jesus Cristo pode salvar o homem: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (At 4.12).

Conforme a antiga doutrina do hinduísmo, a alma não purificada do homem, por conta de suas ações passadas (carma), é forçada a entrar em um novo ventre materno e nascer de novo. Apenas, dizem eles, quando a alma humana consegue, por si própria, purificar-se e atingir a libertação, fica livre de próximas reencarnações. A Bíblia ensina que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27). Além disso, o ser humano só poderá ser verdadeiramente liberto de tudo o que desagrada a Deus quando conhecer a Jesus Cristo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8.32,36).

Veja um trecho do artigo da Revista Defesa da Fé (nº 37) sobre a ioga: "Sendo seres pecaminosos, jamais teremos poder para nos redimir por meio de exercícios físicos e mentais, através dos quais possamos elevar-nos mais e mais, a ponto de chegarmos à posição de 'homens-deuses'. Todo aquele que é da verdade sabe que não tem um bom 'ego real' aprisionado dentro de si; ao contrário, sabe que é, por natureza, um prisioneiro de seu pecado e de Satanás, e que precisa ser liberto de tal prisão. Nunca precisará descobrir seu 'ego divino' para que alcance redenção, porque já reconheceu seu próprio ego na verdade e verificou ser ele mau (Gn 8.21). Ele está ciente da realidade do pecado e da culpa, bem como de sua necessidade de um Salvador – e tem um Salvador em Jesus Cristo.

Na verdade, Jesus se fez homem e morreu na cruz por nós para nos redimir de nosso 'ego real', o ego decaído, que é a sede de todo mal, orgulho, egoísmo e de todas as inclinações pecaminosas. Através de seu sangue derramado, e de seu ato de redenção, ao exclamar 'Está consumado', Cristo derrotou o pecado e Satanás. Aquele que crê em sua redenção e entrega seu velho homem para ser crucificado com Cristo, levantar-se-á como um novo homem, um ser redimido. Somente Jesus, o Filho de Deus, tem o poder de realizar isso em nós. Um verdadeiro cristão move-se ao redor de Jesus e acha nele sua mais profunda realização. Jesus é tudo para ele. Vive com Jesus e o segue; sua meta única é estar com Ele para sempre em seu reino."

O verdadeiro alívio emocional está em Cristo
Quem possui a alma sem descanso e atribulada, aparentemente sem solução, não possui outra saída, não possui outro caminho a não ser Jesus, que disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14.6).

Quem quer descanso para sua alma só possui uma alternativa: aceitar o convite de Cristo:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" Mt 11.28-30).

Marco Antonio da Silva Filho


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Referência:
Revista Defesa da Fé. Ano 5 - nº 37.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Antes de adorar...

Antes de adorar, antes de orar, temos que estar em paz com nossos irmãos. Paulo orientou que os homens orassem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira (1 Tm 2.8). Davi disse: "seja o erguer das minhas mãos como a oferta da tarde" (Sl 141.2). Conclui-se, então, que quando levantamos nossas mãos em oração — nós estamos orando quando pedimos, agradecemos, louvamos, confessamos, adoramos — estamos fazendo uma oferta a Deus.

Lembrando-se das palavras de Jesus: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta" (Mt 8.23,24). Antes de adorar, louvar, orar, pedir, agradecer; antes de ofertar, devemos fazes as pazes com nosso irmão.

O que diz a oração-modelo? "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mt 6.12). Estamos dizendo: "Deus, me perdoe do mesmo modo que eu perdoo meu irmão. Trate-me da mesma maneira que eu trato meu próximo". E se nós estivermos negando o perdão? Ou se precisamos pedir desculpas? Gostaríamos de ser tratados desse mesmo jeito por Deus? Certamente não.

De certa forma, nosso relacionamento com o próximo reflete nosso relacionamento com Deus. "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" (1 Jo 4.20). Quantas vezes perdoar um irmão? O número 7, na Bíblia, muitas vezes é sinônimo de plenitude. E o que dizer de 70 x 7? Liberar o perdão o quanto for necessário.

"Que dor! Quanta dor ela me causou; ele me decepcionou!" Alguém pode dizer. E quando você nem está errado, mas tem que pedir desculpas? Ser cristão é ser radical, é ser diferente. O que fazer, então? É a hora de deixar o orgulho de lado e vestir-se de humildade. Depender inteiramente da graça de Jesus, pois, sem Ele, somos menos que nada. E fazer a diferença conforme filhos de Deus, com o propósito de sempre agradar aquele que nos salvou.

Marco Antonio da Silva Filho

sábado, 29 de outubro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — Os engodos da ufologia

"E não quero que sejais participantes com os demônios" (1 Coríntios 10.20)

O primeiro registro moderno de um "fenômeno" dos OVNls ocorreu em Washington, EUA, em 1947. Desde que um homem de negócios contou ter visto algo semelhante a um "pires" voando, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo anunciaram suas próprias visões de objetos voadores não identificados. A palavra "ufologia" vem da sigla UFO (Unidentified Flying Objects), que corresponde a OVNI ("Objeto voador não identificado"). A ufologia é a área que estuda a possível existência de seres em outros planetas e galáxias.

A Bíblia apoia a ufologia? Certamente não apoia. A seguir, estão alguns motivos:

a) Antes de Deus criar os seres vivos narrados em Gênesis 1, não há referências a outros seres além dos anjos bons e maus. — "No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). Antes de Deus criar céus, mares, terra seca, vegetação, sol, lua, pássaros, peixes, animais terrestres, o homem e a mulher, não vemos base bíblica para afirmar que, além dos anjos (de Deus ou caídos), foram criados outros seres em outros planetas.

Deus poderia ou não ter criado outros seres em outros planetas? Sim ele poderia. Porém, se ele assim tivesse feito, seria algo relevante e registrado nas Escrituras. A Bíblia diz que Deus criou a Terra para ser habitada: "Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro" (Is 45.18). Ao contemplar outros planetas, não vemos outras formas de seres vivos.

b) Se houvesse mesmo ETs, a Salvação em Cristo deveria alcançá-los também — Há alguns "cristãos" que afirmam existir outros mundos habitados e que poderiam ter sido visitados também por Jesus. Dizem também que Jesus teria morrido em favor destes extraterrestres, para salvá-los. Entretanto, esta crença não está de acordo com a Palavra de Deus: Primeiro Cristo veio para tirar o pecado e virá segunda vez para aqueles que o esperam: "Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação" Hb 9.28). Um plano salvífico para outros mundos não tem base bíblica.

O apologista Norbert Liech apresenta o seu ponto de vista de modo muito interessante: "Deus nos informou acerca de detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, acerca da volta de Jesus, detalhes acerca do fim deste mundo, como em Mateus 24 ou no livro de Apocalipse). Um dia o Universo será enrolado como um pergaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Com isso, se Deus tivesse criado seres viventes em outro lugar, Ele automaticamente destruiria a morada deles".

c) Muitas pessoas que dizem ter contato com alienígenas na verdade tiveram contato com demônios — "O próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" (2 Co 11.14). Do mesmo modo que a Bíblia não admite que os mortos possam conversar com os vivos (como no espiritismo), não admite também a existência de alienígenas. Se algo sobrenatural acontece em qualquer destes casos — sessões espíritas e supostos encontros com ETs — pode-se concluir que isso é ocultismo e ação demoníaca.

d) As contradições da Ufologia  Normalmente, as visões de OVNIs ocorrem em locais desertos, sem nenhuma testemunha a mais. Os que veem OVNIs cometem, por muitas vezes, alguns equívocos tais como:

1 - Confusão com o planeta Vênus, este é o mais brilhante de todos os planetas e dá a impressão de que está rodando rapidamente no seu eixo.
2 - Balões meteorológicos.
3 - Meteoros.
4 - Aviões ou helicópteros.
5 - Parélio, isto é, mancha brilhante que aparece em um dos lados do sol
6 - A dificuldade que as pessoas têm em relatar aquilo que realmente viram, o que contribui para uma interpretação errônea e carregada de imaginação.
7 - Paranormalidade e hipnose, cheias de elementos ocultistas.
"Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?" (Mt 7.16). O que estas "aparições" têm produzido? Pelos frutos conhecemos a árvore. As "aparições" de OVNIs  e ETs e os ensinos de quem nelas crê estão comprometidos com o ocultismo, que é condenado pela Bíblia.

No dia 28 de janeiro de 2011, 3 vídeos de um suposto OVNI em Israel foram divulgados. Todavia, logo foi desmascarado. Além do movimento da luz nos vídeos não ser em sincronia, em um dos vídeos foi utilizada uma imagem copiada da Wikipedia! Em outro dos vídeos também foi confirmado um fundo falso.

Muitas fraudes já foram confirmadas. Parece que vale tudo para provar a existência de alienígenas, até enganar.

e)As visões do livro de Ezequiel não se referem a ETs — Em 1935, Erich Von Daniken lançou o livro Erinnerungen an Die Zukunft (Recordações do futuro), ou, conforme título em português, "Eram os deuses astronautas?", no qual, ele faz uma apologia ao livro de Ezequiel. Mas faz uma confusão: ele interpreta visões celestiais como visitações extraterrestres!

Lançando mão da visão de Ezequiel, o autor do livro "Eram os deuses astronautas?", procurando simular uma visitação dos extraterrestres, tece o seguinte comentário: "Quem falou com Ezequiel? Que espécie de seres eram? 'Deuses', segundo a concepção tradicional, certamente não eram, pois esses provavelmente não necessitavam de um veículo para ir de um local a outro. A nós, essa espécie de movimentação nos parece incomparável com a concepção de um Deus Todo-Poderoso". Sobre o motivo da visita dos astronautas, afirma: "Os 'deuses' falaram com Ezequiel e instaram para que doravante restaurasse a lei e a ordem na terra"

Márcio Souza comenta sobre Ezequiel 1 na revista Defesa da Fé: Qual foi a amplitude da visão? Uma visita dos astronautas? Em Ezequiel 1, lemos que o profeta estava no meio dos cativos e teve visões: "abriram-se os céus, e eu tive visões de Deus". O povo que estava com Ezequiel não teve as mesmas visões, logo não houve qualquer visitação de astronautas! "Os céus foram abertos". Então, a partir desse momento, Ezequiel passou primeiramente a ouvir a Palavra de Deus. Depois, ele continuou vendo a manifestação da glória de Deus. Os detalhes das visões de Ezequiel demonstram a realidade da presença de Deus. O povo cativo de Israel estava atribulado, mas foi revigorado pelas visões de Ezequiel, embora não tivesse vendo aquilo que o profeta contemplava.

Vários ufólogos rejeitam a Bíblia como um todo, contudo procuram alguns trechos para supostamente basear  suas crenças. No contexto geral das Escrituras vemos que os alienígenas são falsos, não dando margem para especulações. Mas, nós crentes, "sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 Jo 5.20).

Marco Antonio da Silva Filho


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Referências

Revista Defesa da Fé. Ano 5. Nº 38.

Revista Defesa da Fé. Ano 8. Nº 53.

sábado, 22 de outubro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — A Bíblia e a ciência

"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo" (Colossenses 2.8).

A Bíblia não é um compêndio científico

A Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus (2 Tm 3.16), não se trata de um resumo ou um sumário de temas científicos. Ela não procura explicar detalhadamente a química, ou a física, ou a arqueologia, ou a astronomia. Até mesmo as disciplinas teológicas não são sistematizadas, porém podemos conhecê-las por toda a Bíblia. Do mesmo modo, na Bíblia encontramos declarações que estão de acordo com a ciência (com a verdadeira ciência).

O foco da Bíblia Sagrada é Jesus Cristo. Na Bíblia, conhecemos a vontade de Deus e verdadeiro propósito da vida; entendemos que somente através de Jesus podemos chegar ao Pai (Jo 14.6); e ficamos cientes de que somente pela graça de Deus podemos ser salvos (Ef 2.8,9).

A Bíblia sempre tem razão

A Bíblia, mesmo sendo um livro que trata de assuntos espirituais, em tudo o que declara, seja num âmbito científico ou histórico, nunca falha! A ciência tem descoberto coisas que a Bíblia — há muito tempo — já declarava:

Seres vivos criados completos: paleontologia confirma com fósseis de seres vivos completos.

Seres vivos criados em grande variedade: paleontologia confirma com fósseis uma grande variedade de seres vivos.

Toda a raça humana vinda de um único casal: genética molecular através de estudos do DNA mitocondrial mostra que todos vieram de uma única mulher.

Inundação global: geologia confirma uma sedimentação global causada por inundação.

Aparecimento de uma cultura pós-diluviana: estudos arqueológicos mostram a mesopotâmia como berço da civilização.

Origem dos povos judeu e árabe: estudos genéticos (DNA) confirmam que judeus e árabes possuem um mesmo ancestral.

Lei da conservação (nada se perde, nada se cria, tudo se transforma): "Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele" (Eclesiastes 3.14).

Movimentação das correntes atmosféricas (ciência atmosférica): "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos" (Eclesiastes 1.6).

Ciclo hidrológico (chuvas, rios e mares): "Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr" (Eclesiastes 1.7).

Redondeza da Terra: "Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra" (Isaías 40.22).

Gravitação da Terra e distribuição não uniforme de galáxias no Universo: "O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada" (Jó 26.7).

Os átomos e partículas sub-atômicas: "Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível" (Hebreus 11.3, NVI).

As estrelas diferem em grandeza: "Um é o esplendor do sol, outro o da lua, e outro o das estrelas; e as estrelas diferem em esplendor umas das outras" (1 Coríntios 15.41).

O incontável número de estrelas: "Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo" (Jeremias 33.22)

A Bíblia e a Ciência

A Bíblia é a Palavra de Deus, que permanece para sempre (Is 40.8); os livros científicos estão sempre passando por revisões, sempre precisam de novas edições. Entretanto a Bíblia nunca precisou de uma revisão ou de uma nova edição.

Acreditar na Bíblia não significa se afastar da ciência: muitos cientistas foram e são cristãos. Universidades como Harvard, Princeton, Cambridge e Oxford originaram-se como centros de estudos teológicos. A ciência atual não seria a mesma sem vários cientistas cristãos: Johannes Kepler (Leis de movimento planetário), Isaac Newton (Leis da mecânica clássica), James Clark Maxwell (Fundador do Eletromagnetismo clássico), James Prescott Joule (Fundador da Termodinâmica, Lei de Joule), Leonhard Euler — considerado o mais profílico matemático de todos os tempos — (Cálculo Diferencial, Funções, Funções Transcendentais), entre outros.

O professor Adauto Lourenço coloca a questão entre a Bíblia e a Ciência, de modo bem esclarecido, na frase, "A Ciência devidamente estabelecida e a Bíblia corretamente interpretada nunca entrarão em contradição".

Marco Antonio da Silva Filho


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Referência
 

3ª Conferência Fiel para Jovens 2005. Por: Adauto Lourenço. Design Inteligente: Ciência e Fé se misturam?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

180, o filme – 33 minutos que mudarão sua opinião sobre aborto


Living Waters produziu recentemente um documentário fantástico sobre aborto. São 33 minutos que farão você pensar sobre o assunto. Cabe lembrar que o filme possui algumas cenas fortes, então recomendo cuidado. Por fim, esperamos que você valorize a vida humana ainda mais após vê-lo.
ATENÇÃO: você precisa ativar a legenda do Youtube em português para poder vê-la. Inicie o vídeo, clique em "CC" e escolha o idioma "Português"




ATENÇÃO: está vetado pelos produtores fazer o upload desse vídeo em alguma rede social (Youtube, vimeo, etc…). Desejamos que um único vídeo tenha grande divulgação, então, por favor, aponte para este vídeo no Youtube. Esta versão para download é para exibições fora da internet.

Via Voltemos ao Evangelho

Compartilhe o filme nas redes sociais!

sábado, 15 de outubro de 2011

O amor (não o ódio) de Deus — David Wilkerson


Mensagem linda e poderosa de David Wilkerson sobre o amor de Deus:




Tradução e legendas: Defesa do Evangelho

Lições Bíblicas Juvenis — Criação x Evolução

"No princípio criou Deus os céus e a Terra" (Gênesis 1.1)

A teoria da evolução é a de que todas as coisas vivas surgiram através de um processo evolutivo, mecânico e natural, a partir de uma única fonte, que surgiu através de um processo semelhante a partir de um mundo morto, inorgânico. Mesmo sendo apenas uma teoria, além de ser cheia de fragilidades e as tentativas de explicá-la sendo inconsistentes, ela é ensinada com força de lei. Muitas vezes os alunos precisam aprender coisas falsas para não repetir o ano na escola. Problemas do evolucionismo:

a) A Paleontologia contradiz o evolucionismo. Para que a evolução fosse confirmada, tinha de existir um registro histórico, ou seja, o registro fóssil das mais diversificadas formas de vida em transição. Porém essas formas não são encontradas. Mesmo com tantos esforços, não foi encontrada uma "prova incontestável". G. K. Chesterton declarou que "os evolucionistas parecem saber tudo acerca do elo perdido, a não ser o fato de que ele está perdido".

Os "elos perdidos" possuiriam as características do ancestral e da forma evoluída, mas continuam perdidos. É necessário ter muita fé para acreditar que eles tenham existido.

b) O evolucionismo é uma criação do naturalismo. O naturalismo impede seus adeptos até mesmo de considerar uma causa inteligente para a criação. Descarta a existência de um Criador. É isso que um evolucionista faz. Mas será que é possível que a vida, com toda essa complexidade tenha surgido do acaso? "Tanto ateus quanto teístas calcularam a probabilidade de a vida ter surgido por acaso com base em elementos químicos inanimados. Os números calculados são astronomicamente pequenos — virtualmente zero. Michael Behe, por exemplo, disse que a probabilidade de se obter ao acaso uma molécula de proteína (que tem cerca de cem aminoácidos) seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um grão de areia específico na areia do deserto do Saara por três vezes consecutivas. E uma molécula de proteína não é vida. Para obter vida, você precisaria colocar cerca de 200 dessas moléculas juntas!"


c) Os escândalos do evolucionismo. Evolucionistas, para provar de qualquer forma sua teoria, chegam a fabricar falsas evidências; chegam a cometer fraudes; além de usar muito sua imaginação. Podemos ver isso nos supostos ancestrais do homem:


1. O Homem de Nebraska: teve sua imagem reconstituída a partir de um dente com idade estimada de um milhão de anos. Após quatro anos e meio, descobriu-se que aquele dente na verdade pertencia a uma espécie de porco já extinta.

2. O Homem de Java: foi imaginado a partir de um fêmur, uma caixa craniana e três dentes molares. O mais interessante é que esses itens não foram encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo. O fêmur foi encontrado a quinze metros da caixa craniana. Um dos dentes foi encontrado a três quilômetros do fêmur e do crânio. E, para completar o quadro, o dr. Dubois, que descobriu o material, esqueceu de mencionar em seu relatório que também encontrou restos mortais humanos na mesma camada de escavação. Ele se lembrou deste fato após ter passado trinta anos.

3. O Homem de Neanderthal: foi reconstituído a partir de um crânio quase completo descoberto em 1848 e um esqueleto parcial em 1856. Muitos estudiosos dizem que o Neanderthal era tão humano quanto qualquer um de nós. As diferenças do esqueleto são atribuídas ao fato de pertencer a um homem velho que sofria de raquitismo. Esse detalhe foi comprovado com novos achados fósseis, pois os Neanderthais sepultavam seus mortos.

4. O Homem de Cro-Magnon: segundo o dr. Duane T. Gish, professor de ciências naturais e apologética, o chamado Homem de Cro-Magnon passaria despercebido por nossas ruas se usasse a moda corrente, ou seja, nele não há nada de símil.

5. O Homem de Piltdown: foi uma fraude forjada por Charles Dawson a partir de um fragmento de maxilar, dois dentes e um fragmento de crânio. A fraude foi descoberta quarenta anos mais tarde.

d) O criacionismo dignifica o homem, enquanto o evolucionismo não. 

O criacionismo bíblico revela que o homem é feito à imagem e à semelhança de Deus (Gn 1.26). No evolucionismo, isso é desprezado; até mesmo Deus não é considerado. Para um evolucionista, não existe um Deus que pode consolá-lo, não existe um Deus que pode amá-lo, não existe um Deus que pode recebê-lo após a morte. Não só para os evolucionistas, mas para os ateus, em geral, no meio de sofrimentos dessa vida eles pensam não existir um Deus para ouvi-los. E nos momentos de "alegria"? "O pior pensamento de um ateu é quando ele está grato e não tem ninguém a quem agradecer" (G. K. Chesterton).

e) A Ciência fortalece o relato da Criação.  Um design inteligente implica um designer inteligente. Por exemplo, quando vemos um "iPad", concluímos que houve alguém que o projetou, sabemos que ele não surgiu por acaso. Mesmo que não tivéssemos conhecido Steve Jobs, saberíamos que alguém muito inteligente o projetou. Da mesma forma quando olhamos para formações rochosas e para o monte Rushmore (Imagens abaixo). Será que pensamos: "do mesmo modo que as formações rochosas, as faces de presidentes dos Estados Unidos devem ter aparecido naturalmente"? É claro que não. Uma criação inteligente implica um Criador inteligente.



Veja dois exemplos de uma criação inteligente:

O site www.criacionismo.com diz: Você se lembra do besouro bombardeiro, famoso por atirar seu fluído tóxico contra seus inimigos através de um esguicho no seu extremo inferior? Science News nos informa que esse besouro: “está inspirando projetistas de máquinas, dispositivos de entrega de drogas e extintores, para aprimorar tecnologias de spray”. … “Também poderia fornecer um mecanismo muito mais eficiente para a injeção de combustível em motores automotivos e mesmo levar a uma nova geração de extintores que podem produzir, ou uma névoa fina, ou pinguinhos, dependendo do fogo que precisa ser extinto.” (Science News, 5 de Abril de 2008).

Eis a explicação de Science News em como o besouro pode realizar a façanha: “A chave para o poderoso truque defensivo do besouro se encontra nas válvulas de entrada e saída do compartimento de combustão. A válvula de entrada recebe os químicos, que começam a ferver tão logo se encontrem, e fecha quando uma quantidade suficiente de gás tem sido recebido.

Na medida em que os gases reagem, geram calor e um aumento de pressão no compartimento fechado. Quando a pressão alcança um ponto crítico, a abertura da válvula de saída é forçada a se abrir e o líquido quente é ejetado como um poderoso estouro de névoa tóxica em um processo conhecido por ‘evaporação relâmpago’.
Após o gás ter sido liberado, a válvula de saída fecha, a válvula de entrada se abre, e o compartimento novamente se enche, preparando-se para a próxima ejeção venenosa.” (Science News, 5 de Abril de 2008)
Por que o homem tem necessidade de copiar a criação de Deus para construir um pulverizador melhor? Porque ele não tem sido capaz de projetar pulverizadores que funcionam tão bem quanto o divino. Há uma razão para isso: “Porque a “tolice” de Deus é mais sábia do que os homens; e a “fraqueza” de Deus é mais forte do que os homens” (I Coríntios 1:25). 
O sistema de proteção do besouro fornece grande evidência para projeção inteligente.

Veja o que diz Myer Pearlman: "Tomemos, para ilustrar, a vida dos insetos. Há uma espécie de escaravelho chamado 'Staghom' ou 'Chifrudo'. O macho tem magníficos chifres, duas vezes mais compridos do que o seu corpo; a fêmea não tem chifres. No estágio larval, eles enterram-se a si mesmos na terra e, silenciosamente, esperam na escuridão pela sua metamorfose. São naturalmente meros insetos, sem nenhuma diferença aparente e, no entanto, um deles escava para si um buraco duas vezes mais profundo do que o outro. Por quê? Para que haja espaço para os chifres do macho se desenvolverem com perfeição. Por que essas larvas, aparentemente iguais, diferem assim em seus hábitos? Quem ensinou o macho a cavar seu buraco duas vezes mais profundo do que o faz a fêmea? é o resultado dum processo racional? Não, foi Deus, o Criador, quem pôs naquelas criaturas a percepção instintiva que lhes seria útil.

De onde recebeu esse inseto a sua sabedoria? Alguém talvez pense que a herdara de seus pais. Mas um cão ensinado, por exemplo, transmite à sua descendência sua astúcia e agilidade? Não.

Mesmo que admitamos que o instinto fosse herdado, ainda deparamos com o fato de que alguém havia instruído o primeiro escaravelho chifrudo. A explicação do maravilhoso instinto dos animais acha-se nas palavras do primeiro capítulo de Gênesis: 'E disse Deus' — isto é: a vontade de Deus. Quem observa o funcionamento dum relógio sabe que a inteligência não está no relógio mas sim no relojoeiro. E quem observa o instinto maravilhoso das menores criaturas, concluirá que a primeira inteligência não era a delas, mas sim do seu Criador, e que existe uma Mente controladora dos menores detalhes da vida".

Ainda muitos exemplos de uma criação inteligente poderiam ser citados. A verdadeira ciência rejeita "que nada, operando em nada por nada, por meio de nada, para nada, se tornou tudo."

f) O que leva as pessoas a aceitarem o evolucionismo é a resistência a aceitarem Deus. Os evolucionistas não querem aceitar a existência de um Deus, pois se aceitarem um planejamento da criação por um Deus, eles não poderão ter o pleno conhecimento dos mecanismos utilizados na criação; ficando frustrados. Mas se analisarmos, é preciso muito mais fé para ser um evolucionista do que um cristão, como escreveram Norman Geisler e Frank Turek:

"Você precisa ter bastante fé para ser darwinista. Você precisa acreditar que, sem qualquer intervenção inteligente:

1. alguma coisa surgiu do nada (a origem do Universo);
2. a ordem surgiu do caos (o projeto do Universo);
3. a vida surgiu de matéria inorgânica (o que significa que a inteligência surgiu da não inteligência e a personalidade surgiu da não personalidade);
4. novas formas de vida surgiram com base em formas de vida já existentes, a despeito de evidências contrárias, como:
1) limitações genéticas;
2) mudanças cíclicas;
3) complexidade irredutível;
4) isolamento molecular;
5) não viabilidade das formas tradicionais;
6) o registro fóssil."

Marco Antonio da Silva Filho


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Referências

Myer Pearlman. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

Norman Geisler e Frank Turek. Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O professor

"O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende, nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude sem cessar, leia diligentemente acerca de tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus. Certamente esse programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas"

Myer Pearlman

sábado, 1 de outubro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — O perigo do ocultismo

Neste trimestre, as lições para juvenis tratam sobre O Perigo da falsa ciência e das filosofias antibíblicas. Temos que estar prontos para "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3). Devemos estar sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós (1 Pe 3.15). Esse é um dever de cada cristão.


O que é o ocultismo?

O termo "oculto" deriva-se da palavra latina "occultus" e significa escondido, secreto, misterioso. Hoover dá três características principais do ocultismo:

1. O ocultismo lida com fatos secretos ou escondidos.

2. O ocultismo lida com forças ou acontecimentos que parecem estar subordinados a poderes humanos que extrapolam os cinco sentidos.

3. O ocultismo lida com o sobrenatural, a aparição de forças angélicas ou demoníacas.

No ocultismo, encontra-se feitiçaria, magia, quiromancia (ato ler as mãos), mesa ouija, cartas de tarô, satanismo, espiritismo, demonismo e bolas de cristal e muito mais. Logo, o ocultismo não é aprovado pela Palavra de Deus, que nos diz: "Abstende-vos de toda aparência do mal" (1 Ts 5.22).

a) As práticas ocultistas têm ligações demoníacas e são condenadas por Deus — A prática da necromancia é condenada pela Bíblia. O ocultismo inclui a necromancia, ou seja, a evocação dos mortos. Se algo sobrenatural acontece nesses rituais, com certeza não são os espíritos de pessoas que já morreram, pois na narrativa do rico e Lázaro, Jesus nos mostrou que a situação dos seres humanos após a morte é irreversível, seja no céu ou no inferno (Lc 16.19-31). Os que pensam conversar com os mortos estão, na verdade, "dando ouvidos a espíritos enganadores e à doutrina de demônios" (1 Tm 4.1).

b) O panteísmo, princípio que rege o ocultismo, é condenado pela Bíblia — Esta crença consiste em afirmar que Deus é tudo, que ele confunde-se com o universo. O panteísmo confunde a criatura com o criador. Veja o que determinada seita ocultista prega acerca de seu panteísmo:

  • Sou grande parte do Grande Todo;
  • Sou um centro de Energia Divina;
  • Manifesto conscientemente minhas possibilidades divinas;
  • Sou um com o Supremo bem onipresente.

De acordo com esta doutrina, Deus não possui personalidade distinta de sua criação. Mas Deus não faz parte da criação, pois Ele a criou e governa. Deus está acima de toda a criação, e toda criação depende de Deus para existir: pois "ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele" (Cl 1.17); e "todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (Jo 1.3); é Ele que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1.3).

Em suma, "Deus é aquele que está acima de tudo e em tudo, contudo é distinto de tudo" (G. D. B. Pepper)

c) A verdadeira sabedoria não pode ser verdadeira por meios místicos — O homem, por si só, por meio de meditações ou concentração de espírito não pode alcançar "o conhecimento superior". A verdadeira sabedoria não é obtida por rituais. O apóstolo Paulo disse a Timóteo "Persiste em ler" (1 Tm 4.13). A palavra de Deus nos torna sábios, pois, "o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices" (Sl 19.7) e "A revelação das tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples" (Sl 119.130). "O temor do Senhor é o princípio do conhecimento" (Pv 1.7).

d) A moralidade do ocultismo se choca com a moralidade bíblica — Ideais ocultistas estão cada vez mais difundidos no mundo. Não é difícil ouvirmos algo do tipo: "Não importa o que você vai fazer, apenas siga seu coração". Estas pessoas não sabem que o coração é mais enganoso do que todas as coisas (Jr 17.9). O melhor e mais correto a seguir não é nossa emoção ou sentimentos, mas a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).

e) O ocultismo rejeita Jesus como Messias — Os ocultistas negam a divindade de Cristo, para eles Jesus foi apenas mais um mestre religioso, tal qual Buda ou Confúcio. Entretanto, Jesus é muito além disso: Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 Jo 5.20); Em Jesus habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9); Jesus é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6); e — como diz a base da pregação pentecostal — é Jesus quem salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará.

f) O ocultismo não fala de pecado, nem de necessidade de salvação — Seitas ocultistas negam o pecado e chegam a repudiar o sangue de Jesus afirmando que se o pecado existisse, nem a crucificação de Jesus poderia extingui-lo. Sendo que nós somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé; e isto não vem de nós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.8,9). "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós" (1 Jo 1.8). "Em quem [Jesus] temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça" (Ef 1.7).

Todos os homens pecaram, são merecedores da ira divina e carecem da glória de Deus (Rm 3.23). Porém, através da fé em Cristo, e somente nEle, é que o homem pode ser salvo — em nenhum outro há salvação (At 4.12). O destino dos feiticeiros, de todos ocultistas é a segunda morte (Ap 21.8), porém eles sequer acreditam nela — acham que o céu e o inferno não são reais. Devemos orar e pregar a Palavra de Deus para que, quando eles perceberem que o inferno é real, não seja tarde demais. "E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo' (Jd 1.22,23)

O cristão deve abandonar isso
Crenças ocultistas estão cada vez mais conhecidas e aceitas no mundo. Seja por livros ou filmes, espalhando obras ocultistas e apresentando-as como boas. 

Uma declaração da autora da série Harry Potter, J. K. Rowling, publicada no Lodon Times, ao ser indagada a respeito da oposição dos cristãos aos seus livros: 
“Eu acho que é absolutamente vergonhoso protestar contra livros infantis e alegar que eles estão ludibriando e levando as crianças para Satanás. As pessoas deveriam ser gratas a eles por isso! Esses livros levam as crianças a entender que o fraco idiota Filho de Deus não passa de uma brincadeira vivente e que será humilhado quando a chuva de fogo realmente começar a cair, enquanto isso, nós servos fiéis do Senhor das Trevas, vamos rir e celebrar com danças a nossa vitória”.

Uma menina de nome Ashley Daniels, 9 anos, típica criança americana, leitora de Harry Potter, declarou:

“Antigamente eu acreditava naquilo que aprendia na Escola Dominical, conjurando um antigo encantamento para invocar Cérbero, o cachorro monstruoso de três cabeças que, segundo a mitologia grega, guarda as portas do inferno. O entanto, os livros de Harry Potter mostraram-me que a magia é real, algo que posso aprender a usar agora, e que a Bíblia só contem mentiras enfadonhas” (The Onion Newsletter, edição de julho de 2000). Quando indagada por um repórter se ela estava envolvida com bruxaria, respondeu que sim.

Além de filmes e livros, muitos jogos têm feito com jovens fiquem cada vez mais envolvidos com obras malignas. Os RPGs — role-playing game (jogo de interpretação de personagem) — tem aprisionado muitos e muitos jovens em mundo que vai muito além da fantasia. O primeiro e mais famoso RPG da história é Dungeons & Dragons (Calabouços & Dragões) — seu sucesso trouxe a série animada Caverna do Dragão. A escritora Pat Pulling define D&D da seguinte maneira: "Um jogo de interpretação de papéis de fantasia que usa demonologia, feitiçaria, vodu, assassinato, estupro, blasfêmia, suicídio, insanidade, perversão sexual, homossexualidade, prostituição, rituais satânicos, jogatina, barbarismo, canibalismo, sadismo, invocação de demônios, necromancia, adivinhação etc". Isso passa longe (muito longe) do que deve ocupar a mente do verdadeiro cristão: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fp 4.8)

RPGs fazem com o jogador adote o papel da personagem, e isso muitas vezes custa-lhes a vida. Veja alguns casos relacionados ao D&D:
  • Michael Dempsey, de 17 anos, se suicida com um tiro na cabeça em 19 de maio de 1981. Testemunhas o viram tentando invocar os demônios do D&D minutos antes de sua morte.
  • O jogador de D&D Steve Loyacano se suicida por envenenamento de monóxido de carbono em 14 de outubro de 1982. A polícia afirmou em relatório que coisas satânicas que ele escrevia e uma nota de suicídio ligavam sua morte ao D&D.
  • O jogador de D&D Timothy Grice, de 21 anos, comete suicídio com um tiro em 17 de janeiro de 1983. O relatório do detetive comenta: “D&D se tornou realidade. Ele achava que não estava preso a esta vida, mas que podia partir e voltar, por causa do jogo”.
  • O jogador de D&D Steve Erwin, de 12 anos, se suicida com um tiro em 2 de novembro de 1984. O relatório do detetive dizia: “Sem dúvida, D&D lhe custou a vida”.
  • O jogador de D&D Sean Sellers, de 14 anos, foi condenado à morte por matar os pais e o funcionário de uma loja em 11 de janeiro de 1987. Antes de ser executado, ele entregou sua vida a Jesus. Ele confessou que seu envolvimento com o satanismo começou com o RPG D&D.

Pelos títulos e livros dos RPGs, pode-se ver que há muito mais que fantasia:

Alguns títulos: Igual a Deus, Espada e Feitiçaria, Calabouço de Túmulos, Necromancista (indivíduo que invoca os mortos), Advanced Dungeons and Dragons (muitas e diversas versões), Paranóia, Paranormal, Terra dos Mortos, etc.

Alguns livros:
Manual monstruoso, Livro de magia, A opção do jogador: feitiços & magia, Manual completo do bárbaro, Livro completo dos elfos, Livro completo dos gnomos, Manual completo do sacerdote, Manual completo do ladrão, Manual completo do bruxo, Livro completo dos anões, Livro completo dos vilões, Manual completo dos druidas, Guarda das portas do inferno, Culto do dragão, Servos da escuridão, Volta ao túmulo dos horrores, Sementes do caos, Filhos da noite, Forjado nas trevas, Enciclopédia da magia (vários volumes), Compêndio dos feitiços do bruxo (vários volumes), Xamã, entre muitos outros.

Um cristão não pode estar associado a tais obras satânicas. A Bíblia mostra que é possível ser liberto de tais práticas. Conhecendo a Verdade, que é Cristo (Jo 8.32,36). Jesus transformará o homem em uma nova criatura e o dará uma nova vida (Gl 2.20). Foi o que aconteceu em Éfeso: "Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata" (At 19.19).

Rejeite aquilo que Deus rejeita, abomine aquilo que Deus abomina. Ame o que Deus ama, e abrace o que Deus te oferece.

Marco Antonio da Silva Filho

Também disponível no Portal ADALAGOAS

Referências
Josh McDowell e Don Stewart. Entendendo o oculto;

Revista Defesa da Fé. Ano 9 - nº 66;

Revista Defesa da Fé. Ano 8 - nº 61;

http://www.icp.com.br/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Salvos por causa de um sorriso

"Quando perguntaram ao Sr. Moody o que ele pensava sobre Spurgeon, ele disse:

— Ele é um caudal perpétuo de resplendor cristão. Um domingo de manhã em Londres — continuou o Sr. Moody — Spurgeon disse-me, um pouco antes de começar a pregar: — Moody, quero que repares naquela família ali nos lugares da frente, e quando formos para casa contar-te-ei a sua história. 

Quando chegamos em casa — disse Moody — pedi-lhe para me contar a história, e eis o que ele contou: 

— Toda a família foi ganha por meio de um sorriso.

— Como foi isso? — perguntei. 

— Quando um dia passava por uma rua, vi uma criança à janela; ela sorriu e eu sorri e cumprimentei-a. No outro dia, aconteceu a mesma coisa. Não se passou muito tempo, que em vez de uma, aparecessem duas crianças à janela; e eu adquiri o hábito de olhar para lá cada vez que passava e de as cumprimentar com um sorriso. Bem depressa o grupo cresceu, e, por fim, quando por lá passei um dia, estava uma senhora com elas à janela. Fiquei sem saber o que fazer. Pensei não puxar conversa com as crianças, mas ao mesmo tempo pensei que elas estavam à espera. E assim passei, sorri e disse-lhes qualquer coisa. A mãe viu que eu era pastor, pois levava a minha Bíblia naquele domingo de manhã. No domingo seguinte, as crianças seguiram-me até à igreja, entraram e ficaram atentas. Pensaram até que eu era o maior pregador e que os pais deviam ouvir-me. Um pastor que é amável para com uma criança e lhes faz uma festa na cabeça, logo é tido por essa criança como o maior pregador do mundo. Finalmente, os pais e os cinco filhos foram convertidos. 

— Ganhos para Cristo por causa de um sorriso! — disse Moody. 

Deixemos de franzir as sobrancelhas e mostremos rostos sorridentes, se queremos ter sucesso no nosso trabalho de amor."

Marco Antonio da Silva Filho

Extraído do livro Ilustrações — Jogando luz no sermão, de Josué Gonçalves

domingo, 18 de setembro de 2011

Lições Bíblicas Juvenis — O caminho para o céu

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13,14).

Chegar ao céu – o maior objetivo

Depois de lermos o que Cristo falou acerca dos dois tipos de justiça; dos dois tesouros; dos dois senhores e das duas maneiras de aguardar o amanhã chegamos ao ensino dos dois caminhos.

A ideia de dois caminhos reaparece em duas grandes obras do século I: Didaquê e Epístola de Barnabé. “Há dois modos, um de vida e um de morte, mas uma grande diferença entre os dois modos” (Didaquê). Dois são os caminhos, porém, somente pode-se seguir por um: ou pelo que leva à perdição, ou pelo que leva à vida (Mt 7.13,14).

As duas portas e os dois caminhos

As alternativas a serem escolhidas pelo homem são comparadas a dois caminhos, a duas portas.

Há o caminho espaçoso (a porta larga). Não é necessário deixar nada para trás para seguir por ele, nem mesmo os pecados, nem o orgulho, nem ódio, nem violência, etc. Esse caminho é fácil de ser encontrado e seguido. Por isso, muitos o trilham. Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte (Pv 16.25).

Existe também o caminho apertado, difícil (aporta estreita). Para segui-lo é necessário negar-se a si mesmo. Muita coisa deve ser deixada para trás para se trilhar esse caminho: o velho homem não vai junto, somente uma nova criatura. A bagagem necessária é a própria cruz (Lc 9.23).

A estreiteza da porta e do caminho para a salvação

O caminho que conduz à vida é estreito, tal qual é a sua porta (Mt 7.14). É o caminho considerado difícil. Não é um caminho de facilidades, sem lutas, sem dor. Cristo nos disse que no mundo passaremos por aflições, mas devemos ter bom ânimo (Jo 16.33). Paulo “ia fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus (At 14.22). (Paulo fez isso após ter sido apedrejado).

Entretanto, quem segue pela porta estreita tem plena certeza de que a sua leve e momentânea tribulação produz para ele eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4.7).

O significado da estreiteza da porta e do caminho

Sendo estreito o caminho, não é possível levar tudo e todos. Muitas vezes é necessário deixar amigos, familiares e bens. Porém mesmo tendo que renunciar muitas coisas, aquele que escolhe o caminho estreito sabe que Jesus disse: “todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.29)

O caminho para o céu é a obediência

Fica bem claro em Deuteronômio 30.15.19: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.

A garantia de entrarmos no céu

Jesus disse: “Eu sou a porta” (Jo 10.9), Disse também: “Eu sou o caminho” (Jo 14.6). Jesus Cristo é a porta, Ele é o único caminho verdadeiro que conduz à vida, que conduz à Deus.

Seguindo a Cristo, temos a certeza de que chegaremos a Deus, de que chegaremos ao céu. O próprio Jesus garantiu isso: “passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mc 13.31).

Marco Antonio da Silva Filho

Referência

John R.W.Stott. Contracultura cristã — A mensagem do Sermão do Monte.